O Terrorismo de Estado na Rússia. A Guerra na Tchetchénia

sábado, 24 fevereiro, a partir das 18h00 entrada livre

Há dois séculos que os tchetchenos são considerados terroristas, ora pelos czares do Império Russo, ora pelos dirigentes do Partido Comunista da URSS, ora pelos chefes da Federação Russa. Mas quem é terrorista nesta história?

Cristina Dunaeva e Fernando Bonfim procuraram a resposta e registaram a pesquisa no livro “O Terrorismo de Estado na Rússia: a guerra na Tchetchénia nos descaminhos da indústria da violência” (ed. Achiamé, Rio de Janeiro), assinando pela Ação Literária pela Autodertimanação dos Povos.

O foco principal da publicação é o conflito dessa pequena república situada na região a norte das montanhas do Cáucaso que reclama a independência. Por essa causa, Cristina Dunaeva e Fernando Bonfim (Brasil) estão em Portugal. Em Aljustrel, no Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia (www.goncalvescorreia.blogspot.com), dia 23 de Fevereiro, data da deportação de Tchetchenos e outros povos em 1944 (que corresponde a um dia de acções em países da Europa), e no Porto, na CasaViva167, no dia seguinte, sábado, 24, a partir das 18h00. Sobre a causa, trazem o livro que publicaram, fruto de dois anos de trabalho, fotografias e DVDs.

programa

18h00 – “Prisioneiro das Montanhas”, de Serguei Bodrov 1996
(legendas em castelhano)
Em 1994, logo após a desintegração da URSS, a Rússia invade a Tchecténia. Dois soldados russos são presos e levados para uma vila tchetchena no meio das montanhas, onde convivem com os moradores. Adaptação contemporânea de um conto de Liev Tolstoi (115’).

20h00 – jantar vegetariano (para ser grátis, traz comida para partilhar)

21h30 – Conversa com Cristina Dunaeva e Fernando Bonfim sobre O Terrorismo de Estado na Rússia e a guerra na Tchetchénia, num cenário de meia centena de fotografias.

23h30 – “A Casa dos Loucos”, de Andrei Kontchalovski 2003
(legendas em inglês)
Em 1995, durante as primeiras operações militares na guerra da Tchetchénia, um manicómio é abandonado pelos médicos e enfermeiros. Os pacientes – agora livres, em casa – passam a conviver com os rebeldes tchetchenos e o exército russo. (104’)

noite de carnaval

2ªfeira, 19 fevereiro, a partir das 22h00 entrada livre

exposição de fotografia
"máscaras" (2006)
Na busca da herança cultural da máscara portuguesa, Clara Campos Costa parte de cenários com referências e elementos rurais, fazendo uma analogia ao "lugar" das tradições. Apresenta máscaras construídas com base nas tradicionais portuguesas usando elementos como os chocalhos, os cornos e a língua e materiais como o pneu, a serapilheira, o metal e os farrapos, que são uma síntese dos materiais não só utilizado nas máscaras mas também nos trajes e disfarces que se utilizam originalmente.

cinema
"Audition", de Takashi Miike (115’) 2001
"O Bordel do Lago", de Kim Ki-Duk (88’) 2000
"Ikarie XB 1", de Jindrich Polak (84’) 1963
"Perfect Blue", de Satoshi Kon (81’) 1997

música pela noite

"acasos do olhar"

até sábado, 17 fevereiro entrada livre

4ª a 6ª, 19h-22h
sábados, 18h-24h




Acasos do Olhar, de Mariana Fiel.

Olhares casuais que retratam a sua experiência em diversos campos e situações desde a fotografia de reportagem ao mais espontâneo retrato familiar...

lançamento do "pica miolos"

sábado, 3 fevereiro, a partir das 16h00 entrada livre

programa

16h00 – abertura
Inauguração da exposição de fotografia “Acasos do Olhar”, de Mariana Fiel
Esta exposição transmite as imagens que Mariana Fiel captou nos caminhos da sua vida, ao longo de um ano.
São olhares casuais que retratam a sua experiência em diversos campos e situações desde a fotografia de reportagem ao mais espontâneo retrato familiar...

18h00 – cinema
“Era uma vez um arrastão”, de Diana Andringa
Dez de Junho, praia de Carcavelos. Muitos jovens juntam-se ao sol.
Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam ao país “o arrastão”, um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e “gangs”, terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma “inventona”.
“Era uma vez um arrastão” passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal.

