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CORO

5ª, 18 abril 18h00 entrada livre












Mais um encontro de rouxinóis vai acontecer, tragam o bagaço para aquecer as vozes e traz ideias de cantigas que gostasses que se cantasse. 

A ver se em Abril 25 ou Maio 1º se canta alguma coisa por aí.

Aparece e vai treinando: 
P'ra além do bufo e do militar
Já só se vêem nos caminhos
Velhos e tristes a chorar
Pobres viúvas e meninos
Até Paris cheira a miséria
Mesmo os sortudos assustados
A moda também vai à guerra
Há passeios ensanguentados

Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

Perseguem, prendem e fusilam
Qualquer pessoa ao acaso
A mãe ao lado da sua filha
Nos braços do velho o rapaz.
Em vez da bandeira vermelha
O que se agita é o terror
Do escroque que se ajoelha
Aos pés do rei, do imperador

Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

Já os agentes da polícia
Estão nos passeios outra vez
Acham (o) serviço uma delícia
Com as pistolas que tu vês
Sem pão, sem armas, sem trabalho
A gente vai ser governada
Por um vigário ou um paspalho
Por bufos e por cães de guarda

Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

O povo atrelado à miséria
Será que vai ser sempre assim?
Até quando os senhores da guerra
Vão ficar com todo o pilim?
Vai até quando a santa elite
Tratar-nos assim como gado?
Pra quando o fim deste regime
da injustiça e do trabalho?

Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

diversão sem alienação com música brasileira

sábado, 13 abril, a partir das 17h00 entrada livre











17h30 Roda de Samba com o grupo Samba sem fronteiras

19h30 Concerto de Forró com Sérgio Guri e banda

21h00 DJs (Dança e Balança)

22h00 Apresentação e conversa sobre o recente despejo da Aldeia Maracanã: Estado policial e violações de direitos humanos no contexto dos megaeventos (Copa e Olimpíadas) no Brasil.

A programação da Rádio Casa Viva será dedicada às músicas de intervenção brasileiras contemporâneas.

Feijoada e quitutes a contribuição livre

RoR precisam de afinar instrumentos

Ritmos de Resistência – Porto















Somos parte de uma rede internacional de bandas de samba que utiliza a música e um ambiente festivo em protestos e acções directas contra o sistema capitalista, rejeitamos criticamente qualquer forma de exploração, discriminação, dominação e opressão.

Como tal, não pretendemos apenas denunciar as injustiças promovidas pelo capitalismo contra os indivíduos e a natureza, o nosso modo de funcionamento e organização é já um conjunto de alternativas ao sistema de dominação vigente. Acreditamos que é também no quotidiano que se transforma a realidade, portanto, a inexistência de líderes e consequente horizontalidade nas relações, o diálogo e o consenso como forma de decisão são princípios fundamentais dos Ritmos de Resistência.

Não é necessário ser músico para tocar nos Ritmos de Resistência e os nossos ritmos são iguais e partilhados entre as bandas que existem pelo mundo.

A banda do Porto existe, de forma intermitente, desde 2009 e neste momento os nossos instrumentos (surdos, repeniques, tarolas e tamborins) estão a necessitar de afinações e reparações. Por isto, e por preferirmos reaproveitar material antes de o comprar, apelamos à solidariedade que pode ser em forma de baquetas, peles, dicas sobre reparação de instrumentos...

Mais informação sobre os Ritmos de Resistência em:
rhythms-of-resistance.org

Para nos contactar: rrp@pegada.net

bernays propaganda e la casa fantom

2ª, 8 abril 20h00 entrada livre
















  






bernays propaganda (macedónia)
junkcola.blogspot.com

la casa fantom (noruega)
www.lacasafantom.com

Apresentação do MAPA #1

, 5 abril 19h00 entrada livre

A violência de excepção torna-se a regra do dia-a-dia



























Apresentação do nº.1 do jornal MAPA, acabadinho de sair do forno.

Mais do que conhecer o projecto, como aconteceu na apresentação do número 0, interessa-nos discutir o tema do seu caderno central, a “violência quotidiana que o capitalismo e, concretamente, o Estado português impõe nas nossas vidas”, num dia em que a CasaViva decide também denunciar publicamente as mortes-sempre-acidentais em operações policiais, com banda sonora da Rádio CasaBiba (www.facebook.com).

19h00 Cerimónia oficial de denúncia pública das mortes-sempre-acidentais em operações policiais
20h00 Janta
21h00 Conversa à volta do MAPA

Traz um eurito e levas um MAPAzito

Humble - skate zine birthday gig

sábado, 30 março 15h00 entrada livre

O coro vai ao Musas

, 26 março 18h00 entrada livre
O coro quer movimentar-se pelos principais espaços alternativos do Porto, de forma a anagariar vozes e também para dinamizar e conhecer os outros espaços. Desta vez será no Musas, Rua do Bonjardim, nº998.





















