riot grrrrrrl

5ª, 7 março, das 18h00 às 24h00
onde houver um computador com net (e placa de som... e colunas)
















A Rádio CasaBiba associa-se ao final de semana feminista da CasaViva, através duma playlist de música Riot Grrrrrl, livre e guerreira, a acompanhar as Tertúlias Punk 
para ser Punk é preciso ter colhões?
e a dar o lamiré para a RACHA! 
ou vai ou Racha?  

A partir das 18h00 do dia 7 de março até à meia noite (só para chatear), é só ir a  
radiocasaviva.blogspot.pt
e procurar, na coluna do lado direito, "como faço para ouvir?"

para ser punk é preciso ter colhões?

5ª, 7 março 19h00 entrada livre
Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/jantares. Convidamos todxs, punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.























A quarta é no dia 7 de Março, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, desta vez, a comida e o convívio inicial são feitos ao som de música livre e preocupada com as questões de género. Tudo isto para se pensar se o punk não se terá deixado transformar numa coisa essencialmente para gajos, numa espécie de antecâmara dum fim de semana feminista na CasaViva, com a RACHA!

19h00 Free riot grrrrl music e aconchego para o estômago 
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)

A 3ª Tertúlia Punk, no dia 21 de fevereiro, foi mais ou menos assim: 
esta merda é música ou é política?

esta merda é música ou é política?

Resumo da 3ª Tertúlia Punk na CasaViva, 21 fevereiro 2013
 
Este resumo já começa deficiente, uma vez que, na hora a que cheguei, o show dos Dead Kennedys já tinha acabado. Porém, o cheirinho a comida que vinha da cozinha demonstrava as coisas boas que ainda estavam para vir! Bem, depois de concretizada a acção de encher o estômago de comida, iniciamos os trabalhos com o já tradicional aviso de que tudo seria gravado, o que pode assustar alguns, mas que, para o Punkito, não fazia qualquer diferença. Mais uma vez, o debate teve a sua voz como trilha sonora.

Nesta noite, muitas perguntas se colocavam no ar: Punk é política? A estética do punk é necessariamente política, mas tem gente que só a leva pró lado estético? Ou então: É possível fazer punk sem fazer política? Qual é a influência que o punk teve na sua formação política? E esse jeito punk de fazer música é político?

Durante cerca de uma hora e meia, um intenso debate ocorreu, algumas vezes mais organizado, por muitas caótico, mas sempre interessante. Ao contrário do que aconteceu nas outras tertúlias, desta vez não fugimos ao tema do punk, nem caímos na nostalgia que pode se esperar de quarentões saudosos (essa foi só pra provocar...). Das coisas concretas que foram ditas, destaque para as iniciativas, segundo o Alex, “verdadeiramente” punks como, por exemplo, o Festival FDP, que inegavelmente possuía um cunho político, ou então as falas do Arnaldo que giravam em torno de um desejo de não rotular demais a coisa mas, ao mesmo tempo, de admitir que havia ali dentro de nós qualquer coisa de rebelde, qualquer coisa que grita, e que ao contacto com o punk essa tal coisa poder-se-ia libertar, ganhando voz e força, transformando-se em música e atitude.

Éramos quase 20 num debate que, por vezes, ficou bem quente, com vozes exaltadas e opiniões fortes, intenso como um bom mosh. No final do debate, terminado de maneira espontânea, sem que ninguém “determinasse” o seu fim, surge a pergunta do Kikas: “E afinal? Punk é política?”. Uns disseram sim, ninguém negou, mas o que se sabe é que de uma conversa boa como esta sairemos sempre com mais perguntas do que respostas.

space talking

, 5 março 21h00 entrada livre

Gipsy Rufina é o projecto a solo do cantautor nómada Emiliano “Gipsy” Liberali. Originário de uma pequena e claustrofóbica cidade no centro da Itália, enclausurada entre montanhas (o chamado Vale Santo), Gipsy desejava ver o que havia para além das montanhas. Para além das montanhas estava Roma, onde tocou em diversas bandas da cena punk/hardcore dos anos 90. Mas rapidamente Roma, com a sua mentalidade religiosa fechada, se tornou demasiado pequena e ele quis ver o que havia do outro lado do oceano. Vagueou pelos E.U.A. durante meses e começou a escrever canções com uma guitarra acústica que comprou em Chicago por 10 dólares.

