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Leituras ao Alto na Semana Palestina

3ª, 8 outubro 21h30 entrada livre


















Diz que é quando a liberdade está perdida que ela atinge o seu auge. (Sartre)
Diz que o ser humano está condenado à liberdade entre muros, checkpoints, injustiças e mortes.(Sartre)
Diz que a poesia toca o ser, que é a grande História do ser humano.(Deleuze/Guattari)
Diz que há bolo, cardamomo, salva, hortelã, chá e café. (Anónimo)
Diz que é na Casa Viva às 21h30.
Diz que vens
Diz

SEMANA PALESTINA
7 a 12 de Outubro 2013 
CasaViva | Gato Vadio.

Organização: Grupo Acção Palestina

Semana Palestina

2ª a sábado, 7 a 12 outubro entrada livre



Este Outono chuvoso traz a Palestina ao Porto para uma sinestesia intensa onde as imagens trazem outras imagens, as cores outras cores, os sabores outros sabores e as palavras uma multidão de palavras. Se os augúrios administrativos se juntarem à festa, o Istanbouli Theater trará sonoridades árabes com outras histórias e outro mundo para descobrir. Basta bater à porta!

Ornaização: Grupo Acção Palestina

Benefit Musas com O Canto de Intervenção

, 18 julho 19h00 entrada livre
O Espaço Musas, uma velha associação de bairro na Rua do Bonjardim, no Porto, prestes a fazer 70 anos em 2014, está em risco de despejo, com tudo o que isso implica como ameaça para as suas atividades, em particular a prática desportiva do xadrez, a sua biblioteca aberta ao público, o seu interesse pela poesia, banda desenhada, fotografia, software livre, e a sua horta comunitária - a Quinta Musas da Fontinha.


Mais do que nunca, o Musas precisa da união de todos e de reunir apoios. O núcleo do Norte da Associação José Afonso não podia deixar de solidarizar com o Musas e oferece o espectáculo O Canto de Intervenção e a CasaViva acolhe a iniciativa. Contamos agora com a tua presença e o teu donativo solidário. Divulga e aparece!



O Canto de Intervenção, intensificado em Portugal sobretudo nos anos 60 e 70 do século XX, não é um fenómeno recente ou já extinto, nem tão pouco limitado ao espaço geográfico de um país. Neste espectáculo, fazemos o cruazamento da música com referências históricas, momentos de poesia e projecção de imagens. Percorre-se a história do Canto de Intervenção fundamentalmente em Portugal, mas também noutras partes do mundo onde a música deu voz à luta. AJA Norte

A resistência precisa de amigos

Abril 2012: a polícia do Porto detém duas pessoas após despejo do Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha. Março 2013: a mesma polícia detém outras duas pessoas após uma manifestação contra o Governo e a Troika. Exemplos próximos e recentes de detenções arbitrárias, sob a invariável acusação (à falta de melhor) de desobediência à autoridade. Dois meros exemplos de repressão sobre quem se atreve a lutar, que tendem a regularizar-se no nosso mundo, no nosso tempo, onde o ataque dos poderosos precisa do medo instalado na população para ter sucesso.

Quando confrontados com o facto de que a polícia, mesmo a de choque, já não chega para assustar, os donos dos privilégios sacam da sua arma de recurso, os tribunais, pretendendo que as multas e as custas processuais demovam os de baixo de se insurgirem contra os de cima. Para garantir que ainda não é por aí que nos calam, a CasaViva criou a Caixa de Resistência, destinada exclusivamente a apoiar quem, neste lado da barricada, exerce o seu livre direito de expressão e luta.

A Caixa de Resistência aceita a mais pequena oferta solidária, porque juntos somos muitos. Aparece na CasaViva e contribui. No caso de isso te ser impossível, contacta-nos via email e logo se verá a melhor forma de contribuíres.


Porto, junho 2013

Palavras ao Alto insurgem-se com pesadelo global



















Quis o acaso que um autocarro esbarrasse contra o abrigo da paragem em frente à CasaViva, para que fosse criado cenário que ilustrasse a "nova cortina" exterior que a fachada da casa recebeu. 

