espaço temporário*multicultural*interventivo*gratuito*sem fronteiras*sem rosto*experimental*revoltado*apartidário
Solidários com Es.Col.A do Alto da Fontinha
Segundo o porto24 Câmara do Porto suspende, para já, o despejo indirectamente anunciado para o fim de Março. Despejo do Projecto de uma comunidade que, pelas suas mãos, recupera e desenvolve um equipamento público abandonado, transformando-o num centro de convívio e lazer, educação, discussão, pensamento, criação, transparência, entreajuda e liberdade do bairro para o bairro! Curiosamente, trata-se de um edifício tutelado por um pelouro que dá pelo nome de Conhecimento e Coesão Social. Parece absurdo mas é real.
Haverá melhor forma de destruir o tecido urbano e expulsar do seu Lugar a população autóctone com menos recursos e sem pleno conhecimento dos seus direitos do que encerrar infraestruturas locais, uma a uma, para, no seu lugar, construir equipamentos que em pouco ou nada criam vínculos com essa população, apenas com o resto da cidade? O desenraizamento precedido do abandono da autarquia pelo Lugar, ano após ano, leva à desagregação, desunião e fraqueza da população dos bairros. Para a opinião pública, através dos media, o município abana a cenoura de uma casa novinha em folha, construída para melhorar o bem estar do morador, só que em Marte, longe da mercearia onde cresceu e envelheceu, longe dos vizinhos que conheceu, sempre para outro local onde as mesmas políticas pretendem resultados semelhantes.
Tal como o rio naturalmente desagua no mar, uma presidência eleita pelo povo para gerir uma cidade em prol do seu bem estar, produto de quem ainda reconhece democracia na palavra Democracia, revela-se num terrorismo urbanístico que alastra do Aleixo à Fontinha. Perante a passividade da esmagadora maioria desse mesmo povo, fecha escolas, infantários, parques infantis, centros sociais, porque têm poucos alunos, porque o investimento não se justifica, porque o pensamento livre incomoda. Mas na Es.Col.A do Alto da Fontinha, em pleno centro do Porto, nunca faltaram alunos e professores de todas as idades a quebrar o isolamento, a reaprenderem a viver unidos numa comunidade horizontal e verdadeiramente justa.
A luta pela Es.Col.A precisa da solidariedade de todos os que não dividem um povo em cidadãos de primeira e de segunda, os que, com o seu olhar sem fronteiras, percebem os interesses imobiliários que estão por detrás, justificados a bem de "receitas para uma cidade melhor", a bem da sua "internacionalização''. Chavões que ironicamente se aplicam à própria Es.Col.A, que se tornou internacional e é tida como um bom exemplo de vida e atitude comunitária, a cidade real e humana.Indignada com tudo isto, a CasaViva lança aqui o apelo à união, à divulgação, à participação, ao envolvimento e enriquecimento pessoal nesta experiência cujo futuro também depende do teu apoio! Porque é também aqui que se joga a possibilidade de, passo a passo, irmos construindo um mundo decente nos escombros do que vamos, no mesmo processo, tornando obsoleto. E porque, enfim, é já tarde para deixar bem claro que nenhum poder pode decretar o fim do sonho.
Mais info:
Solidariedade com o EsColA
Mais enquadramento:
Ocupar é urbanizar: sobre a Es.Col.A da Fontinha
Mais Es.Col.A por ordem cronológica:
Despejo depois de um mês de actividade
Reacções dos moradores
Entrevista após despejo
Entrevista sobre o Es.Col.A
Tempos de liberdade...
Oh Môre Baixa-me o Reiting!
Pablo Zucollo na Es.Col.A
Circolando levou Charanga à EsColA
Oficina de vídeo na Fontinha
Zé no santur
Canto de Intervenção na EsColA
União Fontinha (rap dos jovens do Bairro da Fontinha)
''Não se pode despejar uma ideia''
reunião preparatória inter-colectivos
A CasaViva acolhe uma reunião preparatória inter-colectivos/inter-associações do Porto, organizada pela Assembleia Popular do Porto:
-PELA MOBILIDADE DAS POPULAÇÕES
-CONTRA OS NOVOS AUMENTOS DOS TARIFÁRIOS DOS TRANSPORTES PÚBLICOS URBANOS
-CONTRA OS CORTES NOS PASSES E EM LINHAS E CARREIRAS
A todos os utentes dos transportes públicos da área metropolitana do Porto, organizações sociais, culturais, ambientais, sindicais, de trabalhadores, de moradores, cívicas e políticas da área metropoilitana do Porto.
A Assembleia Popular do Porto recebeu de jovens utentes dos transportes públicos uma proposta de boicote ao pagamento de bilhetes e passes, a partir de Janeiro, pela exigência de continuação dos descontos de 50% para estudantes e idosos (passes sub 23, 4-18 e sénior), contra o fim de linhas e contra os novos aumentos de tarifários que o governo agora prevê para o próximo mês de Fevereiro.
