Mostrar mensagens com a etiqueta Conversas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Conversas. Mostrar todas as mensagens

Caravana Transibernal na Casa Viva

5ª feira, 26 Março, a sábado, 28 Março - Entrada livre



A Caravana Transibernal faz uma paragem pelo Porto e estaciona no Marquês. Durante 3 dias vão dinamizar a Casa Viva com conversas, debates, ateliers e jantares, com um espírito de partilha e aprendizagem comum.

No domingo, 29 Março, seguem para o Moinho para preparar um almoço Intergaláctico com distribuição de pão.

http://lacaravane.noblogs.org/

Semana Palestina: Jantar Tertuliado


A partir das 19h é preciso várias mãos e narizes inventores de sabores para preparar o tacho. Quanto mais melhor, porque esta coisa de se falar da noção de estado precisa de muitas invenções, já que são poucos os sítios em que não há Estado e, por estas bandas, só conhecemos e experimentámos o Estado.
Diz-se que falar é o momento mais poético do pensamento, portanto vamos falar!
Para a conversa, levamos uns papelinhos para ajudar à poética!

Mas ficam aqui umas dicas, só para baralhar os miolos, sacudir o pó ou pestanejar de sonhos!

G. Agamben, no seu livro Estado de Excepção diz-nos que "A primeira Guerra Mundial - e os anos seguintes - aparecem (...) como o laboratório em que foram experimentados e aprontados os mecanismos e dispositivos* funcionais do estado de excepção como paradigma de governo». Sendo que o estado de excepção constitui um vazio de direito, em que os decretos surgem como força de lei, temos visto ultimamente como esta prática de governo se generalizou baseando-se no paradigma da segurança.

Leia-se o que nos é dito sobre o Estado de Israel na página do Knesset: "Israel não tem uma constituição escrita, mesmo se de acordo com a Proclamação da Independência, uma assembleia constituinte deveria ter preparado uma constituição até 1 de Outubro de 1948. O atraso na preparação da constituição decorreu principalmente devido aos problemas que emergiram alegadamente entre uma constituição secular e a Halacha (a lei religiosa Judaica)." (mais aqui). Sabendo isto e tendo em conta que, segundo Foucault retomado por Agamben,  um dispositivo* é «a capacidade de capturar, orientar, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as condutas, as opiniões e os discursos do seres vivos» e que o estado de excepção se instaurou como força de lei, não nos parece ilógico considerar que a criação do Estado de Israel em 1948 seguiu um modelo de estado de excepção sem precedentes.
Esses princípios de 1948, que enformaram todo o desenvolvimento do Estado de Israel, traziam já a semente cujos frutos se têm visto e se continuam a ver nos resultados desastrosos dos governos sionistas e na formação duma cada vez maior comunidade de refugiadas e refugiados palestinianas e palestinianos. A pequena luz que nos trouxe Hannah Arendt em Nós, os refugiados, com a possibilidade, aventada por Agamben, de que a condição de refugiados pudesse ser um paradigma para uma nova consciência histórica que envolveria o declínio do Estado-nação e potenciaria a formação de uma comunidade política ainda por vir, foi-se extinguindo perante um quotidiano de sobrevivência assistida.
Ainda assim, num contexto actual, em que têm vindo a surgir uma série de pequenos estados novos, A. Negri abre uma janela para formularmos o que ainda não tem nome: "A minha conclusão é que não podemos escapar à mundialização. E, sem dúvida, a única saída, que nos permitiria ser livres, seria um êxodo democrático fora do Estado-nação. O que significa? Quero dizer que se acarinhamos aquilo que na nação podemos considerar como positivo e criativo, se gostamos da língua e da literatura – se houver uma –, da memória e da imaginação – se ainda valer a pena –, ou das paisagens, do cheiro da terra e dos seus relevos, que por vezes são as coisas que mais acarinhamos – se gostamos disso tudo, e de tantas outras coisas mais, há que renunciar em fazer da nação um Estado. Como é possível ? Não sei."