18h30 – cinema
“Eu Vos Saúdo, Maria”, de Jean-Luc Godard
A actualização da história da Virgem Maria e de José; ou como Maria, estudante, virgem, aparece grávida sem que o namorado, motorista de táxi, lhe tivesse tocado. Godard a sondar o mistério, iconoclasta e profundamente metafísico, numa obra que a hierarquia católica estigmatizou organizando a polémica por cada sítio onde o filme passava. Muita gente ainda se recorda, por exemplo, do motim que quase aconteceu na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, onde o filme passou pela primeira vez em Portugal (sinopse retirada de Publico.pt)

20h30 – jantarada
Vamos ter sopa. E pedimos que, de forma a que o tacho seja grátis, tragas comida pronta a comer para partilhar. Podem ser iscas, rissóis, pizzas, pão, o que quiseres. Desde que contribua para a sustentabilidade do planeta, ou seja, que, pelo menos por uma refeição, não alimentes a indústria destrutiva da carne ou do peixe. Refeição vegetariana, pois então, de forma a que se dê o contributo para a diminuição do número de animais criados, transportados e assassinados sem condições nem dignidade; de forma a que se dê mais um passo rumo à utilização dos terrenos agrícolas para a abolição da fome mundial; de forma a que se dê mais horas de vida aos peixes em risco de extinção.

23h00 – concerto
Camirujo
Tanto tocam jazz, blues como rock. Mas esta noite prometem música calma, com a guitarra do Miguel e o baixo do João a acompanharem a voz da Carla. Sem a bateria do Hugo, que completa o quarteto Camirujo, jovem banda do Porto.

24h00 – concerto
F.R.I.C.S. (Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa)
A F.R.I.C.S. é um ponto de união entre algumas das mais obscuras celebridades do underground portuense.
Comungando do espírito ruidoso, festivo e comunitário das fanfarras da nossa infância, cada actuação da F.R.I.C.S. leva o público numa viagem psicadélica em direcção a um lugar muito distante das habituais noções de "fanfarra", "recreativa", ou "colher".
Num piscar de olhos ao futuro, a F.R.I.C.S orgulha-se de utilizar pautas em formato vídeo digital.

01h00 – concerto participativo
“Rivoli Songs”, pelo Coro de Okupas do Rivoli
“Okupamos o PA do Rivoli. Fomos detidos e akusados de usurpação e danos. Saímos à rua kom panfletos e kanções. Dia 3/02 voltamos à vaka fria. Com vídeo-agitação e kantoria, na CASAVIVA e na esperança louka de que não nos deixem desafinar sozinhos. Dispensamos bófias e SPAs.”

pela noite
Se achas que já ouviste tudo sobre a questão do aborto, prepara-te para surpresas...

paisagem sonora#3

sáb. 13 janeiro, 23h00 entrada livre

O duo Srosh, composto por Jonathan Cactus Man e Henrique Gameboy Fernandes, apresenta paisagem sonora#3.

O concerto explora texturas microscópicas, drones e gravações de campo mutantes para criar paisagens sonoras tão evocativas como um postal da Amazónia na época nas chuvas ou da Sibéria na época baixa.

mais info: http://www.soopa.org/, www.myspace.com/soopaserver


concerto electro.orgânico

passado e futuro dos Jazzu, no presente…
6ª feira, 15 dezembro, 24h00
entrada livre

Os concertos de Jazzu são um cruzamento de electrónica psicadélica com a performance suada ao vivo dos três músicos e do seu produtor, procurando desafiar todos os sentidos.

Jazzu é o ponto de encontro de três músicos amigos. Através dos anos cada um perseguiu o seu caminho no espectro alargado da música e suas formas, aprendendo e tentando novas vias e sons. Juntaram esforços em 2003, fundindo experiências e criando uma banda.

Após um longo período de produção, nasceu o primeiro álbum, trazendo forma e substância a um conjunto alargado de composições, sintetizadas num registo de oito temas.

Nuno Malheiro (voz), Serguei (multi-instrumentista) e Silvino (percussão) contam com a colaboração do produtor Syul, responsável pela produção áudio dos espectáculos ao vivo.

Mais info: http://www.jazzu.org/


música artesanal e caseira

concerto de azevedo silva
5ª feira, 7 dezembro, 22h30 entrada livre

“Um dia um miúdo na idade da acne agarrou numa guitarra e aprendeu a tocar. Hoje já não é miúdo e toca um som maduro e melancólico, com canções que bebem das suas influências mas que vão para além delas”, conta Azevedo Silva. Acaba de lançar a sua primeira demo, Clarabóia, com temas “carregados de verdade e imperfeições que se tornam humanos e naturais”. Na sua opinião, a música “devia ter sempre este aspecto artesanal e caseiro”, porque “é isso que a torna ainda mais especial”.

Azevedo Silva desloca-se este fim-de-semana ao norte, para três concertos, o primeiro dos quais na casaviva167.

Os temas de Clarabóia podem ser ouvidos e descarregados em www.myspace.com/projectoparalelo