Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

Ciclo Histórias e Estórias de cinema - 1

Seg. 05/Maio - às 21:30: História do Cinema - Sair Das Fábricas


De Maio a Junho, a Casa Viva vai ver Histórias e partilhar Estórias de cinema.


História, histórias e Estórias de cinema entre «A História do Cinema. Uma odisseia» (2011) de Mark Cousins e  «História(s) do cinema» (2007) de Jean-Luc Godard com, aqui e acolá, adendas de imagens em palavras cegas partilhadas  na Casa Viva. Traz as tuas histórias!


Esta Segunda 5/05 às 21:30: O Nascimento do Cinema (1895-1920) + O Sonho de Hollywood (anos 20).

  • O Nascimento do Cinema (1895-1920) as primeiras paixões alimentadas pelas descobertas das possibilidades do cinema. Desde o registo do real até às primeiras histórias de ficção.
  • O Sonho de Hollywood (anos 20) de Chaplin e Keaton a Dreyer passando por Flaherty e Von Stroheim.


Queres mais? Próximas sessões:
  • 12/05 Expressionismo, Impressionismo, Surrealismo (anos 20) + O aparecimento do som (anos 30).
  • 19/05 Cinema do Pós-Guerra (anos 40) + Sexo e Melodrama (anos 50).
  • 26/05 Nova Vaga Europeia (anos 60) + Novos Realizadores, Novas Formas (anos 60).
  • 2/06 Cinema Americano dos anos 70 + Filmes para mudar o mundo (anos 70).
  • 9/06 O aparecimento dos multiplex e o mainstream asiático (anos 70) + Luta contra o Poder: O Protesto no cinema (anos 80).
  • 16/06 Novas fronteiras: Cinema do mundo na África, Ásia e América Latina (anos 90) + Independentes Americanos e Revolução Digital (anos 90).
  • 23/06 O Cinema Hoje e o Futuro (anos 2000) + Todas das Histórias (JL. Godard, 2007)
  • 30/06 Uma história só + Só o cinema + Fatal beleza  - Prolongamento: com A moeda do absoluto+ Uma vaga nova + O controlo do universo + Os signos entre nós 
Para mais informações ver o folheto.

Ciclo de cinema: Mês do auto-controlo (if you hesitate, make sure you masturbate)

Seg. 28/Abril, 21:30 - The Guide - Last Week - Last Orgasm



O mês de Abril será um mês orgasmico e por sua vez o mês do auto-controlo. A Casa Viva apresenta:
  1. The Female Matrix - Sex, Orgasm, and Vitality
  2. Guide to Masturbation for Girls and Women
  3. Orgasms & Female Sexual Dysfunction
  4. Are we in control of our decisions

Extra:

  • Hablemos Blanco
  • Sex in Hotel
Sem legendas!

Ciclo de cinema: Mês do auto-controlo (if you hesitate, make sure you masturbate)

2ª, 14 de Abril 21h30  entrada livre
2ª sessão - Nymphomaniac Vol II de Lars Von Trier [118']
Sem legendas - áudio em Inglês

 

 

Ciclo de cinema: Mês do auto-controlo (if you hesitate, make sure you masturbate)

O auto-controlo é cada vez mais, nesta sociedade, sinal de bons modos e possibilidade de sucesso em todos os níveis, tanto ao nível pessoal como profissional. Contudo o Eu racional de cada um de nós será sempre um escravo das emoções segregadas pelo instinto irracional das emoções.

2ª, 7 de Abril 21h30 entrada livre
1ª sessão - Nymphomaniac Vol I [110']  de Lars Von Trier
Sem legendas - áudio em Inglês

























Próximas sessões:
2ª, 14 de Abril 21h30 - 2ª sessão
Nymphomaniac Vol II de Lars Von Trier [118']
Sem legendas - áudio em Inglês

2ª, 21 de Abril 21h30 - 3ª sessão

TEDx Multi-vídeos About Self-Control
Sem legendas - áudio em Inglês
1. A motion for masturbation - the naked truth
2. Boys, sex and control
3. The Great Porn Experiment
4. Are we in control of our decisions?
(cada video 10 a 20 minutos)


2ª, 28 de Abril 21h30 - 4ª sessão 

TEDx - The Female Matrix [50']
Sem legendas - áudio em Inglês
Uma abordagem científica acerca do orgasmo (boys/girls)

Sábados com Anarquia na CasaViva

sábado, 5 abril 18h00 entrada livre


 





















Este é um dos primeiros do que se esperam ser vários sábados onde através de discussões, reflexões e/ou desvaneios se pretende desconstruir aquilo que entendemos por anarquia.

