sábado, 30 março 15h00 entrada livre
espaço temporário*multicultural*interventivo*gratuito*sem fronteiras*sem rosto*experimental*revoltado*apartidário
Cinema América Latina #3
6ª, 29 março 21h30 entrada livre
ZAPATISTA
www.bignoisefilms.com/ films/features/90-zapatista
ZAPATISTA
1 de janeiro de 1994: o dia em que entra em vigor o Tratado de Livre Comércio. Minutos após a meia noite, no sudeste mexicano milhares de soldados indígenas tomam posse de metade do estado de Chiapas, declarando a guerra pela humanidade contra o poder global corporativo. Chamam-se Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Documentário que retrata este momento da História, dxs zapatistas que inspiraram o movimento antiglobalização. A seguir conversa sobre a actualidade do México e dos movimentos revolucionários.
Idioma: Inglês/Castelhanowww.bignoisefilms.com/
Último de três documentários que mostram resistências ao poder do império na América Latina.
Perceber este continente é perceber de que forma o que resta do conforto europeu é consequência da continuidade do colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão, tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma conquista que dura mais de 500 anos.
São documentários e conversas para alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares do planeta que partilhamos.
Perceber este continente é perceber de que forma o que resta do conforto europeu é consequência da continuidade do colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão, tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma conquista que dura mais de 500 anos.
São documentários e conversas para alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares do planeta que partilhamos.
leituras partilhadas na biblioteca
4ª, 27 março 21h00 entrada livre
Leituras partilhadas de:
Os princípios da Novilíngua, de George Orwell
Temos assistido gradualmente a uma espécie de «limpeza» lexical que participa na re-escrita da História do nosso mundo. Os exemplos estão à vista no longo, tortuoso e genocida percurso da humanidade. No contexto português, basta lembrar os momentos mais horrendos da História e mais recentemente as reformulações feitas no campo das denominações laborais, basta ouvirmos as batalhas entre puristas conservadores e puristas criadores da língua, basta estarmos atentos aos vocábulos utilizados nos media, nos discursos dos dirigentes dos estados, basta ver o empobrecimento geral e programado a nível das políticas educativas da língua que falamos e partilhamos.
A língua pertence aos falantes de uma língua. Ela cresce e re-cria-se no acto da fala. Utilizá-la e conhecê-la é a melhor maneira de a actualizar com vocábulos antigos ou neologismo que descrevem o nosso pensar. É um trabalho individual para partilhar com palavras.
Inebriemo-nos de palavras!
O texto de Palavras ao Alto, Os princípios da Novilíngua, foi escrito em anexo a uma narrativa de ficção distópica e de certo modo visionária, intitulada 1984 por George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair (1903-1950), escritor e jornalista inglês. O romance 1984 foi escrito em 1948 (daí o título com os 2 últimos dígitos invertidos) e publicado em Londres em 1949. Conta a história de Winston Smith que trabalha no ministério da verdade, onde participa na re-escrita da história e da língua. Mas, W. Smith apaixona-se por Julia e vai questionar o mundo onde vive...
Neste breve texto Os princípios da Novilíngua G. Orwell explica como é que esta nova língua funciona e qual o seu objectivo. «A novilíngua foi concebida não para aumentar, mas para restringir o campo do pensamento, propósito indirectamente servido pela redução ao mínimo da gama das palavras.»
Leituras partilhadas de:
Os princípios da Novilíngua, de George Orwell
Todo o pensamento está intimamente ligado às palavras, quando o verbalizamos (quer pela fala, quer pela escrita) estamos a dar passos de gigantes para o seu crescimento. Assim, a língua deve ser sempre tomada de assalto para evitar que nos toldem o pensamento!
Temos assistido gradualmente a uma espécie de «limpeza» lexical que participa na re-escrita da História do nosso mundo. Os exemplos estão à vista no longo, tortuoso e genocida percurso da humanidade. No contexto português, basta lembrar os momentos mais horrendos da História e mais recentemente as reformulações feitas no campo das denominações laborais, basta ouvirmos as batalhas entre puristas conservadores e puristas criadores da língua, basta estarmos atentos aos vocábulos utilizados nos media, nos discursos dos dirigentes dos estados, basta ver o empobrecimento geral e programado a nível das políticas educativas da língua que falamos e partilhamos.
A língua pertence aos falantes de uma língua. Ela cresce e re-cria-se no acto da fala. Utilizá-la e conhecê-la é a melhor maneira de a actualizar com vocábulos antigos ou neologismo que descrevem o nosso pensar. É um trabalho individual para partilhar com palavras.
Inebriemo-nos de palavras!
O texto de Palavras ao Alto, Os princípios da Novilíngua, foi escrito em anexo a uma narrativa de ficção distópica e de certo modo visionária, intitulada 1984 por George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair (1903-1950), escritor e jornalista inglês. O romance 1984 foi escrito em 1948 (daí o título com os 2 últimos dígitos invertidos) e publicado em Londres em 1949. Conta a história de Winston Smith que trabalha no ministério da verdade, onde participa na re-escrita da história e da língua. Mas, W. Smith apaixona-se por Julia e vai questionar o mundo onde vive...
