Cinema América Latina

6ª, 15 março 21h30 entrada livre












sessão Guatemala
WHEN THE MOUNTAINS TREMBLE
Documentário que conta a história da repressão sobre o movimento indígena na Guatemala. Narrado por Rigoberta Menchu Tum, prémio Nobel da paz em 1992, mostra-nos como os interesses das multinacionais estadonuidenses se ligam facilmente aos governos, à CIA e influenciam o decurso da nossa História.
Idioma: Inglês

próximas sessões: 22 e 29 de março
Três documentários que mostram resistências ao poder do império na América Latina. Perceber este continente é perceber de que forma o que resta do conforto europeu é consequência da continuidade do colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão, tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma conquista que dura mais de 500 anos. São documentários e conversas para alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares do planeta que partilhamos.

punk é coisa de gajos?

Resumo da 4ª Tertúlia Punk na CasaViva, 7 março 2013

Música livre e preocupada com as questões de género acompanhou a janta que antecipou a 4ª (e última, para já) Tertúlia Punk da CasaViva, dia 7 de Março, ou o tema proposto não questionasse se é preciso ter colhões para ser punk. Que sim, é preciso, argumentaram uns; que não, o que é preciso é atitude, disseram outros. Elas eram em menor número, como parece manter-se a tendência no punk, mas não deixaram de se fazer ouvir. De todas as tertúlias punk, esta foi talvez a que confrontou maior diferença de opiniões. Por isso mesmo, há quem ache que foi a melhor de todas. Mas há também quem tenha ficado decepcionada. O Punkito esteve muito bem, o chato da noite foi o Alex.

E como quem fala de colhões fala de testosterona, a violência abriu a conversa. Não a violência em si, que disso não houve, se não banais tons de voz violentos recheados de caralhadas, apanágio de quem se quer verdadeiramente punk. Falou-se, sim, da violência enquanto fenómeno a que se assiste em muitos concertos punk, na CasaViva, por exemplo. Não é só coisa de gajos, as gajas dançam com igual violência. Mas não é violência, é forma de expressão. Já estive em rodas de duas horas e foi muito bom; se alguém agride, percebe-se que é para sair. Há uma diferença de comportamento quando uma gaja entra no mosh, comenta uma Maria. Só vai quem quer, lembra o Punkito. Já vi muito mais humanidade numa roda do que em muitas discotecas da filha da puta do mundo inteiro, completa o Alex.

Ponto final na violência, o moderador, também conhecido por facilitador e/ou fascistador, provoca os presentes: Pode um punk de crista ser fofinho? Ouviram-se respostas prontas: sim. Ouviram-se reticências: é difícil, pode ser considerado gay. Voltou a postura da virilidade que o macho gosta de aparentar, abordada já quando se falara de violência. Mas a testemunhar a positiva, vêm à baila punks fofinhos da Grã-Bretanha, anos 90. Queer ultraviolentos nas suas manifestações contra a igreja e a religião cristã e que tinham um lado bué de fofinho e bué de humano, amoroso, sem comportamento machista. O machismo e a sua denominação torna-se assunto. A sociedade é machista, acusa um macho. As mulheres são as transmissoras da forma patriacal da sociedade, contrapõe uma fêmea. Essa conversa não é para hoje, desvia o fascistador, lembrando o encontro feminista marcado para dois dias depois na CasaViva (http://rachafeminista.blogspot.pt/).