Conscientes de que a procura de alternativas a esta situação passa pela mobilização de toda a chamada "sociedade civil" e pela organização do descontentamento popular alargado, convidamo-vos a estarem presentes, desta feita numa REUNIÃO/ENCONTRO PREPARATÓRIO INTER-COLECTIVOS, a realizar no proximo dia 21 de Janeiro (sábado), pelas 15h00, na CasaViva, onde poderemos decidir conjuntamente várias medidas a tomar, somando a este apelo os colectivos vivos (associações, sindicatos, etc.) que desejem a necessária unidade na acção.
Acreditamos que as questões em causa implicam a mobilização popular organizada, pelo que pedimos desde já que divulguem este CONVITE/APELO entre xs vossxs associadxs, de forma a que deste nosso encontro possa resultar uma participação popular real e ideias e práticas úteis e exequíveis com a actual situação que todos vivemos (formas de acção possíveis, suas implicações e todos os aspectos relacionados com a divulgação e mobilização do/s protesto/s).
Solicitamos ainda que o elemento ou elementos dx v/ colectivo/associação/sindicato... que estejam presentes venham mandatados de forma escrita para podermos acrescentar o nome da vossa estrutura à desta assembleia (APP) em nova convocatória (que iremos decidir nesta reunião) para possível ASSEMBLEIA/PLENÁRIO DE UTENTES DOS TRANSPORTES PÚBLICOS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO.
Nota: como existem muitas associações e colectivos populares sem e-mail, solicitamos também que reencaminhem esta mensagem e PASSEM PALAVRA pelos meios possíveis, a todos os colectivos e pessoas que conheçam que discordam destes "cortes" e aumentos brutais nos transportes públicos - da participação popular ampla e organizada neste encontro dependerá a nossa capacidade comum de resistência para que eles não se realizem.
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO
APP - Assembleia Popular do Porto + ...
assembleia-popular-do-porto.blogspot.com
assembleiapopulardoporto@gmail.com
Para mais informação consultar:
www.facebook.com/events/142937589143789
boicotetransportes.blogspot.com
blues in boots e punk em benefit para o musas
A CasaViva acolhe um benefit solidário com o Espaço Musas.
The Last Internationale e Freedoom animam a festa.


The Last Internationale
www.thelastinternationale.com/
www.youtube.com/watch?v=WH
www.youtube.com/watch?v=4WX
SOLIDARIEDADE COM O MUSAS
O ano de 2011 viu crescer no Musas – uma velha coletividade desportiva de bairro – o projeto da Quinta Musas da Fontinha, uma experiência de horta urbana comprometida com princípios de permacultura e agricultura biológica, em processos de trabalho comunitários, e na decisão por consenso, fora de qualquer processo hierarquizado, que lhe foram introduzidos pela própria experiência de vida do Espaço Musas.
Sem qualquer razão válida que o justificasse, o Musas foi contudo, no final deste ano, ameaçado por uma ação de despejo focalizada nas acusações de ter abandonado toda a prática desportiva – que fundamentava o arrendamento do prédio onde tem a sua sede -, o que não é verdadeiro, tendo-se pelo contrário implementado as práticas físicas e desportivas (sobretudo o xadrez, em que o Musas é coletividade federada), ter construído a casa para um sem-abrigo, quando apenas ajudou um vizinho a reparar um velho e pequeno barraco pré-existente e referenciado em plantas camarárias; e ter ocupado ilegalmente e destruído plantas e objetos de um logradouro nas traseiras da sua sede (onde se instalou a Quinta Musas da Fontinha), quando apenas limpou de muito lixo e plantas infestantes, como um silvado impenetrável, propícias à criação de pragas, o terreno do logradouro, como se sabe à sua guarda desde há dezenas de anos, como o provam várias contas de limpezas da câmara municipal e a prática do jogo da malha que todos os vizinhos comprovam.
Apesar de tudo isto, o Musas tem que se defender em Tribunal, para o que lhe escasseiam recursos próprios. É nesse sentido que apela, com alguma premência, à solidariedade de todas as pessoas e coletivos que se identifiquem com os seus princípios, ou que ao menos queiram fazer prevalecer uma situação da mais elementar justiça.
musas.pegada.net
quintamusasdafontinha.wikispaces.com
A partir da meia-noite, a RÁDIO CASAVIVA manifesta a sua solidariedade com o Musas, dedicando-lhe a programação de fim-de-semana. Sintoniza radiocasaviva.blogspot.com
rádio solidária com os detidos em atenas

No dia 6 de dezembro de 2008, Alexis, um jovem de 15 anos, foi assassinado, em pleno centro de Atenas, pela polícia grega. Três anos depois, várias manifestações reafirmaram que não nos esquecemos das consequências da existência de forças policiais nas sociedades de hoje; indivíduos desestabilizados psicologicamente por um sistema que os incita à violência ilimitada como resposta a qualquer manifestação de liberdade da população, da qual se pensam protectores, às ordens dos objectivos neoliberais dos seus donos.