Semana Palestina: Jantar palestiniano com Nakba à conversa


A partir das 19:00 jantar com ementa Palestiniana - 
Às 21:00: Lançamento do Folhas Soltas nº 4 sobre o tema da NAKBA, CD palestina, seguido de uma sessão de esclarecimento sobre a Nakba, a Ocupação e os Refugiados com a presença de palestinianos. 
A Nakba é um processo histórico, contínuo e actual? Se a narrativa histórica israelita se constrói entre limpeza étnica e limpeza histórica, quais os principais actores da omissão da história da população autóctone? Quais os contornos da ocupação Israelita? Qual é a situação dos refugiados palestinianos?

Semana Palestina: Conversa sobre a caridade


Uma actividade integrada na Loja Livre com chá, café, bolos e narguilé para animar uma conversa em torno das campanhas de angariação de roupas para enviar para "zonas de conflito ou países com economias emergentes". Vamos poder falar com as pessoas envolvidas no recentemente projecto intitulado "Knitting Freedom" que fez um pedido para a recolha de cachecóis, chapéus, meias e luvas através do KURI KURI SHOP para levar às crianças órfãs da Cisjordânia - Palestina. Por outro lado, aulas grátis de tricô permitiram às pessoas de participar de outra forma neste projecto. A recolha foi feita até dia 20 de Fevereiro e entregue nos orfanatos da Cisjordânia.
Como funciona a caridade? Como se faz chegar bens essenciais a um sítio submetido a um controlo sistemático e violento?

Semana Palestina



Tertúlias Punk

5ª feira, 12 Fevereiro, 19h00 - Enrada livre


As Tertúlias Punk voltam para ler, discutir e responder ao livro "Vida Suburbana", de Paulo Lemos, entre frescas a zero-oitenta, petiscos-se-alguém-os-trouxer, e Vidjeísmo do Punkito e/ou de quem o conseguir tirar do computador da cozinha.

Às 19h00 abrem-se os frigoríficos. As conversas podem começar de imediato, ou esperar até que apeteça. Para não se passar muita fome, era fixe que a malta trouxesse petiscos sem bicheza.

Sessão de esclarecimentos sobre segurança social (trabalhadores independentes)

Sábado, 24 Janeiro, 18h00 - Entrada livre


Sabendo da dificuldade em se obter informações correctas e atendendo às constantes alterações anuais sobre as obrigações e direitos da malta que trabalha a recibo verde... convidamos-vos a participar nesta sessão de esclarecimentos e a trazerem casos práticos que queiram esclarecer.
O conhecimento é a nossa arma, aparece!!

Documentário: Ciutat Morta

6ª feira, 23 Janeiro, 21h30 - Entrada livre

Ciutat Morta
Xavier Artigas e Xapo Ortega

Cidade Morta - Castelhano e Catalão com legendas em Castelhano, 2h08min


Sinopse:
"Em junho de 2013, um grupo de 800 pessoas ocupa um cinema abandonado no centro de Barcelona para projectar um documentário.
Rebatizam o antigo edifício em honra a uma rapariga que se suicidou dois anos antes: Cinema Patricia Heras. Quem era Patricia? Porque se matou e que tem a ver Barcelona com a sua morte? Isto é exactamente o que se quer dar a conhecer com esta acção ilegal e de grande impacto mediático: que todo o mundo saiba a verdade sobre um dos piores casos de corrupção policial em Barcelona, a cidade morta."
--
Uma festa numa okupa, uma intervenção policial, detenções aleatórias, uma queda de bicicleta e uma ida ao hospital, tortura, prisão, suicídio... O documentário Ciutat Morta conta a história do chamado caso 4-F, um caso de montagem política, policial e judicial com início a 4 de Fevereiro de 2006 onde uma intervenção policial numa festa inicia uma série de eventos que levará 5 pessoas à cadeia durante vários anos, culminando no suicídio de Patricia Heras em 2011 durante uma saída precária, ela, que junto com o amigo Alex foram em 2006 detidos devido à estética "anormal", roupa preta e cabelo pintado, que apresentavam no hospital para onde se dirigiram após uma queda de bicicleta na noite de 4 de Fevereiro.
--
O documentário Ciutat Morta, exibido e premiado em vários festivais de cinema foi censurado pelo Estado espanhol e o governo catalão, não permitindo que fosse passado na televisão. Finalmente e por ordem de um juíz o filme foi no Sábado, 17 de Janeiro, finalmente exibido no canal cultural 33 da tv catalã, embora censurado e com menos 5 minutos que o original.
Centenas de sessões de visualização do Ciutat Morta foram organizadas em centros sociais e ateneus na Catalunha e outras partes do Estado espanhol e na sequência da sua transmissão, no sábado à noite, uma concentração espontânea de centenas de pessoas aconteceu na Praça Sant Jaume em Barcelona, sede do governo catalão e do município de Barcelona, exigindo justiça para Patricia Heras bem como mostrando solidariedade também para com aqueles detidos recentemente no âmbito da "operação Pandora".
---
O filme, da produtora Metromuster (http://metromuster.cc) foi possivel devido ao crowdfunding e micromecenato online e à contribuição do semanário La Directa e da Comissão Audiovisual do 15M de Barcelona. 
O filme está publicado com uma licença Creative Commons BY-NC-SA 3.0