Aparece e vai treinando:


A Semana Sangrenta

e/ou

Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)


Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar

Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão

Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto

Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá

Coro

terça, 19 março 18h00 entrada livre








Aproveitando que o maestro está para fora, numa tentativa de revolta contra a hierarquia e o autoritarismo, o coro organiza-se por si só para despertar e seduzir outros a se juntarem a cantar o que contam.
Aparece e vai treinando : 
e/ou
Encontrei um banqueiro 
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)

Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar

Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão

Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto

Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá

sax solo project

sábado, 16 março 21h00 entrada livre













Paulo Alexandre Jorge
Sax Solo Project

punk é coisa de gajos?

Resumo da 4ª Tertúlia Punk na CasaViva, 7 março 2013

Música livre e preocupada com as questões de género acompanhou a janta que antecipou a 4ª (e última, para já) Tertúlia Punk da CasaViva, dia 7 de Março, ou o tema proposto não questionasse se é preciso ter colhões para ser punk. Que sim, é preciso, argumentaram uns; que não, o que é preciso é atitude, disseram outros. Elas eram em menor número, como parece manter-se a tendência no punk, mas não deixaram de se fazer ouvir. De todas as tertúlias punk, esta foi talvez a que confrontou maior diferença de opiniões. Por isso mesmo, há quem ache que foi a melhor de todas. Mas há também quem tenha ficado decepcionada. O Punkito esteve muito bem, o chato da noite foi o Alex.

E como quem fala de colhões fala de testosterona, a violência abriu a conversa. Não a violência em si, que disso não houve, se não banais tons de voz violentos recheados de caralhadas, apanágio de quem se quer verdadeiramente punk. Falou-se, sim, da violência enquanto fenómeno a que se assiste em muitos concertos punk, na CasaViva, por exemplo. Não é só coisa de gajos, as gajas dançam com igual violência. Mas não é violência, é forma de expressão. Já estive em rodas de duas horas e foi muito bom; se alguém agride, percebe-se que é para sair. Há uma diferença de comportamento quando uma gaja entra no mosh, comenta uma Maria. Só vai quem quer, lembra o Punkito. Já vi muito mais humanidade numa roda do que em muitas discotecas da filha da puta do mundo inteiro, completa o Alex.

Ponto final na violência, o moderador, também conhecido por facilitador e/ou fascistador, provoca os presentes: Pode um punk de crista ser fofinho? Ouviram-se respostas prontas: sim. Ouviram-se reticências: é difícil, pode ser considerado gay. Voltou a postura da virilidade que o macho gosta de aparentar, abordada já quando se falara de violência. Mas a testemunhar a positiva, vêm à baila punks fofinhos da Grã-Bretanha, anos 90. Queer ultraviolentos nas suas manifestações contra a igreja e a religião cristã e que tinham um lado bué de fofinho e bué de humano, amoroso, sem comportamento machista. O machismo e a sua denominação torna-se assunto. A sociedade é machista, acusa um macho. As mulheres são as transmissoras da forma patriacal da sociedade, contrapõe uma fêmea. Essa conversa não é para hoje, desvia o fascistador, lembrando o encontro feminista marcado para dois dias depois na CasaViva (http://rachafeminista.blogspot.pt/).

A conversa volta a centrar-se no punk. Numa banda de gajas punk os namorados ficam na banca? Risotas machistas. Arnaldo dá o exemplo de uma banda que gerou grande expectativa por ser formada só por gajas e cujo concerto foi uma grande banhada, o que o leva a afirmar que não faz sentido só por serem gajas criarem banda. Havia quem discordasse: punk é uma cultura musical em que faz todo o sentido que haja bandas só com gajas, curto ene bandas de gajas, Não consigo ver a coisa pelo género, gosto da cena, que se fodam as pilas, que se fodam as conas, temos todos cus. A questão do machismo volta em força quando um gajo refere que há espectacularização do aspecto da mulher quando actua: não basta ser cantora, há que ser gostosa. As mulheres estão sempre sujeitas a ouvir bocas machistas quando sobem ao palco. Para estar em certos sítios, uma gaja tem de ter mais colhões, tem de ir buscar uma coisa extra. Atitude. Sobre os namorados nas bancas, disso nem se falou. A conversa acabou por terminar com uma pergunta, retomado que foi o tópico inicial: A violência é necessariamente ruim?

ou vai ou RACHA?

sábado, 9 março, a partir das 16h00 entrada livre

a RACHA! é feminista
a RACHA! não é uma cena de gajas
a RACHA! quer partilhar e discutir o que é isso do "feminismo"
a RACHA! tem filhxs e namoradxs, e também quer discutir com elxs
a RACHA! toca, canta, mexe, escreve, pinta, filma, fala, grita, brinca, semeia…
a RACHA! aborta preconceitos e pare lutas
a RACHA!, como as coisas importantes da vida, não pede licença, e precisa de contar com gente de toda a sorte para existir plenamente

a RACHA vai!




























