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frics com porta 65 fechada

Porta 65 Fechada é um movimento cívico apartidário de contestação ao novo programa de apoio ao arrendamento jovem, denominado Porta 65 Jovem. Trata-se de um conjunto de cidadãos de todo o país que reclama a “alteração profunda” das condições de acesso a este apoio, agora “apreensivamente restritivas e injustas”.

Critérios de pré-selecção “absurdos”, rendas máximas admitidas “desfasadas da realidade”, taxa de esforço que “exclui a maioria dos jovens em início de actividade profissional”, redução da duração do apoio, orçamento anual “claramente insuficiente”, para além de “insuficiente” ser também o período de transição entre o anterior programa Incentivo ao Arrendamento Jovem e o actual, são razões que orientam a contestação ao Porta 65 Jovem.

A contestação passa pela exigência de revogação do respectivo diploma legislativo. Nesse sentido, o movimento entregou, a 21 de Janeiro, uma carta ao Presidente da República e mantém uma
petição on line, que conta à data com cerca de 3500 assinaturas.
Nesse sentido também, o Porta 65 Fechada promoveu um fim-de-semana de contestação no Porto e em Lisboa, dias 9 e 10 do corrente.








No Porto, começou na CasaViva, com um concerto da Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa (FRICS), que incendiou o público com a energia e vitalidade da sua música e que, pela primeira vez, teve a participação de uma mulher, Ana Luísa à viola.

No final, viola e contrabaixo acompanharam Antónia Reis na apresentação do hino do movimento, uma adaptação d' "A Casa" de Vinicius de Moraes.










A noite prosseguiu com jantar e projecção de vídeos do movimento V de Vivienda que, em Espanha, luta pelo direito à habitação, mobilizando manifestações com milhares de pessoas. Foram também visionadas reportagens realizadas pelos media portugueses sobre o Porta 65 Jovem, expondo “as contradições de uma política que, nos próximos meses, vai tirar a casa a cerca de 17 mil jovens”, afirma o movimento Porta 65 Fechada.

Este evento teve como principal objectivo mobilizar os jovens para a manifestação da tarde seguinte, domingo, que congregou cerca de uma centena de pessoas, vindas de várias cidades do país, indignadas com as novas regras de apoio ao arrendamento jovem. Durante cerca de duas horas o desfile percorreu as ruas do centro do Porto, da Praça da Batalha até à Avenida dos Aliados, chamando a atenção da população para os graves problemas criados por esta nova lei e mostrando aos governantes que os jovens não vão aceitar ser tratados como cidadãos de segunda. Unidos na denúncia da mediocridade e cobardia política do novo programa, gritaram:

"Porta 65 está fechada; É política de fachada".

Mais info:
porta65fechada.net
porta65.blogspot.com

boiar





sábado dia 26 houve nevoeiro, no prato com fyta cola,

trashbaile

Duas horas a trashbailar no último sábado de 2007

numb skull e carnival bombs

Numb Skull












Carnival Bombs













Tocaram na CasaViva no início da noite de 28 de dezembro 2007

apontamentos históricos para a compreensão do sentimento nacional basco

Poucas vezes um acontecimento de solidariedade terá atingido de forma tão certeira o seu objectivo como a conversa que decorreu na tarde de 22 de Dezembro passado, dedicada ao povo basco e à sua luta. Quem teve o privilégio de estar na CasaViva a ouvir e interpelar Rui Pereira e alguns activistas da ASEH - Associação de Solidariedade com Euskal Herria saiu de lá com conhecimentos históricos e pinceladas de actualidade que ajudam a compreender definitivamente o sentimento nacional basco. Ora, quando se acredita que uma causa é merecedora de solidariedade, nada melhor do que partilhar o que se conhece, de forma a que a informação permita que novas pessoas possuam argumentação suficiente para ir desfazendo as inverdades que os poderes político e mediático paulatinamente inculcam. Foi isso que aconteceu. Rui Pereira, jornalista e autor do polémico livro "Euskadi - A Guerra Esquecida dos Bascos", cuja segunda edição foi, alegadamente, comprada quase na totalidade pelo Estado espanhol para a impedir de circular, abriu uma conversa enormemente pedagógica onde se debateram as razões históricas que conduziram ao conflito e a repressão de que é, actualmente, alvo um povo tão próximo de nós.