Em 2004 foi parar a Colónia (Alemanha) e começou a dar concertos com os seus amigos e local heroes, os Cowboys On Dope, enquanto trabalhava em navios, indo e vindo do Brasil, do Tahiti ou das Ilhas Virgem. Pouco depois gravou a sua primeira maqueta, “Gipsy's Broke” num gravador de quatro pistas e começou a viajar com a sua música. Em 2007 lança o seu primeiro EP “Name your Beast” e torna-se num músico a tempo inteiro, sempre em digressão, fiel ao espírito dos antigos trovadores.

Agora regressa a Portugal para apresentar o seu último álbum “Space Talking”, editado em Outubro do ano passado numa parceria entre várias editoras europeias.

bámos juntos pá manif

sábado, 2 março a partir das 12h00
A CasaViva associa-se, à sua maneira, à manif do "Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena". Se razões não houvesse em número suficiente, ESTA, pelo menos, parece-nos suficientemente forte para sairmos de casa, trancar bem as portas e janelas, e ocuparmos o nosso espaço nas praças.
Assim, entre as 12h00 e as 15h00, descontamos na bjeka o imposto troikano cá do bairro, que representa 30% do custo total desse sumo de cereais. A comida, como de costume, mantém-se sem qualquer imposto de dívida.


Aparece, pá!

livro do mês de fevereiro

Porque um livro também respira, a Biblioteca da CasaViva destaca um livro mensal. Este mês, fevereiro 2013, saltou de uma prateleira A Metafísica do Amor, de Schopenhauer

A propósito surgiu a ideia de realizar um debate, que parte do desafio prévio a todxs para pensarmos nas diversas visões do conceito de Amor, no âmbito da filosofia, cinema, literatura, artes plásticas, música, teatro, comédia, experiências pessoais, etc..

, 28 fevereiro 21h30 entrada livre

Apresentação do livro A Metafísica do Amor, de Schopenhauer, e conversa sobre a tese central do autor (o amor como impulso sexual baseado na vontade de vida da espécie).

A partir daqui, pretende-se alargar a discussão, com as pessoas presentes a introduzirem outras perspectivas sobre o conceito de Amor, apoiadas em vários suportes, como poemas ou canções, excertos de filmes, imagens ou fotografias, livros ou histórias, teses ou tratados filosóficos, entre outras possibilidades.

No final, se possível, promover um choque de ideias que pode servir para perceber melhor as diferentes formas de relações existentes entre pessoas que partilham os mesmos sentimentos, de maneiras diferentes ou semelhantes.


A Metafísica do Amor
Schopenhauer
Coisas de Ler Edições
2006

Se o amor é uma realidade e ninguém dúvida da sua importância, porque será que é um objecto tão descurado pelos filósofos? É com esta questão que Schopenhauer inicia a sua tentativa de definição de amor. Tal como os poetas não prescindem deste tema nas suas obras, a filosofia também deve reflectir sobre este assunto sem simplismos nem preconceitos.

O amor, afirma Schopenhauer, é o impulso sexual baseado na vontade de vida da espécie. Sem esta vontade, os humanos, carregados de egoísmos, não se aproximariam do sexo oposto para procriar e, assim, a espécie humana estaria condenada à extinção. 

Desta forma é derrubada a noção romântica de amor, onde o sofrimento e a tormenta, ou a paixão e o deleite, são manifestações de um desejo inconsciente, um ímpeto irresistível, que é o instinto procriador. Não existe amor sem sexualidade, e a felicidade suprema é o bem da espécie, pois o que está em jogo é a sua sobrevivência.

O amor não é algo romântico, mas sim uma ilusão, onde somos escravos inconscientes da natureza quando julgamos que estamos a tentar satisfazer os nossos desejos particulares. 

A busca apaixonada pela beleza não se refere ao gosto pessoal de homens e mulheres, mas à verdadeira finalidade da sua aproximação, o novo ser. Na medida em que nos apaixonamos, nós desejamos as qualidades presentes no sexo oposto, as quais farão parte da nossa futura cria; além disso, não iremos desejar aqueles ou aquelas que não nos podem dar frutos e também não desejaremos aqueles ou aquelas que nos darão frutos que não corresponderão com as nossas expectativas de beleza e de vivacidade.

Portanto, o amor é baseado numa vontade maior do que a nossa, a vontade da espécie, o esplendor máximo da vontade individual. Esta vontade de viver faz com que demos valor à nossa existência e aspiremos à longevidade da espécie, é um desejo metafísico de prolongar a essência comum a todos os indivíduos. 

o punk e a política

5ª, 21 fevereiro 19h00 entrada livre






















Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/jantares. Convidamos todxs, punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.