Tudo isso aconteceu ontem, 11 Junho 2013. O primeiro momento, por acidente. O segundo, a faixa Sonho do G8, pesadelo global, em solidariedade com quem luta, por estes dias, contra o poder e a repressão. Na Turquia, ou na contestação ao G8.

A sessão solidária continua na próxima  6ª, 14 junho, entrada livre

20h00 Palavras ao Alto com «chouriço vermelho que sabe a sabão e dá diarreia»

22h00 Conversa petiscada

As palavras que saírem no meio duma jantarada anti-capitalista, para a qual se pede que cada um contribua (com alimentos prontos a comer e vegetarianos) conforme as suas possibilidades para que todos comamos de acordo com as nossas necessidades.

Resistir é Existir, a vida em Jerusalém Ocupada

4ª, 22 maio 21h30 entrada livre


Conversa com: Sharon Lalerazi
 
Desde a ocupação e anexação de Jerusalém Oriental em 1967, os residentes palestinos sofrem de assédio burocrático e militar, muitos sem terem acesso a direitos humanos básicos. Além de um apartheid legalizado, tem existido uma constante luta pelas terras, Israel tem expropriado e proibido o uso de mais terras pelos palestinianos. Entretanto os colonos israelitas estão a ocupar estas mesmas terras palestinas.

ensaio visual sobre as traseiras do porto

3ª, 21 maio 21h30 entrada livre

ÂN
GULO
MORTO
























um vídeo de Regina Guimarães
com a participação de Maio Afonso

No Porto, cidade assim chamada por uma espécie de paradoxo, as traseiras são mais ingénuas e irremediavelmente vividas do que as fachadas. Se certas ruas são ou parecem desbocadas e cheias de sangue na guelra, a verdade é que aqui impera a fachada aburguesada. Quanto mais vivacidade não existe nas traseiras, mesmo naquelas em que o sol quase permanentemente se esconde! As fachadas mais setentrionais ocultam frequentemente, pois que a um norte responde um sul na rosa-dos-ventos, traseiras quase meridionais, desalinhadas, desdentadas, quase expansivas. Lugares onde se viveu de mais e, por isso mesmo, podem ser esquecidos.

Filmado nas traseiras das casas de Adriano | Amarante Abramovici & Tiago Afonso | António Preto & João Sousa Cardoso | Carlos Guedes & Cristina Ioan | Fernando Rodrigues | Inês Barbedo Maia | Manuela Bacelar | Miguel Arcanjo | Pedro Aparício & António Capelo | Regina Guimarães & Saguenail | Rui Ferreira | Samuel Guimarães | Sérgio Marques | e também nas traseiras do Balleteatro | da Casa Viva | da oficina de Raúl Constante Pereira

imagem: Regina Guimarães, Saguenail, Tiago Afonso
montagem: Saguenail
música: Três Tristes Tigres
textos: Regina Guimarães
misturas: Rui Coelho

Hélastre 2010

sessão informativa sobre o movimento No MUOS

sábado, 18 maio 20h00 entrada livre

Noite solidária com o movimento No MOUS em luta contra a base da NATO instalada na Sicília.

20h00 jantar benefit No MOUS. 
21h30 sessão informativa, com a presença de um activista do movimento.



















O MUOS é mais um de muitos projectos militares criados em território italiano; contra a saúde, a vontade e o respeito pela população. Mesmo em 2012, é ainda a guerra que faz de patroa.

Desde há algum tempo que em Niscemi, aldeia da província de Caltanissetta, na qual vivem cerca de 30 mil pessoas, que se verificam coisas que são dignas de nota. Não apenas porque se trata da nossa região, do local onde nascemos e crescemos e em que as nossas famílias vivem, mas porque acreditamos que é nosso dever denunciar que neste local, um pouco perdido, como vista para a planície de Gela, um número bem grande pessoas está – há algum tempo – a travar uma corajosa batalha para defender o seu próprio território daquilo que consideram ser uma abuso inaceitável: a construção do MUOS.