No dia 6 de dezembro de 2011, foram apanhados pela polícia de choque grega (YAT) 19 pessoas (14 gregas, três alemãs, uma espanhola e uma portuguesa); quatro dos estrangeiros tiveram de pagar 2000€ de coima para poder esperar em liberdade o julgamento que se efectuará daqui a um ou dois anos (reavendo o dinheiro caso compareçam). Todos os acusados tiveram de pagar 750€ de gastos de justiça.
A CasaViva disponibilizou-se para acolher um benefit de solidariedade para com os detidos de Atenas, a que a Rádio CasaBiba se junta, porque...
Sintoniza radiocasaviva.blogspot.com e consulta a programação do dia de uma rádio nada amiga.
lembrar alexis

No dia 6 de dezembro de 2008, o jovem Alexis de 15 anos de idade foi assassinado por dois polícias gregos, no bairro Exarchia, centro de Atenas. Desde então que a Grécia assiste à insurreição contra as políticas de um governo que acabou por cair nas mãos do FMI. O país está hoje bem pior do que há três anos, com o desemprego a atingir 20%. Há fome, há pais que entregam os filhos a instituições de caridade. A miséria está na rua. Há três anos a revolta era liderada pela juventude, estudantes sobretudo. A morte de Alexis foi a evidência da brutalidade policial, que não tende a abrandar.
No dia 6 de dezembro de 2011, três anos depois, várias manifestações reafirmaram que não esquecemos as consequências da existência de forças policiais nas sociedades de hoje: indivíduos desestabilizados psicologicamente por um sistema que os incita à violência ilimitada como resposta a qualquer manifestação de liberdade da população, da qual se pensam protectores às ordens dos objectivos neoliberais dos seus donos. Nesse dia, foram apanhados pela polícia de choque grega 19 pessoas (14 gregas, três alemãs, uma espanhola e uma portuguesa). Passaram duas noites encarcerados. Quatro dos cinco estrangeiros tiveram de pagar 2000€ de coima para poder esperar em liberdade o julgamento que se efectuará daqui a um ou dois anos (reavendo o dinheiro, caso compareçam) e todos os acusados tiveram de pagar 750€ de taxas judiciais.
Para ajudar a custear estas despesas, a CasaViva envolveu-se de novo com esta causa, acolhendo um benefit com concertos nos dias 13 e 14 de janeiro de 2012, excelente pretexto para recordar Alexis. E, já agora, voltar a exibir a faixa alusiva colocada na fachada da casa após a sua morte, a 20 de dezembro de 2008. Durante duas semanas, a denúncia não passou despercebida na praça do marquês de pombal, no Porto. Até que a bófia mandou tirar a faixa, alegando que “incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. O processo seguiu para o ministério público e acabou arquivado, a faixa não foi devolvida.
Então como agora, queremos deixar bem claro que não temos dúvidas de que lado estamos, solidários com os que lutam. Contra a censura continuamos a afirmar: o estado criminaliza, a imprensa aponta e a bófia dispara. Na Grécia ou em Portugal.
caixa de resistência
Estes são meros exemplos do que tende a regularizar-se no nosso mundo, no nosso tempo. Mas apenas queremos falar aqui do lado pragmático da questão, o que tem a ver com dinheiro, necessário para enfrentar custas de tribunal em cada caso instaurado pela censura. Que não se fica pela detenção de pessoas em manifestações, passa também por processos de despejos, como o que o CCL (Centro de Cultura Libertária, em Almada) teve de enfrentar há pouco tempo. De causas ideológicas que preservam a individualidade, dignidade e liberdade, aquelas que exigem fraternidade e solidariedade, a bem da igualdade.
Por isso e para isso, a CasaViva criou uma caixa de resistência, que passa a receber uma parte dos donativos de cada concerto ou iniciativa na casa. O que não impede que a casa não continue a acolher benefits exclusivos por causas em particular. Para angariar uns guitos, a imaginação ajuda: sandes, bolos, bebidas, t-shirts, pins, zines... A caixa está sempre disponível para aceitar ofertas solidárias, para as desembolsar quando justificável. E que nunca nos falte resistência!
a solidariedade é uma arma
6ª, 13
21h00 Helliminator youtu.be/y8AjShB_yCo
20h00 Excremento myspace.com/excrementocrust
19h00 Black Jackers myspace.com/blackjackersband
18h00 Shagara Olaieia
sábado, 14
21h00 P.U.N.K
20h00 TrashBaile myspace.com/trashbaile
19h00 Soiled Upon The Earth youtu.be/zlm9xlPccdE
18h00 Fina Flor do Entulho youtu.be/aMjoV_Xm03A
17h00 Triciclo Vivo youtu.be/X8cvCqv1l_M
16h00 Absent Circus www.facebook.com/pages/Absent-Circus
ciclocozinha
3ª, 10 janeiro 22h00 entrada livre
"In the bikekitchen you can repair and destroy bikes, disassemble them and build choppers (tallbikes, longbikes, transportbikes, trailers..), drink tea, beer, make toast or cook for everyone and ride to the demo together." - bikekitchen.net
Vários companheiros da bikekitchen visitaram esta semana o Porto, para conhecer e apoiar todos os ciclistas, cyclefreaks, bikepunks, hipsters e outros entusiastas das bicicletas no arranque da nova cicloficina, trazendo conhecimento, ferramentas e hedonismo.