PROGRAMA

Pedro e Diana: concerto
Pedro, Luca e Bárbara Costa: concerto
Juliana Moura: performance
Diana Dionísio, Daniela Gama e Susana Baeta: Máquina Reprodutora, Borralheira, Princesa e Secretária Tiram Férias e Roem a Corda - peça curta
Sofia Lomba, Clara Campos, Kate Falcão: exposição

mural feminista
selecção de filmes, fotos e músicas
banca
(fanzines, t-shirts e doce de tomate!!!)

e para xs mais novxs:
oficina na horta
oficina de movimento
oficina de haiku
conversa pipis e pilaus
vamos fazer uma assembleia?!


começa às 16h e acaba quando acabar...
pelo meio vai-se comendo e bebendo, conversando e dançando... senão não é a nossa revolução.

rachafeminista.blogspot.pt

riot grrrrrrl

5ª, 7 março, das 18h00 às 24h00
onde houver um computador com net (e placa de som... e colunas)
















A Rádio CasaBiba associa-se ao final de semana feminista da CasaViva, através duma playlist de música Riot Grrrrrl, livre e guerreira, a acompanhar as Tertúlias Punk 
para ser Punk é preciso ter colhões?
e a dar o lamiré para a RACHA! 
ou vai ou Racha?  

A partir das 18h00 do dia 7 de março até à meia noite (só para chatear), é só ir a  
radiocasaviva.blogspot.pt
e procurar, na coluna do lado direito, "como faço para ouvir?"

para ser punk é preciso ter colhões?

5ª, 7 março 19h00 entrada livre
Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/jantares. Convidamos todxs, punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.























A quarta é no dia 7 de Março, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, desta vez, a comida e o convívio inicial são feitos ao som de música livre e preocupada com as questões de género. Tudo isto para se pensar se o punk não se terá deixado transformar numa coisa essencialmente para gajos, numa espécie de antecâmara dum fim de semana feminista na CasaViva, com a RACHA!

19h00 Free riot grrrrl music e aconchego para o estômago 
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)

A 3ª Tertúlia Punk, no dia 21 de fevereiro, foi mais ou menos assim: 
esta merda é música ou é política?

esta merda é música ou é política?

Resumo da 3ª Tertúlia Punk na CasaViva, 21 fevereiro 2013
 
Este resumo já começa deficiente, uma vez que, na hora a que cheguei, o show dos Dead Kennedys já tinha acabado. Porém, o cheirinho a comida que vinha da cozinha demonstrava as coisas boas que ainda estavam para vir! Bem, depois de concretizada a acção de encher o estômago de comida, iniciamos os trabalhos com o já tradicional aviso de que tudo seria gravado, o que pode assustar alguns, mas que, para o Punkito, não fazia qualquer diferença. Mais uma vez, o debate teve a sua voz como trilha sonora.

Nesta noite, muitas perguntas se colocavam no ar: Punk é política? A estética do punk é necessariamente política, mas tem gente que só a leva pró lado estético? Ou então: É possível fazer punk sem fazer política? Qual é a influência que o punk teve na sua formação política? E esse jeito punk de fazer música é político?

Durante cerca de uma hora e meia, um intenso debate ocorreu, algumas vezes mais organizado, por muitas caótico, mas sempre interessante. Ao contrário do que aconteceu nas outras tertúlias, desta vez não fugimos ao tema do punk, nem caímos na nostalgia que pode se esperar de quarentões saudosos (essa foi só pra provocar...). Das coisas concretas que foram ditas, destaque para as iniciativas, segundo o Alex, “verdadeiramente” punks como, por exemplo, o Festival FDP, que inegavelmente possuía um cunho político, ou então as falas do Arnaldo que giravam em torno de um desejo de não rotular demais a coisa mas, ao mesmo tempo, de admitir que havia ali dentro de nós qualquer coisa de rebelde, qualquer coisa que grita, e que ao contacto com o punk essa tal coisa poder-se-ia libertar, ganhando voz e força, transformando-se em música e atitude.