O que é o MUOS? Acrónimo de Mobile User Objective System, é um sistema integrado de telecomunicações satélites desenvolvido pela marinha militar estado-unidense, dotado de cinco satélites geoestacionários e quatro estações terrestres. Qualquer uma destas estações apresenta três grandes parabólicas com um diâmetro de 18,4 metros e duas grandes antenas de 149 metros de banda UHF. Esse sistema será utilizado para coordenar de forma minuciosa todos os sistemas militares estado-unidenses dispersos pelo globo, em particular drones (aviões sem piloto) e submarinos.

O programa MUOS, gerido pelo departamento de defesa do Estados Unidos, está ainda em fase de desenvolvimento e prevê-se que os satélites entrem em órbita em 2015; neste momento estão construídas três estações terrestres, instaladas na Virgínia, na ilha do Hawai e na Austrália, todas dispersas por zonas desérticas. Só a que está projectada para a Sicília será instalada num zona bastante próxima de áreas habitadas, de modo que irá afectar não só a população de Niscemi – que se encontra a apenas um par de quilómetros da base em linha recta – mas também das vilas vizinhas (Vittoria, Comiso, Gela, Caltagirone, Acate).

Deve também ser dito que a base militar americana NRTF-8 (Naval Radio transmitter Facility) de Niscemi, onde será instalada a estação MUOS, encontra-se operacional desde 1991 e conta já com 41 antenas com uma potência de emissão na ordem dos 500-2.000 KW. Estudos baseados em dados recolhidos pela ARPA Sicília afirmam que se encontra cientificamente provado o receio que a actual instalação supere os limites da lei imposta para emissões electromagnéticas.

Outro "detalhe" que torna tudo ainda mais interessante é o da base militar se encontrar dentro de uma reserva natural, a Sughereta di Niscemi, um dos poucos parques naturais com sobreiros em Itália e que conta com uma vegetação densa e exuberante protegida por leis que proíbem quem quer queseja de causar danos ou de deturpar a fauna e a flora existentes na área. No ano 2000, o parque foi inserido na Rede Natura 2000 como sítio de importância comunitária (sic).

É dentro deste contexto que nasce o comité NO MUOS de Niscemi, que nos últimos dois anos juntaram, multiplicando-se, pessoas das vilas vizinhas e de outras realidades associativas sensíveis à questão. Desde logo, o comité No MUOS exprimiu fortíssimas preocupações em relação às consequências que a instalação deste "EcoMUOStro" (ecomonstro) poderia trazer, acima de tudo, para a saúde humana, para o ecossistema de Sughereta e para a qualidade dos produtos agrícolas.
Segundo pesquisas médicas oficiais (ver, a propósito, a relação entre análises de risco dos Prof. Massimo Zucchetti e Massimo Coraddu), os campos electromagnéticos produzidos poderão interferir com qualquer equipamento electrónico, com by-passes, cadeiras de rodas, pacemakers, mesmo a uma distância de 140 quilómetros. Entre os efeitos mais comuns para a saúde humana estão indicados os deslocamentos de retina, as cataratas, o risco de esterilidade e a formação de tumores. Infelizmente, a incidência de tumores é em geral mais elevada entre as crianças, sobretudo em relação ao aparecimento de leucemias.

Desde há mais de 4 meses que os activistas do comité No MUOS e as pessoas locais vigiam dia e noite a estrada de entrada da base, procurando fechar de forma física a entrada dos trabalhadores contratados para a construçãodo MUOS, com bloqueios removidos continuamente pela polícia de forma violenta. Nalgumas cidades da Sicília e de Itália nasceram comités de apoio a esta luta popular. Composta por várias pessoas, desde mães a crianças, idosos e activistas, a 30 de Março houve uma manifestação em Niscemi que juntou cerca de 15.000 pessoas em volta da base para demonstrarem a sua discórdia em relação a esta obra de morte.