Esta terça feira, alguns deles vão estar na CasaViva e após os concertos vais provavelmente ver filmes, beber bebidas fortes e explosivas (benefit para a nova ciclocozinha do porto) e contribuir para uma conversa sobre rodas.
Solidariedade com Kukutza III!
O centro cultural Kukutza III, em Bilbau, estava ocupado há 13 anos. Mas, na quarta-feira, dia 21, por ordem do tribunal, a polícia iniciou uma operação para desalojar os ocupantes do que tinha sido anteriormente uma fábrica abandonada.
O Kukutza partilha com muitos dos seus parceiros europeus um espírito de autogestão e um objectivo de revitalizar as zonas que estão sob ameaça de se degradarem até serem desertos urbanos homogeneizados. De facto, a ocupação de espaços abandonados, seja o solo para cultivo ou um edifício para o desenvolvimento dum centro social, é, sem dúvida, muitas vezes, a única estratégia sensata que resta para resistir às pressões dos interesses especulativos e à consequente gentrificação e perda de diversidade cultural. Os ocupantes rejeitam frequentemente, por questões ideológicas, as opções de recurso aos quadros institucionais ou governamentais. Mas, dum ponto de vista prático, essas opções podem ser consideradas de pouca utilidade, uma vez que envolvem o trato com entidades e pessoas que foram vendidas às pressões mencionadas acima.
A ocupação é uma abordagem em termos de acção directa que implica o reconhecimento de que, na actual conjuntura sócio-política, temos que interferir fisicamente (e não pedir a outros que interfiram!), de forma a tentar garantir todos os aspectos do nosso bem estar. Para isso é necessário integrar mecanismos de cooperação e coexistência. Ou, noutras palavras, maximizar a solidariedade mútua na presença dum objectivo partilhado, ao mesmo tempo que se aceita e respeita a diversidade das necessidades individuais.
Mas o Kukutza tem sido uma aventura excepcional. Principalmente por causa das suas dimensões. Uma vez que esta velha fábrica tem vários andares e salas, tornou-se naturalmente a casa de muitos colectivos e associações. Como consequência, ganhou um papel central na vida social e cultural de Bilbau e do bairro de Rekalde. Um vídeo de mobilização, lançado na internet, em Julho, quando as ameaças de despejo se tornaram iminentes, acaba com qualquer dúvida que poderíamos ter sobre este facto [1]. O protesto do dia 16 de Julho trouxe 7000 pessoas para as ruas da cidade.
Mesmo assim, e não surpreendentemente, os grandes interesses da propriedade dominaram sobre qualquer outro argumento de interesse público na decisão final do tribunal para ordenar o despejo. O proprietário legal do espaço é a imobiliária CABISA S.A.. A empresa sempre recusou qualquer comunicação com os ocupantes, mas afirmou a um jornal que o seu objectivo era demolir o edifício. O governo local não deu qualquer sinal de que não iria passar uma licença de destruição do local. Mais, tinha, antes, negado a relevância do Kukutza para as gentes de Bilbau. É claro que, tanto o poder judicial como o executivo, pelas suas acções e atitudes, são complacentes na repressão desta iniciativa de base que cresceu até se transformar num grande local de interesse público.
De qualquer forma, o que é que interesse público quer dizer para os que estão no poder? Quando uma barragem precisa de ser construída ou uma linha de alta velocidade precisa de ser criada, inúmeras pequenas casas podem ser legalmente expropriadas, através de uma compensação que não é mais do que uma fracção do valor do que essas famílias anteriormente possuíam. Quando uma imobiliária quer deitar abaixo uma fábrica abandonada no centro da cidade, a questão da posse legal sobrepõe-se a todos os outros e justifica um ataque policial brutal, de forma a pôr na rua dezenas de associações e colectivos.
Nesta situação de profunda injustiça, o Kukutza pode ou não sair vitorioso em si. Mas uma coisa é certa, o espírito dos que ocuparam o Kukutza continuará a viver e dará origem a novas iniciativas em Bilbau e noutros lados, A força demonstrada por milhares de pessoas que vieram para as ruas na tarde do despejo, protestar ou resistir contra o estado policial e tentar reocupar o edifício, reforça e inspira outras pessoas que trabalham noutros projectos, numa altura em que os acontecimentos em Rekalde ainda estão a desenvolver-se.
O colectivo CasaViva quer, aqui, expressar o seu apoio ao Kukutza III e levantar o seu punho em solidariedade explícita com aqueles que resistem nas ruas nos dias e noites que se seguem. Que as vossas barricadas aguentem!
CasaViva
Porto, 22 de Setembro de 2011
[1] Kukutza. Julho de 2011. Vídeo de mobilização para um protesto internacional contra a ordem de expulsão Lipdub Kukutza
Mais info na coluna lateral deste blogue.