https://www.facebook.com/ciutatmorta

Desobesistir: do manual ao automático

Terça, 25 Nov 21:00, Entrada Livre



(Leitura comentada do "Manual de Resistência Civil", de Pedro Bravo)

Terceira sessão de leitura do Manual de Desobediência Civil, livro de Pedro Bravo, publicado este ano, pela Letra Livre.

Pelo meio, discussões baseadas em conceitos e situações concretas, para análise dos nossos direitos e do comportamento habitual das forças de imposição da ordem.

Conversas em código aberto

Sábado, 15 Nov, 18:00, Entrada Livre



O colectivo 1000101 invicta vai iniciar este sábado dia 15 de Novembro pelas 18 horas uma série de conversas informais sobre o tema de informática e open source em geral abordando também alguns temas directa ou indiretamente relacionados. 

Para esta sessão serão abordados os seguintes temas:
 

  • anonimato;
  • linux (sistema operativo);
  • open-source;
  • (anti-copyright)

As conversas serão dirigidas ao público em geral com conhecimento básico sobre estes temas, no entanto se o grupo participante tiver o conhecimento base a conversa esta será dirigida de forma a adaptar-se ao grupo participante.

TROPICAUSTICA!!


«Para que a música seja a utopia que nos faz dançar.»

São demasiadas as conversas e os desejos por lugares de lazer e prazer que surjam de espaços livres. A maioria dos bares da cidade do Porto não o são. Estão sujeitos a lógicas de exploração onde cada passo de dança que é dado alimenta uma injustiça. Licenças abusivas para passar música pagas a quem? Aos donos da música? Preços de bebidas inflacionadas para pagar impostos e leis, mas não para pagar o esforço de quem faz da noite um lugar possível. Pessoas, próximas ou não, mas pessoas demais para não pensarmos nelas, com uma condição laboral precária, muitas vezes sem contrato e com valores por hora que igualam o preço de uma cerveja que demora 30 segundos a tirar. Tudo sob o olhar vigilante da polícia que nos oprime diariamente em nossas lutas, mas que é a convidada oficial dos donos da festa.

E lá estamos nós, almas insaciáveis à procura da festa, dos ritmos, das outras almas por saciar nas horas mágicas da noite. Mas cada vez menos a noite tem magia.

Está mais do que na hora de criarmos e alimentarmos, no espaço da festa, os nossos desejos e buscas por um mundo novo, também aqui se desenham lutas e desejos, esperanças e alternativas.

Este espaço, como todos os outros, é também um espaço de rebeldia e insubmissão, que deve ser também criado nos espaços de rebeldia e insubmissão. Por isso, os ritmos tropicais e rebeldes mudam de ares, procuram outros lugares onde se respire mais justiça e igualdade, onde quem dança, dança com prazer e liberdade, com a noção de que está a alimentar lugares onde se criam novos mundos.

Serão estes novos mundos, mundos onde a diversidade cultural não soa só na música, mas também nas pessoas que enchem os espaços, mundos onde a música respira respeito, onde as letras não sejam ofensivas nem ofensivos os olhares em busca de corpos e prazeres, novos mundos onde a nossa contribuição financeira sirva para alimentar projectos solidários e não lucros individuais. É para lá que quero ir e para onde peço companhia, porque sabemos bem que estes mundos não se constroem sozinhos!