18h Debate "Misérias e limites da mentalidade activista"*
21h Documentário Lucio (anarquista, atracador, falsificador, pero sobre todo… albañil)
Noite fora... Festa do teledisco chunga


*Sugestão de leitura para preparar o debate (em inglês): zinelibrary.info/files/giveupTotal.pdf

"Aqui Não Jaz João César Monteiro" - 5ª sessão

2ª, 31 março 21h45 entrada livre
Vai e Vem, 2003 (english subtitles)
 


 











João Vuvu, viúvo, sem família, à excepção de um filho que se encontra a cumprir pena de prisão por duplo homicídio e assalto a um banco à mão armada, vive sozinho em casa própria, ampla, soalheira e indiciadora de apreciável abastança, num bairro antigo de Lisboa, situado no sopé do Monte Olivete. Pouco ou nada sociável, o senhor João Vuvu efectua diariamente o seu passeio no autocarro nº 100, repetindo infatigavelmente o mesmo trajecto: no sentido ascendente entre a praça das flores e o jardim do Príncipe Real e, no sentido descendente, até ao ponto de partida e subsequente regresso a casa.

O último filme de João César Monteiro, é a obra mais biográfica do autor. Nele, João César desmonta o seu próprio cinema para depois o voltar a refazer, autocritica-se e expõe-se emocionalmente. E fá-lo sempre na presença daqueles que dele se alimentaram, o público, o tal que João César Monteiro, um dia, quis que se fodesse. Um dos maiores filmes do cinema contemporâneo.

É efectivamente uma despedida em forma de frames, e de sorrisos em esguelha, e de humor negro quase “nosferatus”, e de tristeza enraivecida, e de tempo cíclico, e de radical critica à sociedade, e de ternura sincera. E tudo é uno num olhar azul, final, que nos convida a sermos João César Monteiro com o próprio, no próprio.

É um abraço azul, enorme, quase sufocante, que João César Monteiro nos oferece na despedida. Isso e toda a sua obra.

ciclo cinema: "Aqui Não Jaz João César Monteiro" - 3ª sessão

2ª, 17 março 21h45 entrada livre
O Último Mergulho 1992 [87'55''] 
(english subtitles) 

O que o jovem Samuel fazia àquela hora da noite, no cais deserto, nunca se saberá ao certo. De facto, quando o senhor Elói - um velho marinheiro reformado - o abordou, ele olhava fixamente as águas do Tejo. Cansado que estava dos seus dias, Elói não podia deduzir de outro modo: Samuel estava ali para pôr cobro à vida...

“Por acaso, escrevo sobre O Último Mergulho no dia em que a imprensa portuguesa publicou as primeiras críticas aos dois primeiros filmes (“O Ar” e “O Fogo”) da série “Os Quatro Elementos” em que João César Monteiro se atirou à Água. Foi uma encomenda da Televisão Portuguesa, depois de uma proposta de Paulo Branco. Os críticos que hoje leio espantam-se (alguns, virtuosamente, indignam-se) que os autores dos episódios já estreados (João Botelho e Joaquim Pinto) se tenham esquecido que estavam a fazer tele-cinema e não cinema. Ainda não vi os ditos filmes. Mas, se tiverem razão, benza-os Deus. Deus, que abençoou certeiramente O Último Mergulho, que é só cinema, todo o cinema e nada mais do que o cinema. César Monteiro não esqueceu a televisão ou (como é que dizem?) o visual. Pelo contrário, muito alembrado deles, virou-lhes as costas. Onde queriam chegadinho, ficou longe. Onde queriam longe, ficou chegadinho. Inventou as distâncias. O cinema é a arte dessa invenção. E é possível ouvir as citações finais do Hyperion - uma em francês, outra em português - como manifestos estéticos, brados guerreiros sobre o cinema e pelo cinema. “Não deixar que a guerra se arraste, por amor à paz”. “Esta terra coberta de luto, desnudada, que eu tanto queria vestir de bosques sagrados e adornar com todas as flores da vida grega” é também a terra pilhada do cinema, em 1992. É também, mas não é só. Como O Último Mergulho é também, mas não é só, um canto fúnebre. O Último Mergulho é um filme sobre o Cinema e sobre Portugal. Como todos os filmes anteriores de João César Monteiro. Este só talvez seja o mais raivoso. Mas tropeço na ternura e tenho menos certezas.”