Graças às mobilizações, foi conseguida uma revogação dos trabalhos, que nunca foi efectivamente respeitada, daí que as vigias continuem com acções directas contra a base. A 22 de Março, 4 activistas entraram na base americana e subiram a 4 antenas NRTF tentando sabotá-las, tendo descido dali depois de umas poucas horas.

A luta No MUOS é uma luta anti-militarista contra o imperialismo americano e a guerra e pela soberania popular, que tem como objectivo a desmilitarização da reserva natural do bosque de sobreiros da Sícilia e do mundo inteiro.
Dessa forma, iremos apresentar o despertar desta luta através de fotos e vídeos, com a intenção de informar o mais possível as pessoas sobre este processo de destruição e sobre a luta em curso que se junta a outras lutas pela salvaguarda do território como a do No TAV, tentando criar uma frente de resistência popular contra a devastação ambiental.

Um activista do movimento No MUOS

jantar de apoio ao Musas na Casa da Horta

domingo, 12 maio 20h00 Casa da Horta
A CasaViva solidariza-se com o Espaço Musas na luta para que este importantíssimo projecto para a cidade do Porto sobreviva por muito tempo. Por isso, apoia e divulga o jantar benefit marcado para 12 de Maio, às 20h00, na Casa da Horta - Rua de S. Francisco, 12. Contamos com a presença dos amigos para apoiar os companheiros do Espaço Musas. A união faz a força!

O Musas, uma velha associação de bairro na Rua do Bonjardim, no Porto, que completa 70 anos em 2014, está em perigo, com tudo o que isso implica como ameaça para as suas actividades, em particular a prática desportiva do xadrez, a sua biblioteca aberta ao público, o seu interesse pela poesia, banda desenhada, fotografia, software livre, e a sua horta comunitária - a Quinta Musas da Fontinha. 

O julgamento da acção de despejo do Musas está marcado para 29 de outubro 2013, às 9h15. Mais do que nunca o Musas precisa da união de todos e de reunir apoios.

Solidária com o Musas, a Casa da Horta organizou um jantar de apoio. O dinheiro recolhido na noite de 12 de Maio será destinado ao Musas, para cobrir todos os gastos ligados ao processo.

Mais info aqui

Porto, Braga, Paços de Ferreira...

Leiria, Sintra, Lisboa, Setúbal....
nestas mensagens,
nestas imagens,
em que a paixão pela liberdade
é mais forte do que toda a autoridade,
a solidariedade é mais forte do que uma joelhada "acidental",
do que um ministério que atropela a razão,
do que um juiz que induz testemunhos.
 

De arguidos para arguidos, Obrigado!


Ninguém pode ser julgado pelas suas ideias políticas

“Disparate” e “disparatado” foram termos a que José Preto ontem, na audiência no Tribunal da Relação do Porto, recorreu para criticar a conduta dos agentes da PSP na detenção dos arguidos da Fontinha, durante o despejo do Es.Col.A, considerando “radicalmente ridícula” a condenação em primeira instância. No decorrer das alegações do recurso, o advogado de defesa frisou que é ilícito discutir posições politicas e filosóficas em processo criminal. Por seu turno, a Procuradora-Geral adjunta junto do Tribunal Superior, aparentemente, recuou na posição do MP, ao pedir uma condenação por ofensas à integridade física agravadas, caso os arguidos venham a ser absolvidos do crime de resistência e coação a funcionário. A decisão do colectivo de juízes será conhecida a 22 de Maio.

“Boa parte dos disparates violentos que estamos aqui a discutir não aconteceria se as pessoas olhassem para os outros na perspectiva do bonus pater”, afirmou José Preto no final da primeira parte das suas alegações. O advogado retomava assim a ideia com que iniciara a sua intervenção: “o critério do bonus pater estabelece para qualquer decisor e para qualquer decisão a perspectiva do pai e isso traduz a exigência de um grau de afecto como universal perspectiva decisória, como o demonstram as caracterizações de Locke e Morus quanto ao Pátrio Poder – a demonstração é forte, porque estamos bem antes do sentimento ter feito a sua entrada triunfal na História da Cultura, como fundamento da Moral, com Rousseau”. “Para julgar os outros é preciso conseguir amar os outros”, acrescentaria depois, numa aula de mestrado da Faculdade de Direito do Porto, citando Pierre Drai (primeiro juiz de França, antigo Presidente da Cour de Cassation, cujo decesso ocorreu há dias).