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Solidarity with Kukutza III!
The cultural center Kukutza III in Bilbao has been squatted for 13 years. But on wednesday the 21st by order of the court, police initiated an operation to evict the squatters from what had previously been an abandoned factory.
Kukutza shares with many of its European counterparts a spirit of self-management and an objective to introduce life into neighbourhoods that are under threat of degrading into homogenized urban deserts. In fact, the occupation of abandoned spaces, whether it be soil for cultivation or a building for the development of a social center is arguably often the only sensible strategy left in order to resist the pressures of corporate development interests and consequent gentrification and loss of cultural diversity. Squatters frequently reject those options that resort to institutional and government frameworks on ideological grounds. But just from a practical perspective, such options may be considered of little use as they involve dealing with the entities and people that were sold out to the above mentioned pressures in the first place.
Occupation is a form of direct action approach which implies the acknowledgment that in the current sociopolitical setting we have to physically interfere (and not ask others to interfere!) in order to try guarantee all aspects of our own well-being. For that it is necessary to integrate mechanisms of both cooperation and coexistence. Or in other words, to maximize mutual solidarity in the wake of a shared objective while accepting and respecting diversity of individual needs.
Kukutza has been quite an exceptional adventure. And that it is mainly because of its dimensions. Since this old factory consist of many floors and halls, it naturally came to house many collectives and associations. As a consequence it has gained a central role in the cultural and social life of Bilbao and the neighbourhood Rekalde. A mobilisation video released on the internet in July when the threat of eviction became immenent, kills any doubt one might have about this fact [1]. The protest on the 16h of July brought 7000 people on the city's streets.
Still, however not unsurprisingly, big property interests dominated any other argument of public interest in the decision of the court to order the eviction. The site's legal owner is the real estate company CABISA S.A. The company has always refused any communication with the squatters, but once stated in a newspaper that their objective is to tear down the building. The local government so far has not shown any signal as they would somehow not issue a license for the destruction of the building. Moreover it has previously denied the relevance of Kukutza to the people of Bilbao. It is clear that both judicial and executive powers through their actions or attitudes are complacent in the repression of this grassroots iniciative which has grown to become of large local public interest.
What does public interest mean anyways to those in power? When a dam need to be constructed or a high velocity train line need to be built, numerous small households can be legally expropriated while being compensated only for a fraction of the value of what those families previously owned, just for the sake of public interest. When one real estate company wants to tear down an abandoned factory in the middle of a city, the issue of legal ownership prevails above all else, and justifies a brutal police attack in order to put dozens of associations and collectives on the street.
In this current situation of profound injustice, Kukutza may or may not reveal itself victorious. But one thing is certain, the spirit of those that occupied Kukutza will continue to live and give origin to new iniciatives in Bilbao and elsewhere. The strength shown by thousands of people that came on the streets in the afternoon during the eviction to protest or to resist against state police and to attempt to reoccupy the building, reinforces and inspires other people working in other projects even as events in Rekalde still unfold.
The collective CasaViva hereby wishes to express its support to Kukutza III and raise its fist in explicit solidarity with those that resisted and still resist. Strenght to your barricades!
CasaViva
Porto, September 22, 2011
[1] Kukutza. July 2011. Mobilisation video for international protest against the eviction order. Lipdub Kukutza
hoje é dia de comemorar vitória da Es.Col.A
Por isso, hoje, a partir das 18h30, a festa é na CasaViva, que disponibiliza o espaço e oferece jantar pela noite dentro. Mas para que não falte nada, participa com comes e bebes.
Não faltes, vamos brindar e traz outro ocupa também!
Habemus Es.Col.A na escola!
contra a guerra e contra a nato

Concerto de mobilização e angariação de fundos para semana (15 a 21 de Novembro) de acções não violentas contra a cimeira da NATO, em Lisboa. Iniciativa da PAGAN - Plataforma AntiGuerra AntiNATO pagan.pegada.net | antinatoportugal.wordpress.com
Motornoise
www.myspace.com/motornoise
Underground Cult
www.myspace.com/undergroundcult
Crepúsculo Maldito
www.myspace.com/crepusculomaldito
Sexo no Anexo
www.myspace.com/sexonoanexo
Estado de Sítio
www.myspace.com/estadodesitiopunx
há um sindicato diferente na andaluzia

A Tertúlia Liberdade promove uma sessão sobre o sindicato dos camponeses da Andaluzia, o SOC, um sindicato diferente, anti-capitalista,, não alinhado com partidos, que pratica a acção directa e a luta intransigente pela melhoria das condições de vida dos seus associados e por uma nova organização social.
O sindicato dos camponeses da Andaluzia repousa sobre o terreno fértil da tradição anarco-sindicalista, tem 20.000 membros e influencia muita gente em toda aquela região. Não distribui privilégios, nem mordomias e apenas três membros estão profissionalizados, mas não gozam de regalias e promovem o cooperativismo autêntico nos campos e na habitação. Só assim tem sido possível ocupar latifúndios, organizar cooperativas agrícolas e de habitação para os camponeses e introduzir uma dinâmica anti-capitalista nas zonas rurais.