A terceira é já no dia 21 de Fevereiro, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, logo a abrir, se po...derá ver um espectáculo de Dead Kennedys ao vivo. Tudo, neste terceiro encontro, para se pensar acerca das relações entre punk e política.

Então, será dentro disto:
19h00 Dead Kennedys (não é bem ao vivo, é ao vídeo)
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)

A 2ª Tertúlia Punk, no dia 7 de fevereiro, foi mais ou menos assim:  
(que) importa o que eu como

(que) importa o que eu como

2ª Tertúlia Punk da CasaViva, 7 fevereiro 2013
Bom ambiente e casa composta. Pedrinho e Marroco embalaram o pessoal com os seus cânticos revolucionários. Por volta das 20h30 (?) deu-se início às hostilidades, para se responder à questão (que) importa o que eu como e para pensar na relação que as opções alimentares de cada qual têm, ou não, com o punk. Discutimos os conceitos: vegetariano, freegan, pescetarianismo... e as razões que levam as pessoas a adoptar essas mesmas dietas (saúde, sustentabilidade ambiental). O Punkito não parava de punkar.

Discutiu-se o consumo em massa e insustentável dos produtos de origem animal, as respectivas consequências na nossa saúde, o desrespeito pela vida animal e a insustentabilidade económica das criações gigantescas de animais (comida utilizada na alimentação do gado). Falou-se nas alternativas sustentáveis à produção industrial, no potencial das cidades como espaços para produzir alimentos, no mau aproveitamento agrícola do zonas periféricas e do interior. Debateu-se o êxodo urbano para o campo e estabeleceu-se um paralelo com a actual situações económica do país e com todos os efeitos nefastos do capitalismo, do monopolismo e do consumismo.O Punkito não parava de punkar. Discutiu-se os preços de certos alimentos nos mercados e como isso afecta as opções de dieta. Explicou-se a produção pecuária e agrícola adoptada pelas populações no meio rural e todos os seus benefícios. Comparou-se ainda o modo de vida no campo com o modo de vida sedentário na cidade.

Concluiu-se que é possível ter uma alimentação saudável recorrendo a dietas mais sustentáveis e não tão nocivas para o ambiente. O vegetarianismo é, sem dúvida, a dieta mais ecológica. Por outro lado, a exploração pecuária é insustentável nos moldes capitalistas actuais e isso está a ter e continuará a ter consequência na humanidade e no ambiente. É possível também adoptar métodos de exploração pecuárias e agrícolas mais sustentáveis, equitativos e tecnologicamente avançados do que os actuais.O Punkito não parava de punkar.

A todxs xs amigxs da CasaViva

A CasaViva existe há quase sete anos, sempre irreverente, sempre contestatária. A Cozinha Cmunitária, a Horta, a Biblioteca, o Círculo de Estudos Artísticos, a Cicloficina, a Rádio, os Concertos, o Pica-Miolos, a Loja Livre, os Ritmos de Resistência são projectos que aqui vivem, além de muitas outras iniciativas. Tudo sempre (quase) sem dinheiro, mas com a ajuda de muitxs amigxs!

Acontece que nos últimos três meses a Casa sofreu dois assaltos (!!!???). Desapareceu dinheiro - aquele com que pagamos a água, a luz, o gás, a internet..., mas sobretudo desapareceu material indispensável aos concertos (ver fotos abaixo).

Fazemos este apelo a todxs para que a CasaViva possa retomar o quanto antes as actividades, sem ter de cancelar mais concertos e outras iniciativas: 

A QUEM AVISTAR O MATERIAL ROUBADO QUE NOS AVISE
por mail: casaviva167@gmail.com ou por sms: 910450172;

A quem tiver equipamento de som sem uso que possa disponibilizar,

A quem quiser enviar-nos algum guito que o pode fazer através do NIB 0010 00004694803 000122, da Sapato 43 (que gentilmente serve de intermediária), informando-nos da quantia transferida para o email da casa (acima).

A quem anda a pensar vir à Casa mas tem adiado, que espreite o blog!

Por aqui, estamos a procurar formas de repor o que foi roubado através da organização de benefits. Apelamos aos espaços, colectivos e pessoal amigx que faça o mesmo onde for possível.

Todxs somos poucxs para dar vida à Casa!






Acustica





Yamaha EMX62M





fevereiro 2013