A conversa volta a centrar-se no punk. Numa banda de gajas punk os namorados ficam na banca? Risotas machistas. Arnaldo dá o exemplo de uma banda que gerou grande expectativa por ser formada só por gajas e cujo concerto foi uma grande banhada, o que o leva a afirmar que não faz sentido só por serem gajas criarem banda. Havia quem discordasse: punk é uma cultura musical em que faz todo o sentido que haja bandas só com gajas, curto ene bandas de gajas, Não consigo ver a coisa pelo género, gosto da cena, que se fodam as pilas, que se fodam as conas, temos todos cus. A questão do machismo volta em força quando um gajo refere que há espectacularização do aspecto da mulher quando actua: não basta ser cantora, há que ser gostosa. As mulheres estão sempre sujeitas a ouvir bocas machistas quando sobem ao palco. Para estar em certos sítios, uma gaja tem de ter mais colhões, tem de ir buscar uma coisa extra. Atitude. Sobre os namorados nas bancas, disso nem se falou. A conversa acabou por terminar com uma pergunta, retomado que foi o tópico inicial: A violência é necessariamente ruim?

ou vai ou RACHA?

sábado, 9 março, a partir das 16h00 entrada livre

a RACHA! é feminista
a RACHA! não é uma cena de gajas
a RACHA! quer partilhar e discutir o que é isso do "feminismo"
a RACHA! tem filhxs e namoradxs, e também quer discutir com elxs
a RACHA! toca, canta, mexe, escreve, pinta, filma, fala, grita, brinca, semeia…
a RACHA! aborta preconceitos e pare lutas
a RACHA!, como as coisas importantes da vida, não pede licença, e precisa de contar com gente de toda a sorte para existir plenamente

a RACHA vai!




























PROGRAMA

Pedro e Diana: concerto
Pedro, Luca e Bárbara Costa: concerto
Juliana Moura: performance
Diana Dionísio, Daniela Gama e Susana Baeta: Máquina Reprodutora, Borralheira, Princesa e Secretária Tiram Férias e Roem a Corda - peça curta
Sofia Lomba, Clara Campos, Kate Falcão: exposição

mural feminista
selecção de filmes, fotos e músicas
banca
(fanzines, t-shirts e doce de tomate!!!)

e para xs mais novxs:
oficina na horta
oficina de movimento
oficina de haiku
conversa pipis e pilaus
vamos fazer uma assembleia?!


começa às 16h e acaba quando acabar...
pelo meio vai-se comendo e bebendo, conversando e dançando... senão não é a nossa revolução.

rachafeminista.blogspot.pt

riot grrrrrrl

5ª, 7 março, das 18h00 às 24h00
onde houver um computador com net (e placa de som... e colunas)
















A Rádio CasaBiba associa-se ao final de semana feminista da CasaViva, através duma playlist de música Riot Grrrrrl, livre e guerreira, a acompanhar as Tertúlias Punk 
para ser Punk é preciso ter colhões?
e a dar o lamiré para a RACHA! 
ou vai ou Racha?  

A partir das 18h00 do dia 7 de março até à meia noite (só para chatear), é só ir a  
radiocasaviva.blogspot.pt
e procurar, na coluna do lado direito, "como faço para ouvir?"

para ser punk é preciso ter colhões?

5ª, 7 março 19h00 entrada livre
Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/jantares. Convidamos todxs, punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.























A quarta é no dia 7 de Março, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, desta vez, a comida e o convívio inicial são feitos ao som de música livre e preocupada com as questões de género. Tudo isto para se pensar se o punk não se terá deixado transformar numa coisa essencialmente para gajos, numa espécie de antecâmara dum fim de semana feminista na CasaViva, com a RACHA!

19h00 Free riot grrrrl music e aconchego para o estômago 
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)

A 3ª Tertúlia Punk, no dia 21 de fevereiro, foi mais ou menos assim: 
esta merda é música ou é política?

esta merda é música ou é política?

Resumo da 3ª Tertúlia Punk na CasaViva, 21 fevereiro 2013
 
Este resumo já começa deficiente, uma vez que, na hora a que cheguei, o show dos Dead Kennedys já tinha acabado. Porém, o cheirinho a comida que vinha da cozinha demonstrava as coisas boas que ainda estavam para vir! Bem, depois de concretizada a acção de encher o estômago de comida, iniciamos os trabalhos com o já tradicional aviso de que tudo seria gravado, o que pode assustar alguns, mas que, para o Punkito, não fazia qualquer diferença. Mais uma vez, o debate teve a sua voz como trilha sonora.