Esta sessão inclui a projecção de um filme e de fotografias do SOC e da sua actividade nos campos da Andaluzia. Seguindo-se um debate para esclarecimento de uma realidade tão desconhecida e tão diferente do que se passa por cá.
apupópapa!

Bento XVI vem a Portugal mas nem todos querem dizer “Obrigado” pela visita. Um grupo de amigos editou o disco Apupópapa!. São músicas e textos contra o Papa e aquelas que estes jovens dizem ser as contradições da Igreja.
Diana, Ricardo e Rossana não são católicos, não seguem nenhuma religião e não percebem como todo um país está mobilizado em torno da visita de Bento XVI. Acusam a Igreja de ser uma instituição que se contradiz, que é corrupta, e por isso, nas vésperas da chegada de Bento XVI, decidiram passar das palavras à acção.
Em conversas de café, entre amigos, pensaram em muita coisa: fazer cartazes, intervenções de arte urbana, mas a ideia vencedora foi a de fazer um disco. Em Fevereiro lançaram o desafio a outros amigos e conhecidos, e as músicas começaram a aparecer. Cerca de 20 faixas, entre músicas e textos lidos, num "manifesto contra o obscurantismo", defendem.
No dia 8 de Maio, o disco foi apresentado em Lisboa. Apresentam-no agora no Porto, "sem dízimos".
sobre Apupópapa! e duas faixas disponíveis
sobre o lançamento em Lisboa
antes verde eufémia que amarelo transgénico

www.myspace.com/lostgorbachevs
Eskizofrénicos
www.myspace.com/eskizofrenicosband
Toda a tarde/noite:
- Petiscos
- Vídeo: imagens da acção do Movimento Verde Eufémia, a 17 de Agosto de 2007, em Silves.
- Informação sobre a situação actual do processo
- DJs Luís Genocide e el Quisto
Benefit solidário com os acusados de Silves
Na sequência do corte de cerca de um hectare de milho transgénico, há dois anos, em Silves, há seis arguidos no processo que decorre na Justiça portuguesa. E há um movimento de pessoas que se solidarizam com os acusados deste processo e com a acção do Movimento Verde Eufémia.
O Algarve foi a primeira região portuguesa a declarar-se Zona Livre de Transgénicos. Em contrapartida, a Herdade da Lameira foi a primeira propriedade da região a cultivar milho transgénico, no caso da variedade MON810, violando a declaração e desrespeitando a vontade da população.
A 17 de Agosto de 2007, cerca de 150 pessoas dirigiram-se à Herdade da Lameira, perto de Silves, para protestar activamente contra o cultivo de transgénicos, num acto simbólico que ceifou menos de um hectare dos 51 hectares de milho transgénico da propriedade. Na ocasião, os activistas ofereceram ao agricultor, publicamente, sementes para recultivar todo o terreno com milho biológico. A proposta foi rejeitada, a herdade continua a cultivar milho transgénico.
Nos dias que seguiram à acção, a vasta atenção mediática que o Movimento Verde Eufémia recebeu instigou uma grande polémica, com ressonância no público em geral, no próprio movimento ambientalista, no governo e nos meios académicos. Nunca uma acção ambientalista recebeu tanta atenção na história recente em Portugal.
Face à mediatização da acção, o governo, responsável por uma política favorável aos organismos geneticamente modificados (OGM), reagiu com agressividade, numa tentativa de isolar os activistas do Movimento Verde Eufémia, através da mesma estratégia de amedrontamento e criminalização que toda a União Europeia reserva para qualquer movimento contestatário. Nesse sentido, chegou-se ao ridículo de rotular a acção como um “acto terrorista” (Europol EU Terrorism Situation and Trend Report, 2008). Há pessoas relacionadas com caso pela polícia que foram constituídas arguidas e que podem ser julgadas e punidas. Tornou-se mais difícil agir contra os OGM em Portugal. Os indivíduos, ou organizações que o fazem, correm o risco de ficar sob suspeita e vigilância das autoridades.
Com este benefit pretende-se:
- Mostrar solidariedade com as pessoas acusadas no processo Verde Eufémia;
- Obter fundos monetários para o processo judicial do caso;
- Mostrar a todos os actores envolvidos no debate que a acção do Movimento Verde Eufémia não é um caso isolado no contexto histórico português e muito menos no actual contexto internacional, onde este tipo de acções são comuns, em particular contra o cultivo de OGM;
- Promover a discussão sobre o tema dos transgénicos em Portugal;
- Promover o debate sobre o conceito de desobediência civil, do seu valor como uma forma de participação activa e empenhada da sociedade civil e da sua necessidade para salvaguardar as pessoas e o ambiente. Defender a liberdade de expressão.
Convidamos, por isso, todos os que se sintam identificados com os objectivos deste grupo a promover acções de solidariedade em volta deste tema.