O advogado foi desmontando as acusações em causa, em jeito de súmula do recurso de 63 páginas. Chamar resistência e coação à atitude dos arguidos “parece-me estar além do disparate”, disse. “Não há nenhum organismo vivo que não resista à captura, ninguém gosta de ser preso. A resistência é tão natural que é irreprimível“.

Há uma “profunda confusão” nos depoimentos dos polícias, “nenhuma é verdadeira”. Quanto à confusão e inabilidades várias dos depoimentos, citou Platão para dizer: “fala-se naturalmente bem daquilo que se conhece”. Motivo pelo qual os depoimentos dos polícias não podem deixar de haver-se como meras falsidades, o que se reforça pelas auto-contradições e divergências de versão seja no depoimento do subcomissário, seja nos demais depoimentos policiais.

Por outro lado, a polícia intervém “como se na ordem jurídica portuguesa existisse a subordinação pessoal”. E quanto às alegadas ofensas corporais dos arguidos aos policias defende que assentam em “fundamentos absurdos”. Salientou ainda a desproporção do número de polícias para cada um dos arguidos, agentes que se encontravam equipados com couraça, perneiras, caneleiras, joelheiras, cotoveleiras e guantes, equipamento que sempre faria de qualquer pontapé ou murro um acto simbólico onde só poderia magoar-se quem o desse.



“Completamente disparatada” foi como José Preto classificou a hipótese de que qualquer expressão injuriosa tivesse sido ouvida aos arguidos, dadas as divergências das versões das pretensas vítimas, sublinhando-se a necessidade que o juiz de primeira instância teve de induzir uma resposta do subcomissário, o que fez lendo o auto de notícia redigido pelo próprio depoente e do qual o próprio redactor divergia.

O visionamento de imagens das detenções e as gravações das testemunhas do julgamento em primeira instância levam José Preto a concluir que a Polícia estava “sobre-excitada”, pela própria natureza política da ocupação em causa. Ora, “não era a Es.Col.A que estava em debate” e, tendo cada o direito de pensar o que quiser, ninguém pode ser detido em função das suas ideias políticas.



A propósito, o advogado teceu também críticas às alegações finais em primeira instância da procuradora do Ministério Público, considerando "inadmissível" que tenha "levado a tribunal criminal um debate político". “Não aceito a condenação”, comentou José Preto depois da audiência.

Este advogado não acompanhou os arguidos no julgamento sumário, vindo a disponibilizar o seu apoio pro bono após a condenação dos mesmos a três meses de prisão, substituída por multa, ao que acresce a taxa de justiça, num total de €954 cada.

No decurso das alegações, cerca de 50 pessoas concentraram-se em frente ao Palácio da Justiça, sob o lema “Somos Todos Arguidos da Fontinha”. Quem não pôde estar presente enviou mensagens e houve faixas solidárias em várias cidades do país.

Após a audiência, o advogado falou durante duas horas e meia a um curso de mestrado da Faculdade de Direito do Porto, a convite do Catedrático de Direito Constitucional daquela Faculdade, Prof. Paulo Ferreira da Cunha. Aí, regressando ao critério do “Bonus Pater”, explicitou, citando Pierre Drai, que foi Primeiro Juiz de França (Presidente da Cour de Cassation): “ Para julgar os outros é preciso conseguir amar os outros” e “ninguém pode ser ultrajado a pretexto de um processo” (em alusão ao comentário que Pierre Drai formulou na comemoração do centenário da anulação da sentença condenatória do Capitão Dreyfus).