Éramos quase 20 num debate que, por vezes, ficou bem quente, com vozes exaltadas e opiniões fortes, intenso como um bom mosh. No final do debate, terminado de maneira espontânea, sem que ninguém “determinasse” o seu fim, surge a pergunta do Kikas: “E afinal? Punk é política?”. Uns disseram sim, ninguém negou, mas o que se sabe é que de uma conversa boa como esta sairemos sempre com mais perguntas do que respostas.

space talking

, 5 março 21h00 entrada livre

Gipsy Rufina é o projecto a solo do cantautor nómada Emiliano “Gipsy” Liberali. Originário de uma pequena e claustrofóbica cidade no centro da Itália, enclausurada entre montanhas (o chamado Vale Santo), Gipsy desejava ver o que havia para além das montanhas. Para além das montanhas estava Roma, onde tocou em diversas bandas da cena punk/hardcore dos anos 90. Mas rapidamente Roma, com a sua mentalidade religiosa fechada, se tornou demasiado pequena e ele quis ver o que havia do outro lado do oceano. Vagueou pelos E.U.A. durante meses e começou a escrever canções com uma guitarra acústica que comprou em Chicago por 10 dólares.

Em 2004 foi parar a Colónia (Alemanha) e começou a dar concertos com os seus amigos e local heroes, os Cowboys On Dope, enquanto trabalhava em navios, indo e vindo do Brasil, do Tahiti ou das Ilhas Virgem. Pouco depois gravou a sua primeira maqueta, “Gipsy's Broke” num gravador de quatro pistas e começou a viajar com a sua música. Em 2007 lança o seu primeiro EP “Name your Beast” e torna-se num músico a tempo inteiro, sempre em digressão, fiel ao espírito dos antigos trovadores.

Agora regressa a Portugal para apresentar o seu último álbum “Space Talking”, editado em Outubro do ano passado numa parceria entre várias editoras europeias.

o punk e a política

5ª, 21 fevereiro 19h00 entrada livre






















Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/jantares. Convidamos todxs, punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.

A terceira é já no dia 21 de Fevereiro, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, logo a abrir, se po...derá ver um espectáculo de Dead Kennedys ao vivo. Tudo, neste terceiro encontro, para se pensar acerca das relações entre punk e política.

Então, será dentro disto:
19h00 Dead Kennedys (não é bem ao vivo, é ao vídeo)
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)

A 2ª Tertúlia Punk, no dia 7 de fevereiro, foi mais ou menos assim:  
(que) importa o que eu como

(que) importa o que eu como

2ª Tertúlia Punk da CasaViva, 7 fevereiro 2013
Bom ambiente e casa composta. Pedrinho e Marroco embalaram o pessoal com os seus cânticos revolucionários. Por volta das 20h30 (?) deu-se início às hostilidades, para se responder à questão (que) importa o que eu como e para pensar na relação que as opções alimentares de cada qual têm, ou não, com o punk. Discutimos os conceitos: vegetariano, freegan, pescetarianismo... e as razões que levam as pessoas a adoptar essas mesmas dietas (saúde, sustentabilidade ambiental). O Punkito não parava de punkar.

Discutiu-se o consumo em massa e insustentável dos produtos de origem animal, as respectivas consequências na nossa saúde, o desrespeito pela vida animal e a insustentabilidade económica das criações gigantescas de animais (comida utilizada na alimentação do gado). Falou-se nas alternativas sustentáveis à produção industrial, no potencial das cidades como espaços para produzir alimentos, no mau aproveitamento agrícola do zonas periféricas e do interior. Debateu-se o êxodo urbano para o campo e estabeleceu-se um paralelo com a actual situações económica do país e com todos os efeitos nefastos do capitalismo, do monopolismo e do consumismo.O Punkito não parava de punkar. Discutiu-se os preços de certos alimentos nos mercados e como isso afecta as opções de dieta. Explicou-se a produção pecuária e agrícola adoptada pelas populações no meio rural e todos os seus benefícios. Comparou-se ainda o modo de vida no campo com o modo de vida sedentário na cidade.

Concluiu-se que é possível ter uma alimentação saudável recorrendo a dietas mais sustentáveis e não tão nocivas para o ambiente. O vegetarianismo é, sem dúvida, a dieta mais ecológica. Por outro lado, a exploração pecuária é insustentável nos moldes capitalistas actuais e isso está a ter e continuará a ter consequência na humanidade e no ambiente. É possível também adoptar métodos de exploração pecuárias e agrícolas mais sustentáveis, equitativos e tecnologicamente avançados do que os actuais.O Punkito não parava de punkar.

carnaval da casaviva

sábado, 9 fevereiro 12h00 entrada livre
Ao contrário do nome, carne não vale no Carnaval da CasaViva. Por isso, a feijoada é vegetariana. Se quiseres aprender como se faz, aparece pelo meio-dia; se já souberes, aparece na mesma... podemos trocar experiências culinárias. Se quiseres, traz uma lata de feijão. 

Depois, virá a almoçarada, e como «todas as artes aspiram a alcançar a música» (Walter Pater) será a vez da animação de uma Roda de Samba, até às 17h00. É o Carnaval da CasaViva.