Nesta noite, muitas perguntas se colocavam no ar: Punk é política? A estética do punk é necessariamente política, mas tem gente que só a leva pró lado estético? Ou então: É possível fazer punk sem fazer política? Qual é a influência que o punk teve na sua formação política? E esse jeito punk de fazer música é político?

Durante cerca de uma hora e meia, um intenso debate ocorreu, algumas vezes mais organizado, por muitas caótico, mas sempre interessante. Ao contrário do que aconteceu nas outras tertúlias, desta vez não fugimos ao tema do punk, nem caímos na nostalgia que pode se esperar de quarentões saudosos (essa foi só pra provocar...). Das coisas concretas que foram ditas, destaque para as iniciativas, segundo o Alex, “verdadeiramente” punks como, por exemplo, o Festival FDP, que inegavelmente possuía um cunho político, ou então as falas do Arnaldo que giravam em torno de um desejo de não rotular demais a coisa mas, ao mesmo tempo, de admitir que havia ali dentro de nós qualquer coisa de rebelde, qualquer coisa que grita, e que ao contacto com o punk essa tal coisa poder-se-ia libertar, ganhando voz e força, transformando-se em música e atitude.

Éramos quase 20 num debate que, por vezes, ficou bem quente, com vozes exaltadas e opiniões fortes, intenso como um bom mosh. No final do debate, terminado de maneira espontânea, sem que ninguém “determinasse” o seu fim, surge a pergunta do Kikas: “E afinal? Punk é política?”. Uns disseram sim, ninguém negou, mas o que se sabe é que de uma conversa boa como esta sairemos sempre com mais perguntas do que respostas.

space talking

, 5 março 21h00 entrada livre

Gipsy Rufina é o projecto a solo do cantautor nómada Emiliano “Gipsy” Liberali. Originário de uma pequena e claustrofóbica cidade no centro da Itália, enclausurada entre montanhas (o chamado Vale Santo), Gipsy desejava ver o que havia para além das montanhas. Para além das montanhas estava Roma, onde tocou em diversas bandas da cena punk/hardcore dos anos 90. Mas rapidamente Roma, com a sua mentalidade religiosa fechada, se tornou demasiado pequena e ele quis ver o que havia do outro lado do oceano. Vagueou pelos E.U.A. durante meses e começou a escrever canções com uma guitarra acústica que comprou em Chicago por 10 dólares.

Em 2004 foi parar a Colónia (Alemanha) e começou a dar concertos com os seus amigos e local heroes, os Cowboys On Dope, enquanto trabalhava em navios, indo e vindo do Brasil, do Tahiti ou das Ilhas Virgem. Pouco depois gravou a sua primeira maqueta, “Gipsy's Broke” num gravador de quatro pistas e começou a viajar com a sua música. Em 2007 lança o seu primeiro EP “Name your Beast” e torna-se num músico a tempo inteiro, sempre em digressão, fiel ao espírito dos antigos trovadores.

Agora regressa a Portugal para apresentar o seu último álbum “Space Talking”, editado em Outubro do ano passado numa parceria entre várias editoras europeias.

bámos juntos pá manif

sábado, 2 março a partir das 12h00
A CasaViva associa-se, à sua maneira, à manif do "Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena". Se razões não houvesse em número suficiente, ESTA, pelo menos, parece-nos suficientemente forte para sairmos de casa, trancar bem as portas e janelas, e ocuparmos o nosso espaço nas praças.
Assim, entre as 12h00 e as 15h00, descontamos na bjeka o imposto troikano cá do bairro, que representa 30% do custo total desse sumo de cereais. A comida, como de costume, mantém-se sem qualquer imposto de dívida.


Aparece, pá!