P.B. (retirado de Indymedia.pt)

somos TODOS arguidos da Fontinha

Apelo à mobilização solidária
 
4ª, 8 maio 14h30... frente ao Palácio da Justiça, na Cordoaria 

















Novo julgamento dos arguidos da Fontinha

Dois dos detidos durante o despejo do Espaço Colectivo Autogestionado (Es.Col.A) do Alto da Fontinha, no Porto, a 19 de Abril do ano passado, serão julgados na próxima quarta-feira, 8 de maio, às 15h15, no Tribunal da Relação (1ª secção criminal), na sequência do recurso interposto após julgamento sumário.

Acusados de crime de injúria agravada e crime de resistência e coacção sobre funcionário, foram então condenados a pena de prisão de três meses, substituída por multa mais pagamento da taxa de justiça, num total de €954 cada.

O recurso denuncia a violação do processo equitativo, violação do princípio da legalidade, ausência do respeito devido às instituições vigentes, plausibilidade da ausência de defesa efectiva, de se onde ressalva:

O facto da Procuradora do Ministério Público (MP), que representa a fiscalização da Lei, ter nas suas alegações finais tecido considerações na primeira pessoa do singular sobre as convicções políticas dos arguidos, acusando-nos de "proselitismo na via da educação" e de um internacionalismo alarmante. Chegando ao cúmulo de ter dito que "se não queremos suportar situações que não nos agradam, vivemos isolados na Serra da Lousã". E o facto da Procuradora do MP e do Juiz de Direito do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto - 3ª Secção terem, com toda a evidência e à vontade, conduzido os testemunhos de acusação e ignorado os de defesa.

E fica a dúvida, uma vez que nada ficou provado, o que é que afinal sustenta a acusação?



Porque TODOS somos arguidos da Fontinha, apela-se a uma Mobilização de Solidariedade no próximo dia 8 de maio, pelas 14h30, frente ao Palácio da Justiça, na Cordoaria.

Se não puderes estar presente, promove uma concentração na tua localidade, ocupa um espaço abandonado, lança uma faixa, distribui um panfleto, faz um cartaz, inventa o que quiseres. Se mais não puderes, envia uma mensagem de solidariedade que será lida no exterior do tribunal durante o julgamento e, posteriormente, entregue aos arguidos.

Podes deixar essa mensagem aqui, nos comentários, e/ou enviá-la para casaviva167@gmail.com.

vamos damos voz à nossa revolta

, 1 maio 15h00 avenida dos aliados

No 1º de Maio de 2013, a partir das 15 horas, estaremos na Avenida dos Aliados, junto à estátua de Almeida Garrett, para dar voz à nossa revolta!

tirem as patas do indymedia
























Na Europa, numa altura em que há já muita gente a alimentar-se de caixotes do lixo, enquanto outros escolhem o suicídio perante o espectro da perda de dignidade, numa sociedade em que os direitos à saúde e à educação são já quase uma memória, num regime em que tudo se submete ao poder invisível e absoluto dos mercados, há quem diga que ainda não se pode falar de fascismo, uma vez que se mantém a liberdade de expressão e é dada voz aos movimentos de contestação.

Na Grécia, onde a pauperização é mais aguda, a população, paralisada e desprezada pela agenda política e pelo colapso geral, tende a radicalizar-se. E o movimento anti-autoritário, de raiz libertária, tem crescido enormemente, constituindo, neste momento, uma voz bastante presente nos movimentos de resistência. O que explica que, para além da repressão, directa ou indirecta, que sempre sofreu numa base diária, esse movimento seja, neste momento, o alvo principal da máquina de defesa do regime.

A promoção que, com a ajuda dos média, é feita aos fascistas do Aurora Dourada insere-se neste esquema. Esquema esse que teve o seu primeiro ponto alto quando as ocupas e os espaços autogeridos ficaram sob fogo intenso.

A repressão é o medo dos poderosos

A ideia é acabar com as estruturas que conseguiam aproximar o movimento do resto da sociedade.