A “guerra do norte”, como lhe chamam os militares em Madrid, é o último processo político europeu com uma componente militar activa, agora que o IRA, por exemplo, baixou as armas. “É um conflito de baixa intensidade militar e altíssima intensidade política”, descreveu Rui Pereira. Euskadi foi o laboratório duma agenda repressiva mundial. Foi lá que se ensaiou a teoria da guerra total, que prevê operações militares de conquista e de controlo social das populações, através da policialização do conflito. A determinada altura, deixou de se tratar da luta dum exército contra um movimento armado e passou a ser apresentado como um caso de polícia, onde há criminosos que têm que ser detidos, porque atentam contra a democracia. Este véu, que transforma o conflito numa coisa que ele nunca foi, chama-se propaganda e está inscrita no topo do livro de instruções da guerra total que Espanha iniciou nos anos 80 e a que todo o Ocidente, entretanto, aderiu. A partir daqui pode-se fazer o que se quiser, testando os limites da tolerância internacional, que aumentou brutalmente depois de 2001. Tal como acontece hoje com Guantánamo e mais umas prisões secretas a soldo dos “aliados” já Euskadi tinha sentido na pele as deportações de pessoas sem culpa formada para “zonas de não direito”, territórios longínquos e sob domínio dos serviços secretos do Estado espanhol. No seguimento do 11 de Setembro de 2001, as coisas pioraram. Mas já lá vamos.

Antes, será melhor respeitar a ordem que a conversa seguiu e lembrar que o País Basco é uma entidade mais antiga do que Espanha. Ou que o 1º rei basco foi coroado três séculos antes de D. Afonso Henriques. Militarmente, o conflito com Castela existe desde o século XIII. Em 1521, o reino basco de Navarra cai. Em 1580, cai Lisboa. Trata-se, referiu o jornalista, do “mesmo movimento expansivo do centro, de Madrid, para a periferia. Do mesmo modo, nessas periferias, em Portugal, na Galiza, na Catalunha, no País Basco, começa a enraizar-se o repúdio pelo centro. De todas essas zonas, apenas Portugal logrou, já no século XVII resolver a sua questão”. Os bascos, por exemplo, ainda não a resolveram.

Mesmo dominando militarmente a zona, os reis de Castela sempre respeitaram os chamados “foros”, a democracia rural basca, forma através da qual a sociedade se organizava e pela qual sempre manteve uma autonomia relativa. Esse respeito pelos “foros” durou até ao século XIX, mais precisamente até 1871, altura em que foram suprimidos, juntamente com a última fronteira que separava Espanha do País Basco. “Tudo isto foi pura conquista militar”, repetiu várias vezes Rui Pereira, para que não deixássemos de o ter presente. Surge aí um novo nacionalismo, uma reinvenção duma tradição basca encetada por alguns pensadores e que esqueceu Navarra. Os territórios desse nacionalismo são definidos como Euskadi e integram Vitória/Gasteiz, Bilbau/Bilbo e San Sebastian/Donostia. Tinha, como todos os nacionalismos do século XIX, características marcadamente racistas e dele emergirá o Partido Nacionalista Vasco (PNV).

Em 1936, depois do que conhecemos por guerra civil espanhola, nome recusado pelos bascos, a vitória das forças de Franco deu origem a uma des-basquização, onde se mudaram nomes a mortos, onde se proibiu a língua e o baptismo com nomes bascos, no que foi um dos processos mais violentos do fascismo europeu de descaracterização de comunidades”. Em 1958, um grupo de jovens estudantes de S. Sebastian/Donostia e Bilbau/Bilbo, descontentes com a inacção do PNV, formaram um grupo a que chamaram Ekin, o que significa “Fazer”. E agir era, de facto, o objectivo deste grupo. Se necessário, com recurso à vertente militar. É daqui que nasce a ETA, que viria a ter um papel preponderante para a “transição democrática” espanhola (que Juan Carlos impôs no seguimento da morte de Franco), ao fazer explodir Carrero Blanco , “delfim do ditador, que ficou, assim, sem o sucessor que tinha vindo a preparar”, como notou Rui Pereira.