por João Benárd da Costa em A Muda

ficha técnica


Próximas sessões:
24/3 4ª sessão - Branca de Neve 2000 [72'31'']
31/3 5ª sessão - Vai e Vem 2003

ciclo cinema: "Aqui Não Jaz João César Monteiro" - 2ª sessão

2ª, 10 março 21h30 entrada livre
Recordações da Casa Amarela 1989 [117'20'']
(english subtitles)

Um homem de meia idade vive no quarto de uma pensão barata e familiar, na zona velha e ribeirinha da cidade, até ser despejado por assediar a filha da dona da pensão. Sozinho, e privado de quaisquer recursos, vê-se confrontado com a dureza do espaço urbano e é internado num hospício, de onde sairá por ponderada decisão de homem livre, para cumprir uma missão que lhe é indicada por um velho amigo, doente mental como ele: «Vai e dá-lhes trabalho!»...

Primeiro filme, de uma triologia, onde João César Monteiro interpreta João de Deus, um alter-ego do autor que, segundo o próprio, é “um farsante e psicologicamente irredutível e impenetrável. Habitante do mundo dos limbos, privado de Deus, é um ser imaturo e singular, apenas relacionado com a experiência da linguagem que lhe é transmitida e que tenta apreender através do seu próprio corpo.”

Premiado com o Leão de Prata no Festival de Veneza em 1989
ficha técnica

Próximas sessões:
17/3 3ª sessão - O Último Mergulho 1992 [87'55'']
24/3 4ª sessão - Branca de Neve 2000 [72'31'']
31/3 5ª sessão - Vai e Vem 2003

ciclo cinema: "Aqui Não Jaz João César Monteiro"

"A obra cinematográfica de João César Monteiro (1939-2003) é um campo singular de reflexão sobre a realidade social, política e cultural do Portugal do pós-25 de Abril. Enquanto cineasta, Monteiro insistiu na criação artística e estética como veículo privilegiado para a afirmação de um ponto de vista pessoal sobre a sociedade portuguesa dos nossos dias.Os seus filmes são documentos fundamentais para conhecermos a evolução da sociedade portuguesa nos últimos anos.

Usando superiormente os instrumentos de que dispõe, João César Monteiro constrói uma obra estética onde o principal objecto de observação e estudo é Portugal. Esta visão permite a execução de uma atenta reflexão acerca da realidade portuguesa dos nossos dias. Ancorado nos mecanismos da comédia, João César Monteiro recorre à sátira e ao
cómico como métodos criadores na construção de uma cantiga de escárnio e maldizer dos nossos dias...

...Em 1996, numa entrevista, João César Monteiro confessa um sentimento de opressão pelo “inferno social” que o cerca. Questionado sobre a forma de “romper” esse cerco, o cineasta responde que tal só será possível através da Revolução. Questionado sobre a sua utopia, Monteiro responde: “Tem a ver com sociedade sem classes, coisas básicas como o direito ao trabalho, enquanto capacidade humana de contribuir para o bem comunitário” (João César Monteiro cit. In França, 1996: 30)."

in Decadência, Regeneração e Utopia Em João César Monteiro, por Paulo Cunha
 
Biografia de João César Monteiro, pelo próprio A minha certidão

1ª sessão - curtas metragens
2ª, 3 março 21h30 entrada livre





 












Sophia de Mello Breyner Adresen (filme) 1969 [16'44'']
A única experiência de cinema documental de João César Monteiro. O filme trata a obra poética da escritora Sophia de Mello Breyner Adresen.

O Rico e o Pobre 1979 [25'41'']
Interessante exemplo, em curta-metragem, da "escola" do Novo Cinema Português que, apesar de tudo, João César sempre recusou ver-se como fazendo parte.

Conserva Acabada 1990 [12'23'']
Filme onde se encontra já alguma da simbologia nascida da criação do "alter-ego" João de Deus.
 

Lettera Amorosa 1995 [5'21''] e Passeio com Johnny Guitar 1995 [3'27'']
João de Deus em todo o seu esplendor. Estas duas curtas metragens têm a particularidade de terem narrativas diferentes mas com uma mesma perspectiva espacial.