A última explosão foi o fecho do Indymedia de Atenas e das rádio de contra informação 98FM e Radio Entasi, que, desde 11 de Abril, estão sujeitos a repressão de bastidores, sem que haja uma questão legal concreta.

O fecho destes três canais de contra-informação, que têm um impacto social enorme (o Indymedia de Atenas está entre os sites com maior número de visitas diárias), é uma escolha política clara do governo grego, que tenta aniquilar as formas com que uma parte considerável da população grega tenta manter-se informada e acaba por se radicalizar como consequência.

Num momento dum ataque tão forte contra os meios de informação e as estruturas sociais do movimento anti-autoritário, não nos podemos dar ao luxo de perder ou recuar. Nem na Grécia, nem noutro país qualquer.


É preciso perceber que foi a inércia política, a viciação no politicamente correcto e a “legalidade” que levaram a este estado de absoluta submissão onde se acha normal que as vozes mais radicalmente opostas ao regime sejam silenciadas “pelo bem de todos”.

É hora de percebermos que o fascismo, de que se diz que não pode voltar, afinal está aí, ao virar da esquina. E que só não passará se, cada vez que se manifestar, cada um de nós agir como se um ataque a um seja um ataque a todos.

Abril 2013

jantar solidário com luta bielorrussa

sábado, 27 abril 22h00 entrada livre




























Este sábado, a CasaViva dará a conhecer alguns aspectos da luta bielorrussa com um jantar bielorrusso-vegano, partilha de documentário, escrita de cartas solidárias e envio de algum dinheiro para ajudar a Black Cross junto dos detidos bielorrussos.

A Bielorrússia apresenta-se como uma república semipresidencialista. Contudo, desde a chegada de Alexander Lukashenko ao poder, em 1994, tem vindo a revelar um rosto nitidamente ditatorial através de leis e decisões políticas que pretendem aniquilar as vozes divergentes. 

A repressão começou de forma mais sistemática em Setembro de 2010, concretizando-se em detenções e encarceramentos. Os activistas Ihar Alinevich, Mikalai Dziadok, Artsiom Prakapenka, Aliaksandr Frantskievich, Jauhen Vas´kovich, detidos no Outono de 2010 e Inverno de 2011 e condenados a passar de 3 a 8 anos na prisão em Maio de 2011 por uma série de ataques aos símbolos do Estado e do capital, encontram-se actualmente encarcerados.

Durante estes últimos anos, companheirxs e parentes têm feito os possíveis para ajudar os detidos e procurar meios para libertá-los. Em Outubro de 2011, foram reconhecidos como presos políticos por organizações de direitos humanos. Este facto dá-lhes grandes hipóteses de serem libertados mais rapidamente, isto porque parece que o presidente da Bielorrússia está sujeito a alguma pressão vinda da União Europeia no sentido de se libertarem todxs xs presxs políticxs. Desde Agosto de 2011, perdoou mais de 30 detidos, mas nenhum de nossos companheiros foi libertado.

curta exposição da biblioteca dos estragos

6ª, 19 abril 20h00 entrada livre





20h00 Jantar de apoio à B.O.E.S.G.

22h00 Apresentação da Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada (B.O.E.S.G.)

Após dois séculos de produção industrial-mercantil, fruto da ideologia da técnica, a acumulação de desastres é enorme. O prometido «progresso moral e social» que nos levava à «felicidade universal», transformou-se em pesadelo.

Por um lado, em parte nenhuma o Estado é menos Estado, menos potente, menos directivo. Pelo contrário, o Estado é cada vez mais opressivo à medida que é cada vez mais abstracto. E o resultado da demissão do indivíduo na resolução dos problemas da actualidade é uma desordem sem precedentes através de uma ordem rigorosa mas claramente inumana.

Por outro lado, aquilo que se produz é na sua grande maioria insalubre, destrutivo, nefasto para o ser humano, para os restantes animais, para os vegetais, para os elementos mais básicos à vida: a água, a terra, o ar.