Se as coisas melhoraram momentaneamente, foi porque se tornou difícil articular a repressão, agora que o Estado espanhol entrava no clube das democracias, agora que escasseavam ditaduras amigas e agora que surgiam, por toda a Europa, movimentos armados. As estruturas mantinham-se, que a “transição democrática” não lhes mexeu, mas os objectivos passavam a ter dois sentidos: por um lado, “evitar que os comunistas tomassem conta daquilo” e, por outro, “evitar que Espanha se separe”. Entra-se, assim, em plenos anos 80 do século XX, no que o jornalista apelida de “democracia a duas velocidades” que transformou o problema nacional basco num problema policial espanhol e em questão repressiva à escala internacional. Entra-se na fase da guerra total.

Em Dezembro de 2001, surge um novo desenvolvimento, quando Baltazar Garzón declara ao ABC, diário de direita do Estado espanhol, que “não existe envolvente da ETA. Tudo é ETA”. Inaugura-se, então, uma nova fase, a que traz a possibilidade de declarar ilegais organizações inteiras. Desde então, aconteceu isso mesmo a 290 associações, entre elas grupos de mulheres, de jovens, de moradores. Tudo é ETA.

O PNV, partido actualmente no poder, é, oficialmente, independentista. É um partido democrata-cristão mas que, em muitos pontos, está muito à esquerda do partido socialista de Sócrates, por exemplo. Se, por um lado agrupa grande parte do empresariado basco, por outro, é-lhe afecta a maior central sindical basca. É tão abrangente que, na sua indefinição, se limita a uma prática de administrador da situação que existe. É, na teoria, revolucionário, porque afirma querer uma situação nova e, na prática, do sistema, porque não provoca nem cria novas situações Tem-se valido do chamado pragmatismo para se manter no poder , mostrando-se como alternativa única ao PP, e baseando-se no vamos, por pequenos passos, caminhando para uma autonomia maior, até que se possa reivindicar algo mais. Mas não se livra de ter ajudado a instituir a ideia de que o problema do País Basco é um problema de paz, quando se trata, de facto, de um problema de justiça.

É que, ainda hoje, a situação repressiva é de tal ordem que não se reduz à vertente militar, antes pretende retirar todo o oxigénio que permitia ao sentimento basco respirar. “O independentismo basco construiu espaços alternativos que o Estado espanhol não conseguia controlar institucionalmente. Havia vida para além do Estado espanhol. Foi isso que se quis destruir”, alertou Rui Pereira. Por estes dias, “há cidades fechadas por check points, há tortura, há presos políticos espalhados por todo o território do Estado espanhol, há revistas a 50 pessoas por terem o aspecto errado. Decidem que uma pessoa é terrorista e ilegalizam a associação a que pertence”.

Depois da conversa, a música solidária, que, como se pode ler no blog da ASEH, “começou com o hip hop corrosivo dos Stregul para, depois, dar lugar ao punk dos Sobressaltos e ao metal dos Razer. Durante os concertos, um projector lançava vídeos sobre a parede que ilustram bem o dia-a-dia do povo basco e da repressão que vive”.

www.paisbasco.blogspot.com

o registo da galinha

Para mais tarde recordar, palavras avulso caracterizaram o encontro promovido para contrariarmos a esperteza da raposa no galinheiro.

música e histórias na indignação da galinha

Às acções de rua, ao convívio e conversa do fim-de-semana de 14 a 16 de Dezembro, organizado para contrariarmos a esperteza da raposa no galinheiro e não ficarmos cada um a seu canto a esgravatar terra, juntou-se a música e uma contação de histórias.



Pedro :: Diana e as suas interventivas canções abriram a animação no sábado à noite.

Thomas Bakk e as suas divertidas e interactivas histórias encerraram a noite de sábado.


Abdul Moimême – sax, Henrique Fernandes – contrabaixo e Gustavo Costa – bateria, actuaram no domingo à noite, num trio improvisado muito aplaudido, fechando assim o fim-de-semana da indignação da galinha.

a indignação da galinha

Para contrariarmos a esperteza da raposa no galinheiro e não ficarmos cada um a seu canto a esgravatar terra, a cidade do Porto foi palco de uma série de acções no fim-de-semana de 14 a 16 de Dezembro:

Contra a vergonha e a precariedade dos recibos verdes


Grafiti junto à Estação de S. Bento

Porquê comprar se pode reutilizar?