Info da conta para donativos no apoio judicial da acção:
Conta 0006 0947 8355
NIB 0007 0000 00609478355 23
IBAN PT50 0007 0000 0060 9478 3552 3
SWIFT/BIC BESCPTPL
o pica miolos atrasou-se
Com tanto tráfego aéreo causado por números sem precedentes de pais natal a voar de um lado para o outro, o Pica Miolos teve dificuldade em piratear uma rota segura. O frio glaciar que se faz sentir pelo noroeste da península impediu-o, por outro lado, de tentar os caminhos clandestinos das grandes alturas. Devia ter vindo antes do homem das barbas brancas que explora duendes na Lapónia, mas reparou que, ano após ano, os natais começam cada vez mais cedo e, desta vez, ao preparar-se para sair, tudo o que existia era um espaço aéreo intransitável.
Mas, já se sabe, o Pica é como o outro: pode tardar, mas não falha. picamiolos-casaviva.blogspot.com E cá chega ele em plena ressaca pós-natalícia, ou, se quiserem, em época de carregamento de baterias para a noite oficial do "agora é que vai ser".
Às 18h30, deve chegar gente à casa. O Pica Miolos já deve andar por lá, todo partido, a precisar de cuidados intensivos de todas as mãos amigas que aparecerem.
Se às 21h00 conseguirmos jantar, poderemos acompanhar as iguarias caseiras com um filme um pouco indigesto para gente de bem com o mundo.
21h30 cinema: A Quarta Guerra Mundial, de Rick Rowley (76')
EUA, 2003. Legendado em portuguêsDocumentário quase poético sobre um dos temas mais importantes do planeta: a luta mundial contra a opressão do neoliberalismo.
A regra do empobrecimento de uma população é quase sempre a mesma: Pedir dinheiro emprestado ao FMI, cumprir seus ajustamentos estruturais, privatizar todos os sectores que possam gerar lucros, seguir as regras liberais da Organização Mundial de Comércio. Isso traz sempre a miséria e o descontentamento. Para combater tanta gente descontente que sai às ruas e para que não se destrua o Estado que as grandes empresas querem, usa-se a polícia e o exército.
A Quarta Guerra Mundial é, hoje, travada em todos os cantos do mundo. De um lado, os povos e, do outro, os governos dos países que se ajoelharam perante as exigências das grandes corporações.
Este é também o registo de depoimentos e lutas contra políticas neoliberais em alguns países: Argentina, Coreia, África do Sul, México, Itália, Canadá. E da opressão brutal que o Estado de Israel faz sobre a Palestina.
benefit contra despejo do ccl
Festa de apoio ao Centro de Cultura Llibertária, em Cacilhas, Almada, para pagar as despesas judiciais do recurso da ordem de despejo a que foi condenado em primeira instância.

Las Tequilhas poesia ruidosa
Conto do Vigario punk horroroso de lixoboa
Everything is a Lie A-versões
Winston Smith western rock
...oferecem animação musical. Junta-se petiscos e jantarada e, pelas 22h30, dois documentários e um filme (surpresas de natal).
Apesar de livre, a entrada está sujeita a mitranço, pois é mesmo para se arranjar uns trocos para o CCL se aguentar neste processo mal-cheiroso. Se não puderes aparecer mas, ainda assim, quiseres contribuir, podes sempre transferir uns guitos para o NIB 003501790000215493029 que o CCL agradece.
culturalibertaria.blogspot.com
nos 80 anos de zeca lembramos os 10 de seattle

19h00 Relançamento do Indymedia português... pelo menos em papel. E projecção de imagens sobre a insatisfação que saiu à rua em Seattle, há 10 anos (durante a cimeira da Organização Mundial de Comércio), dando origem à criação de centros de informação independente nos cinco continentes deste planeta chamado Terra. portugal.indymedia.org
20h30 Jantar, traz o que te aprouver, desde que seja vegetariano, para partilharmos.
21h30 Apresentação do Movimento dos Sem Terra – Brasil
Documentário e conversa
Não comemos Eucalipto, de Mateus Flores (20’)
Registo da repressão contra as mulheres da Via Campesina, ocorrida após a ocupação de um latifúndio, em 2008, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
O Canto de Intervenção

Viagem pelos principais cantores portugueses e internacionais, contextualizando o seu papel na música e na sociedade.
Interpretação: Paulo Esperança apresentação e narração | Ana Afonso declamação | Ana Ribeiro guitarra e voz | Fernando Lacerda voz | Paulo Veloso guitarra | Miguel Marinho violino e bandolim | Tino Flores guitarra e voz
Iniciativa da AJA Norte, integrada nas comemorações dos 80 Anos de Zeca.
Vejam bem, Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas tvs, não existia. Afirmando, no coração do império, que o imperialismo não passará.
A insatisfação saiu à rua num dia assim, trazida por centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Foi há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar a malta e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.