Próximas sessões:
10/3 2ª sessão - Recordações da Casa Amarela 1989 [117'20'']
17/3 3ª sessão - O Último Mergulho 1992 [87'55'']
24/3 4ª sessão - Branca de Neve 2000 [72'31'']
31/3 5ª sessão - Vai e Vem 2003

Ciclo de Cinema: "O CORPO"

2ª, 24 fevereiro 21h30 entrada livre 


















QUERES SER JOHN MALKOVICH?, de Spike Jonze [112'] 1999, leg. português. 

Um marionetista desiludido arranja emprego como arquivista num escritório situado no 7º andar e meio. Acidentalmente descobre uma porta que dá acesso à mente de John Malkovich, podendo durante 15 minutos viver no corpo do actor. Perante tal fenómeno nasce a ideia de criar um negócio de experimentar uma identidade alheia, ao mesmo tempo que surgem as inevitáveis tentações de satisfazer os desejos e as aspirações inatingíveis até então. 

O filme expõe a temática do corpo físico como prisão e impedimento para alcançar diferentes experiências e dimensões, a banalidade da frustração de sermos nós próprios e o preço de se querer ser quem não se é. Uma parábola contemporânea sobre identidade, avatares e reencarnação, através de pessoas que querem encontrar a felicidade no corpo de outras pessoas, por não conseguirem no seu próprio corpo ou este já não as satisfazer plenamente.

Ciclo de Cinema: "O CORPO"

2ª, 17 fevereiro 21h30 entrada livre












Brincadeiras Perigosas, de Michael Haneke [103] 1997, leg. português.
 
As férias de Verão de um casal e respectivo filho são transformadas em pesadelo quando dois jovens aparentemente inocentes decidem incluir a família nos seus jogos sádicos e fatais. A partir daqui irrompe um exercício inquietante de violência e tortura que confunde realidade com ficção, em que o espectador é convidado a interagir com as personagens, sejam elas agressoras ou vítimas, originando em si uma reflexão crítica sobre a sua própria responsabilidade nos actos tenebrosos que presencia.

Brincadeiras Perigosas combina a frieza da mente com a emoção no seu estado mais cru, retratando um jogo psicológico que desperta o mais desumano do humano. É uma experiência intensa e perturbadora onde a violência física e psicológica adopta o corpo como objecto do desejo e da vontade, traduzindo-se numa busca pela satisfação das pulsões sem qualquer constrangimento moral.

Ciclo de Cinema: "O CORPO"

2ª, 10 fevereiro 21h30 entrada livre















ERASERHEAD - NO CÉU TUDO É PERFEITO, de David Lynch [89'] 1977, leg. português

Eraserhead poderá ser definido como um drama urbano que se transfigura num pesadelo íntimo. A narrativa tem lugar num meio industrializado, claustrofóbico e ruidoso, onde Henry Spencer vê-se confrontado com a paternalidade de uma criatura mutante com um corpo disforme e escangalhado que combina repulsa com compaixão. A partir daqui David Lynch constrói uma realidade onírica e metafórica, cujas interpretações são meras hipóteses na compreensibilidade do incompreensível.

Categorizado como “body horror”, Eraserhead é um objecto sensorial, uma experiência do ver e ouvir, mas também um desafio à capacidade do nosso corpo em lidar com sensações como angústia, medo, demência, asfixia, desconforto.

Ciclo de Cinema: "O CORPO"

2ª, 3 fevereiro 21h30 entrada livre













FOME, de Steve McQueen, 96', 2008, leg. português

Irlanda do Norte, 1981.


Após uma série de acções de protesto contra o não reconhecimento do estatuto de prisioneiro de guerra, um grupo de reclusos republicanos inicia uma greve de fome na prisão de Maze, em Belfast. Esta é a história verídica da luta de Bobby Sands e seus companheiros pelo reconhecimento do movimento pela independência da Irlanda do Norte.


O filme aborda a relação violenta entre Indivíduo e Estado, os limites da condição humana e o valor da vida face à morte, apresentando-se como uma experiência sensorial onde o Corpo surge como arma contra a opressão, a forma definitiva de Resistência.

Música clássica a fechar a 1ª noite da Oficina Activa

6ª, 31 janeiro 21h30 entrada livre 


















Janeiro na CasaViva termina com um recital de piano de Ana Kennerly
. Suíte Francesa Nº 2 em Dó menor, BWV 813 de J.S.Bach 
. 1º andamento da Sonata No. 13 em Dó bemol maior, K. 333 Mozart 
e algumas surpresas... 

e um Filme: 
A little nightmare Music [59’] 2008 
de Riso Garantido com Igudesman&Joo

e Vinho Quente para aquecer as pessoas que se esqueceram da mantinha!