Além disso, a sociedade tecno-industrial-mercantil produz simultaneamente mulheres e homens capazes de suportar um mundo cada vez mais afastado quer do humano quer do meio natural. Ou pelo menos incapazes de formular e de comunicar a sua insatisfação, o que é o mesmo. São pois estes aspectos da produção de estragos que queremos sabotar, uma vez que é aí que podemos ter alguma acção.

O nosso propósito, enquanto Biblioteca Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada* - e Dos Meios Para a Combater - tem dois objectivos: mostrar como cada uma das especializações profissionais que compõem a actividade social contribuem para a degradação geral das condições de existência; vamos cartografar essa degradação expondo a produção de estragos como desenvolvimento autoritário onde a arbitrariedade é, na nossa época, a imagem invertida da liberdade possível.

Trata-se ao mesmo tempo de indicar, ali onde se puder discernir, as vias para ultrapassar esta paralisia do ser humano que os governantes, os proprietários, os tecnofílicos sonham tornar irreversível, sobrecarregando o presente com próteses.

Não temos modelos para edificarmos a Biblioteca dos Estragos; tudo está para construir.

*Sociedade globalizada, englobante, poderosamente integradora e abstracta.

diversão sem alienação com música brasileira

sábado, 13 abril, a partir das 17h00 entrada livre











17h30 Roda de Samba com o grupo Samba sem fronteiras

19h30 Concerto de Forró com Sérgio Guri e banda

21h00 DJs (Dança e Balança)

22h00 Apresentação e conversa sobre o recente despejo da Aldeia Maracanã: Estado policial e violações de direitos humanos no contexto dos megaeventos (Copa e Olimpíadas) no Brasil.

A programação da Rádio Casa Viva será dedicada às músicas de intervenção brasileiras contemporâneas.

Feijoada e quitutes a contribuição livre

RoR precisam de afinar instrumentos

Ritmos de Resistência – Porto















Somos parte de uma rede internacional de bandas de samba que utiliza a música e um ambiente festivo em protestos e acções directas contra o sistema capitalista, rejeitamos criticamente qualquer forma de exploração, discriminação, dominação e opressão.

Como tal, não pretendemos apenas denunciar as injustiças promovidas pelo capitalismo contra os indivíduos e a natureza, o nosso modo de funcionamento e organização é já um conjunto de alternativas ao sistema de dominação vigente. Acreditamos que é também no quotidiano que se transforma a realidade, portanto, a inexistência de líderes e consequente horizontalidade nas relações, o diálogo e o consenso como forma de decisão são princípios fundamentais dos Ritmos de Resistência.

Não é necessário ser músico para tocar nos Ritmos de Resistência e os nossos ritmos são iguais e partilhados entre as bandas que existem pelo mundo.

A banda do Porto existe, de forma intermitente, desde 2009 e neste momento os nossos instrumentos (surdos, repeniques, tarolas e tamborins) estão a necessitar de afinações e reparações. Por isto, e por preferirmos reaproveitar material antes de o comprar, apelamos à solidariedade que pode ser em forma de baquetas, peles, dicas sobre reparação de instrumentos...

Mais informação sobre os Ritmos de Resistência em:
rhythms-of-resistance.org

Para nos contactar: rrp@pegada.net

Apresentação do MAPA #1

, 5 abril 19h00 entrada livre

A violência de excepção torna-se a regra do dia-a-dia



























Apresentação do nº.1 do jornal MAPA, acabadinho de sair do forno.

Mais do que conhecer o projecto, como aconteceu na apresentação do número 0, interessa-nos discutir o tema do seu caderno central, a “violência quotidiana que o capitalismo e, concretamente, o Estado português impõe nas nossas vidas”, num dia em que a CasaViva decide também denunciar publicamente as mortes-sempre-acidentais em operações policiais, com banda sonora da Rádio CasaBiba (www.facebook.com).

19h00 Cerimónia oficial de denúncia pública das mortes-sempre-acidentais em operações policiais
20h00 Janta
21h00 Conversa à volta do MAPA

Traz um eurito e levas um MAPAzito