Mas é por Seattle que a data é, dez anos passados, recordada. Foi lá que, pela primeira vez, os poderosos foram confrontados com a sua fraca figura perante os que trilham os caminhos do pão e se viram incapazes de reunir, alguns de saírem do quarto de hotel. Foi lá que uma imensa mole humana os fez repensar a impunidade com que estavam a impor os seus desígnios. E foi em Seattle que a alternativa se apresentou ao mundo como um meio e um fim. Se pode haver dúvidas quanto ao consenso sobre que mundo novo construir, a forma como a contestação se organizou foi, ela própria, um novo mundo, opondo à actual organização topo-fundo ou centro-periferia, uma horizontalidade em rede.
E provando, na prática, que, dando poder à malta, ela se organiza e atinge objectivos. Potenciada pela existência da internet, a organização baseou-se na autonomia dos vários colectivos e indivíduos que a compunham. Havia um objectivo claro, pessoas para o levarem a bom porto, ferramentas para o atingirem, e isso bastou para que milhares de pessoas se organizassem e fizessem o mundo andar sem ter à frente um capataz.
Muitas das decisões dos dias de Seattle foram tomadas na rua, pelos próprios participantes. Essas assembleias, onde cabiam todos os interessados, que decidiam, entre eles, o que havia, de comum, a decidir são o alicerce dessa alternativa que, assim, se propunha. /This is what democracy looks like/, qualquer coisa como /É este o aspecto da democracia/, foi uma das palavras de ordem mais ouvidas nas movimentações de rua. O Povo é quem mais ordena, lembrar-se-iam se essa memória neles existisse.
Mas Seattle foi ainda o berço de outra proposta, desta vez ao nível da informação. Sabia-se, tendo em conta os propósitos desses dias, que a polícia não ia deixar que uma multidão, pura e simplesmente, impedisse a OMC de reunir. E sabia-se também, tendo em conta que os proprietários dos meios de comunicação estariam representados nessa reunião, que a cobertura sobre os eventos seria baseada na velha premissa da polícia contra os desordeiros. E surgiu o Indymedia, um centro de media independente de todos os poderes, para dar voz aos que não tinham espaço mediático. O lema /Be the Media/, qualquer coisa como /Sê os meios de comunicação/, diz tudo.
Como tudo estará dito ao saber-se que este centro de média se reproduziu pelos cinco continentes, onde foram criados centenas de Indymedias locais, organicamente unidos por laços fraternos e decisões assembleárias de todos os interessados. Com o objectivo de libertar a malta das grilhetas da informação uniformizada, da mera transmissão do pensamento dos poderosos, para ajudar o formigueiro a mudar de rumo. Uma rede mundial de informações, onde os sujeitos das acções são os jornalistas e onde uma nova e imensa minoria pode aceder a informações, pensamentos e análises normalmente ausentes do debate público. E um local, também, de inspiração, onde as acções de uns servissem de mote e alento para que outros abandonassem a apatia. Uma ferramenta, enfim, para que a voz não nos esmoreça, para agitar, empurrar e animar a malta.
Foi assim, Seattle, uma cidade que, apesar de sitiada, se manteve sem muros nem ameias. Como todas as coisas bonitas, um ponto na história em que a simplicidade aparente esconde uma teia de complexidades. Como uma canção do Zeca.
Que, com referências mas sem saudosismos, sejamos capazes de os os repetir, ao Zeca e a Seattle, é a nossa mais profunda esperança, o móbil do que fazemos.
a verdadeira história da democracia
O Cinema Comunitário lembra a revolta em Seattle, há 10 anos.
This is what democracy looks like (55')
Documentário EUA
Independent Media Center (IMC) e Big Noise Films 2000
Inglês (legendas em Castelhano)
A verdadeira história do que aconteceu nas ruas de Seattle durante os protestos contra a cimeira da OMC (Organização Mundial do Comércio) em 1999. Filmado por mais de 100 câmaras, This is what democracy looks like é um apaixonado e estonteante olhar sobre o momento que mudou para sempre os movimentos globais. www.thisisdemocracy.org
cinemacomunitario.blogspot.com
café zapatista
antes VERDE EUFÉMIA que AMARELO TRANSGÉNICO
Na sequência do corte de cerca de um hectare de milho transgénico, há dois anos, em Silves, há três arguidos no processo que decorre na Justiça portuguesa. E há um movimento de pessoas que se solidarizam com os acusados deste processo e com a acção do Movimento Verde Eufémia.
A partir das 18h30 e noite dentro: exibição de imagens da acção do Movimento Verde Eufémia, a 17 de Agosto de 2007, em Silves.
19h00 música
El Coyote
www.myspace.com/elcoyoteportugal
The Crawlers
www.myspace.com/thecrawlerss
Alter-ego
22h00 jantar
23h00 cinema e conversa: Zapatista (58')
Versão definitiva da insurreição de Chiapas: história de um levantamento de indígenas maias, armados de paus e palavras, contra uma milícia do primeiro mundo, que transformou a cultura política mexicana para sempre. Produção e direcção: Big NOISE. 2001 www.bignoisefilms.com