Cinema e mulheres: Branca de Neve + Fabulário

, 27 janeiro 21h30 entrada livre

Branca de Neve [75']
de João César Monteiro (2000)

Baseado no livro homónimo de Robert Walser. Se Mitry, Michel Chion e Robert Bresson nos disseram que nunca houve um cinema mudo, mas que fora um cinema surdo, se as imagens expostas nos nossos ecrãs são matéria para os nossos desejos, ainda que fossem desejos mesmo nossos! 

Branca de Neve inscreve-se na história do cinema português como um ponto de fuga a toda a produção maniqueísta e previsível de imagens poluentes. Na miragem ensurdecedora das imagens contaminadas e contaminantes, João César Monteiro expõe a liberdade total do autor e dá-nos matéria para reflectir sobre o cinema da cegueira generalizada, i.e., um cinema cego. 

Silenciar as imagens, sufocar as sua fixação cacofónica com a Palavra do Poeta é matéria para a imaginação e reflexão colectiva. Será o que nos ensina Branca de Neve?













FABULÁRIO [4']
de Ana Kennerly (2013) 

Baseado num texto intitulado Fábula, de Fernando Pessoa.

Festival Feminista NÃO É NÃO

sábado, 25 janeiro 16h00 entrada livre























Atividades permanentes: 
Exposição "Mulheres" da Bixu 
Instalação artística da Mescla 
Banca de Fanzines, patches e Cds  
Artes várias feministas 
Petiscos e bebidas 
Sala Museu com projeção de videos

Atividades com horário definido:

17h30 Debate "Amor Romântico Vs Amor livre" 
19h00 Teatro: “Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda” com Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta.  
20h30 Concerto performance "Vehículo matéria flecha e voz" + Exposição da Sem Forma Fabiola  
21h00 Jantar 
21h30 Concerto do Corisco

Organiza Coletivo Feminista Bala Roxa

Aparece e divulga!! Não te esqueças de trazer xs avóxs, não te esqueças de vir com xs filhas, xs amigxs...!

Cinema e mulheres: Hannah Arendt

, 20 janeiro 21h30 entrada livre
 
Das actividades que decorrem em Janeiro na CasaViva, as segundas-feiras estão reservadas a um ciclo de cinema sobre mulheres, em que nos reencontramos com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.
















Hannah Arendt, de Margarethe von Trotta [109']
2002 Inglês com legendas em Português

Um filme. Duas mulheres. Duas mulheres de um mesmo espaço geográfico: Alemanha. Duas mulheres de tempos diferentes. Duas mulheres de duas gerações. Dois aspectos que só por si problematizam questões de género, de poder e de política. Tendo em conta uma questão subjacente, mas premente em todo o filme, que podemos resumir nestas palavras de Heidegger (1954) «(...) ainda não começámos a pensar». É isso mesmo a proposta de von Trotta e de Hannah Arendt, i.e., sim, já começámos a pensar! 

Dois conceitos. Primeiro: a natureza do mal não é radical, é extrema e, segundo, antes de qualquer pertença «local» ou «íntima», o que nos pertence a todos é a nossa humanidade partilhada. Vindo de duas mulheres de tempos diferentes, ainda são dois conceitos dificilmente percebidos num mundo assente num maniqueísmo insistente, persistente, imponente e poderosamente masculino!

A história, antes de ser a vida de Hannah Arendt, como o título do filme sugere, que obviamente não se resume ao momento do julgamento de Eichman em Jerusalém, conta a história de um pensamento de uma mulher amante de, e amada por, Heidegger, companheira e esposa de Günther Stern (aka Günther Anders), amiga de Walter Benjamin, contemporânea de grandes pensadores, e diz-nos: «Sim, já começámos a pensar!», mexendo na dolorosa ferida dos enganos e desilusões perpetuados pelo mundo ocidental.

Trailer: http://youtu.be/HHzVOBMMGqc

4ª e última sessão:
27/01 Branca de Neve + Fabulário (curta-metragem)

Jantar com o Mapa nº4 e a fractura hidráulica

, 16 janeiro 20h00 entrada livre

 






















O Mapa nº4 (www.jornalmapa.pt) saiu à rua com um longo artigo sobre a fractura hidráulica, que requer uma leitura atenta, uma conversa alimentada e visionamento do documentário de Josh Fox, intitulado Gasland (2010).