- - - - - -

20h JANTAR

22h DEBATE «Que noite queremos?» – Por uma agenda cultural que nos represente.

depois: FESTA TROPICÁUSTICA!
com RUB A LINHO & Dj Marsias

Cinemorfes

Quarta, 15 de Outubro, 19:00, entrada livre





Febre do Rato (2011)
Drama
110 minutos
Portugês (Brasil), leg. inglês
Realizador: Cláudio Assis

Se queres um filme que apenas confirme e reproduza a tua visão de mundo, Febre do Rato não é para ti. Se estás disposto a ver um filme, em que 70% do que é dito nele é subversivo e abstracto, sob a forma de poesia, sem ser chato, então puxa de uma cadeira e aprecia.

Febre do rato é uma expressão típica do Recife que designa alguém que está fora de controle, que está ''danado''. Febre do Rato (2012) pode ser definido nesta expressão, o filme é um descontrole total da ordem vigente, o caos dos bons costumes dito pela hipocrisia, a poesia dos puros de espírito que não foram contaminados pela a falta de originalidade e empatia, um filme que tem a mais bela e imaculada filosofia anárquica como um estilo de vida. 


A anarquia é liberdade, é o direito de errar usado na sua mais alta performance, é o pensamento em colectividade com o objectivo de se criar um mundo perfeito para todos, sem diferenças e com muito amor, é a mais pura e perfeita utopia, por isso ela é perigosa e por isso o seu conceito é deturpado.

Zizo (brilhantemente interpretado por Irandhir Santos) é o editor, curador, produtor, patrocinador e escritor do jornal político anarquista que ele chama de ''Febre do Rato''. Zizo é um poeta que é o porta-voz dos que são marginalizados pela sociedade e pelo governo, um rebelde inconformado com todo este sistema que nutre poucos e oprime a muitos, e com todo o conformismo dos injustiçados e subjugados que não se organizam e se rebelam. 


Ele criou um mundo onde a sua religião é o seu sarcasmo perante o sistema, o mangue e as favelas são sua igreja e ele é o profeta do apocalipse.
Terça, 14 de Outubro, 21:00, entrada livre




Desobesistir: do manual ao automático
 

(Leitura comentada do "Manual de Resistência Civil", de Pedro Bravo)

Leitura das primeiras páginas do Manual de Desobediência Civil, livro de Pedro Bravo, publicado este ano, pela Letra Livre.

Pelo meio, discussões baseadas em conceitos e situações concretas, para análise dos nossos direitos e do comportamento habitual das forças de imposição da ordem.

Ler e conversar até que a consciência do que podemos e não podemos nos liberte da submissão com que, normalmente, encaramos a polícia, automatizando respostas e comportamentos. 


Pelo meio, surpresas de pêra, porque a desobediência e a resistência devem ser acompanhadas por fruta da época. Dizem os melhores médicos.

Cinemorfes - Los lunes al sol

Quarta, 1 Outubro, 19:00 - Entrada Livre


Com a bolha de bem estar do capitalismo fofinho ainda estável, Fernando León, com este filme, antecipou-se em vários anos àquilo que hoje é recorrente e que veio a agravar com uma tal de "crise" finaceira.

Los lunes al sol (2002)

Comédia/Drama
113 minutos
Espanhol, leg. português ou inglês


Uma cidade costeira no norte de Espanha que há muito virou costas ao campo e rodeou-se de indústrias que a fizeram crescer desproporcionada, aos solavancos, alimentando-a de imigrantes e trabalhadores e desenhando-lhe um horizonte de chaminés, arestas e esperanças, de futuros desenraizados. 


Um grupo de homens percorre dia-a-dia as suas ruas íngremes, em busca de saídas de emergência para a vida. Trapezistas de fim de mês e de início de mês também, trapezistas sem rede e sem público, sem aplausos no final que atravessam diariamente a corda bamba do trabalho precário, que aparam a existência com andaimes de esperança e fazem das suas poucas alegrias trincheira, conversa, rotina, como se não fosse seu o naufrágio com que cada dia se debatem. 

Tudo isto enquanto falam da suas coisas e se riem, de tudo e de nada em especial, esperançosos, tranquilos, numa manhã de Segunda-feira ao sol...