Loja Livre, dizendo NÃO ao consumismo.
E questionário público sobre os OGM, para o não esquecimento.
Sta. Catarina abaixo.



Marcha dos empresários



Um grito irónico por ainda mais sacrifícios aos trabalhadores.
Sta Catarina acima



Marcha pela masturbação



Desta vez, o Tratado não é de Maastricht nem de Nice. É de Lisboa. Português. Nosso! Nem interessa que nos roube liberdades civis e direitos laborais. É NOSSO! Masturbemo-nos, pois. Com ele e com a maior árvore de natal da Europa.



Presépio subversivo


















e cantar as Janeiras





Presépio humano que adorava o menino EURO, ao som das janeiras sociais.




Balões no centro comercial














Outro NÃO ao consumismo.



Alternativas Ecológicas













Grafiti contra o pesadelo automóvel.

Em vários locais da cidade




Merenda nas Virtudes


"Virtudes de Rui Rui, FECHADO". Faixa deixada no Jardim das Virtudes - abandonado pela autarquia e fechado ao público -, depois de merenda no espaço e recolha de assinaturas contra o seu encerramento.



No final de tarde de domingo deu-se o ajuntamento reflectivo. Entre momentos musicais e histórias contadas, conversas paralelas e …tanto mais.
Foi então aberto o espaço para falar, pensar, trocar ideias e desfrutar deste fim-de-semana com Todos Vivos, saídos da toca.

E tanta coisa foi apalavrada, que a secretária não teve canetas suficientes para se aguentar e caiu!

registos da matiné punk

Dead Singer


Tootitan to Fall





Mr Myiagy





Afganistan Yeye's









a propósito de áfrica













Já gastamos a Europa, agora temos de ir para África com mais empenho, não chega o trabalho das nossas farmácias a impedi-los de controlar o HIV, a malária, a poliomielite e a doença do sono, não chega explorá-los com a nossa adaptável política de imigração, temos de definir novas fronteiras, já resultou no passado e desta vez não seremos nós a okupar, serão as empresas de alguém e a boa vontade das ONGs a dividi-los de novo, mas, desta vez, segundo regras da economia e quando derem por ela já sugámos toda a riqueza e esqueceram que a sua força está na sua cultura.
Eliminar qualquer suspeita de terrorismo e sair como libertadores de povos oprimidos por ditadores sem escrúpulos. Este método não deverá ser muito diferente do que por cá, de geração em geração, desenvolvemos e aperfeiçoamos.
Palavra da UE

















Influência Project













2 horas folk

Micah Blue Smaldone

















Chriss Sutherland









24 novembro

O Pica Miolos não apareceu. Mas tudo o resto correu como programado, ainda que num horário diferente.

O jantar antes de The Mystery Artist
















...e a conversa com José Nuno Matos a encerrar a noite.













Tema: a representatividade, ou melhor, a perca de representatividade dos sindicatos num mundo de trabalho em crise com o modelo salarial, em que os empregos já não são para toda a vida e em que precariedade aumenta à medida que decrescem os assalariados efectivos, os únicos que os sindicatos representam.


O Estado é o primeiro interessado no bom funcionamento dos sindicatos, que cada vez mais se assemelham a partidos políticos. E são conhecidas as organizações sindicais que se renderam ao capitalismo, partindo à conquista de associados com a contrapartida de descontos em determinadas empresas, com as quais estabeleceram protocolos.

Tudo isto a propósito do estudo que o Zé Nuno escreveu: Acção Sindical e Representatividade (Lisboa, Autonomia 27, 2007).

domingo punk

Dokuga











Eskizofrénicos











ChamberSpins3

contra o fascismo











Contra o fascismo, o MAP juntou quatro bandas portuguesas:
DMG |
Blood Disgrace | Cabeça de Martelo | Mancha Negra

lanche electrónico






Pedro escolheu música, enquanto Francisco cozinhou crepes, tartes e quiches, antes do concerto de Augusto.