Poesia na Casa

Quarta, 30 Jul. - 21:00 - entrada livre




Este mês a Poesia na Casa apresenta... tcham tcham tcham tcham Poesia inédita. Claro que têm de a trazer! É só juntar umas palavras e já está. Vamos também ler autores menos consagrados como o António Gedeão e o Alberto Pimenta, mas os vossos poemas é que vão brilhar. 


Então até já.

Ciclo de Cinema - O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante dela

Segunda, 21 Julho - 18:00


O ciclo deste mês leva-nos a um tema que diz respeito a toda a gente: A comida.

A comida como prazer. O prazer de cozinhar. O acto de cozinhar como algo que todos podemos fazer. A comida que não devia existir. Os crimes que se podem cometer pela comida. A comida que simplesmente está lá, sempre presente. A comida como quotidiano. A comida porque sim. A comida, porque não?

E como a cozinha da Casa Viva está sempre pronta, este mês o cinema começa com um belo jantar que não só podes degustar, como ajudar a confeccionar.


  • Cozinhar - 18h
  • Jantar - 20h
  • Filme - 21h e 30m
  • Menu da Semana - Risoto de Cogumelos e Algas aromatizado com Manjericão e Mel

O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante dela

Realizador - Peter Greenaway
Duração - 110m

Peter Greenaway é artista plástico, escritor, cineasta e grande estudioso das artes nas suas mais diversas formas. Os seus filmes são marcados por um certo preciosismo na composição cénica. Talvez por ser um exímio pintor, Greenaway demonstre, nas suas obras para o cinema, grande habilidade no uso de cores, contrastes e iluminação.

Os filmes de Peter Greenaway geralmente passam longe do circuito comercial e costumam ser classificados como “filmes de arte”. Controverso e assumidamente pretensioso, o cinema de Greenaway explora os limites da linguagem cinematográfica e instaura um diálogo fascinante entre o cinema, outras manifestações artísticas e diversas áreas do conhecimento humano.

O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante é uma das grandes obras-primas de Greenaway e o filme de maior sucesso do realizador. Trata-se de uma sátira brilhante e excêntrica, carregada de humor negro, sobre o exagero, o mau-gosto e a maldade humana.

Filmado de maneira exuberante, excessivamente gráfica e luxuriosa, O Cozinheiro… passa-se quase inteiramente num sofisticado restaurante francês, chamado Le Hollandais. Richard (Richard Bohringer), o chefe, é um génio da cozinha, um verdadeiro artista gastronómico. Já o proprietário do restaurante, Albert Spica (Michael Gambon), é um grande homem do crime, que frequenta todas as noites o Le Hollandais, na companhia da sua bela mulher Georgina (Helen Mirren) e uma corja de bajuladores. Enquanto faz seus discursos ácidos e impagáveis, Albert descuida-se da esposa que acaba por se interessar por um dos clientes do lugar, o intelectual e ávido leitor Michael (Alan Howard). Rapidamente, eles iniciam um tórrido caso de amor.

No filme, Greenaway focaliza algumas das pulsões primárias do ser humano: o desejo sexual, a gula e a violência. O exagero e o grotesco fazem parte da suculenta sátira social realizada pelo cineasta e tais características são personalizadas em Albert, um personagem hiperbólico, monstruoso e desprezível. Na pele desse personagem cruel temos o actor irlandês Michael Gambon numa performance inesquecível. Certamente, Albert é uma das maiores encarnações do mal já vistas no cinema. Mas não é apenas Gambon que se destaca no filme. Helen Mirren, surge belíssima em O Cozinheiro… e esbanja sensualidade ao encarnar a esposa infiel de Albert. A atriz inglesa brilha, sobretudo, por mostrar a transformação da sua personagem, cujo final é apoteótico.

Greenaway trata dos assuntos mais feios imagináveis, da forma mais bela possível. De facto, o filme poderia ser descrito como um verdadeiro “banquete visual”. Nesse banquete, Greenaway contou com a belíssima fotografia de Sacha Vierny, o primoroso trabalho de Ben Van Os e Jan Roelfs na direcção de arte e figurinos assinados por  Jean-Paul Gautier.

Greenaway abusa das cores fortes e das texturas. Cada cenário tem sua cor característica: o vermelho do salão, o branco da casa de de banho, o verde da cozinha. A variedade de cores é também visível nos figurinos dos personagens, que mudam magicamente quando eles trocam de cenários. Tudo é extremamente estilizado, barroco, rebuscado.

A maioria dos filmes de Greenaway caracteriza-se por certo distanciamento emocional. O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante dela, é, no entanto, uma obra visceral.

Alguns críticos e estudiosos viram na longa-metragem uma forte dimensão alegórica. O filme seria, assim, um protesto semivelado, uma parábola sobre a situação político-social do Reino Unido de Margaret Thatcher. Uma das interpretações propostas para o filme vê cada uma das quatro personagens principais como representações de entidades e segmentos distintos da sociedade britânica: o cozinheiro simbolizaria os funcionários públicos e os cidadãos obedientes; o ladrão, a arrogância, o autoritarismo e o poder de Margaret Thatcher; o amante, a oposição composta por intelectuais e esquerdistas; e a esposa, a própria pátria.

A obra-prima de Greenaway, no entanto, não se reduz a um único contexto político e oferece-nos uma reflexão atemporal sobre as relações de poder, sobre a exploração do homem sobre o homem e sobre o lugar que a violência e a cultura ocupam na nossa sociedade. O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante é um filme provocador, inteligente e tragicamente divertido.

O que esconde o Tratado Comercial Transatlântico (TTIP) entre os EUA e a UE?

Sábado, 19 JUl - 15:00


Dada a importância e urgência de se encarar o modelo de existência humana que tem vindo a ser imposto, antevemos a premência da construção de uma estratégia coerente, que, seguindo diversas vertentes, represente uma tomada de posição da sociedade civil.

Perante a propalação de uma nova proposta para a criação de um paradigma de comércio internacional assente nos pilares da corporatocracia, observa-se que os meios de comunicação social têm recorrido a uma perspectiva de análise restrita da Parceria Transatlântica (TTIP), veiculando assim de forma exclusiva o ponto de vista do sector empresarial, esquecendo-se, ou, fazendo por esquecer por completo, todos os outros elementos e factores que confluem nesta proposta.

Lembramos que a história de resistência contra este tipo de propostas já é longa, e de sucesso, pelo que o processo de divulgação e consciencialização deste tema, apesar de ainda apresentar uma expressão diminuta, tem vindo a crescer de forma considerável.

Estando previsto para breve o lançamento de uma Iniciativa de Cidadania Europeia com o objectivo de travar o TTIP, e, estando a ser planeada uma acção europeia contra o TTIP para a segunda semana de Outubro, é este o momento para encarar a questão de frente e iniciar o processo de campanha em Portugal, em coordenação com os restantes povos da Europa e América do Norte.

Esta reunião, terá pois o intento de desconstruir o TTIP, congregando mentes e vontades num círculo de debate e planeamento de acções que possam contribuir para a construção de alternativas.

Sendo um ser social, o humano, não só é responsável pela direcção da sua vida íntima como também pela sociedade em que se encontra inserido.
Para mais informação podem consultar:

Apresentação da Escola DNS Tvind (Dinamarca)

Quarta 16/Jul - 21:30



Parece-nos boa ideia convidar Cidad@s do Mundo a saírem das suas zonas de conforto. 


Consideramos perigosas essas ditas zonas de conforto, onde nada de novo acontece e pouco se evolui.

Queremos apresentar-vos o nosso Movimento e, quiçá, propor-vos algo...

http://dns-tvind.dk/

Tertúlias Punk

Quinta, 26 de Junho - 19:00, entrada livre


Convencidos pelo Punkito, voltamos às Tertúlias Punk, onde as frescas são 20% menos caras e se espera falar duma coisa ou outra que interesse a quem perde o seu tempo a aparecer.

Desta vez, achamos fixe começar pelo princípio, só para variar. E falar um bocado da história do punk, a partir dum vídeo sobre os Ramones que vamos passar à hora da janta. Precisamos é de gente que saiba disso.

A partir das 19h00 vai andar gente pela casa, a ver se comemos e vemos o filme entre as 20h00 e as 20h30 e, depois, falamos um bocadito.