1984 denuncia o totalitarismo com base nos dois «ingredientes» fundadores das sociedades: a história e a linguagem. A sociedade totalitária descrita em 1984 põe em cena Big Brother, o chefe supremo do partido SOCING, presente em toda a parte através das múltiplas «teletelas» que observam e controlam todos os habitantes de Londres (que neste romance é uma região da Oceânia).
Os lemas que regem este mundo são os
seguintes: A guerra é a paz, A liberdade é a escravatura, A ignorância é a força. Nesta
sociedade promove-se a delação, o ódio e desaconselha-se a amizade e o amor. O partido supremo trabalha na formulação de uma nova língua (daí Novilíngua) para erradicar o «crime pelo pensamento», procedendo à eliminação das palavras que possam permitir um pensamento contrário, portanto há palavras banidas, eliminadas do vocabulário
para dar lugar a outras palavras mais adequadas para manter a população sobre controlo.
Neste breve texto Os princípios da Novilíngua G. Orwell explica como é que esta nova língua funciona e qual o seu objectivo. «A novilíngua foi concebida não para aumentar, mas para restringir o campo do pensamento, propósito indirectamente servido pela redução ao mínimo da gama das palavras.»
O coro vai ao Musas
3ª, 26 março 18h00 entrada livre
Aparece e vai treinando:
A Semana Sangrenta
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
O coro quer movimentar-se pelos
principais espaços alternativos do Porto, de forma a anagariar vozes e
também para dinamizar e conhecer os outros espaços. Desta vez será no
Musas, Rua do Bonjardim, nº998.
Aparece e vai treinando:
A Semana Sangrenta
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
Tolerância zero contra a violência policial
A CasaViva é solidária com o movimento que se forma no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, para que se faça justiça sobre a morte do jovem Rúben Marques, apelando à presença na Concentração contra a violência policial este sábado, 23 de março, na praça Bocage, às 11 horas, em Setúbal.
No dia 16 de Março, na Bela Vista, o Rúben Marques, de 18 anos, morreu vítima de uma perseguição policial. Num triste episódio que se vem repetindo ao longo dos anos em diferentes bairros: a polícia recorre sistematicamente ao uso de armas de fogo acabando por matar, directa ou indirectamente, jovens de bairros ditos “sociais”.
Mais uma vez a polícia mostra que para ela o crime tem cor e classe social. Enquanto nos seus fatos e escritórios os banqueiros e os políticos continuam impunemente a roubar-nos, por via legal ou não, jovens dos bairros mais pobres sofrem a violência extrema exercida pelas forças de (in)segurança. Até quando aguentaremos passivos a isso? Será que teremos que esperar que as situações cheguem ao nosso quintal para fazermos, de facto, alguma coisa?
Cronologia recente e incompleta de mortes em operações policiais:
16-03-2013
Rúben Marques, 18 anos. Manteigadas, Setúbal
Perdeu a vida em despiste de mota após perseguição e disparos efectuados por agentes da PSP.
04-08-2012
Flávio Rentim, 18 anos. Campolide, Lisboa
Atingido mortalmente no pescoço por agente da PSP durante perseguição pedonal na linha ferroviária.
09-07-2012
José Ferreira, “Crespo”, 21 anos. Fânzeres, Gondomar
Atingido mortalmente por disparo de miltar da GNR após perseguição policial.
15-03-2010
Nuno Manaças “MC Snake”, 30 anos. Benfica, Lisboa
Atingido mortalmente nas costas por disparos de agente da PSP após perseguição policial.
13-01-2010
Álvaro Sérgio, 27 anos. A43 (IC29), Gondomar
Atingido mortalmente nas costas por disparos de militar da GNR após perseguição policial.
30-05-2009
Antonino Vieira, “Toninho Tchibone”, 23 anos. Portimão, Algarve
Atingido na nuca por disparo de militar da GNR após perseguição policial.
13-02-2009
Tiago Correia, “Seedorf”, 20 anos. Pontes, Setúbal
Atingido no rosto, por disparo de agente da PSP após perseguição policial.
04-01-2009
Elson Sanchez “Kuko”, 14 anos. Bairro de Sta Filomena, Amadora
Atingido por agente da PSP na cabeça, a menos de meio metro de distância, após perseguição policial.
Acidente é o nome dos assassinatos nos bairros pobres
Cinema América Latina #2
6ª, 22 março 21h30 entrada livre
HIDDEN IN PLAIN SIGHT
Última sessão - 6ª, 29 de março: ZAPATISTA
films/features/90-zapatista
HIDDEN IN PLAIN SIGHT
A Escola das Américas é o lugar onde se
geraram as grandes ditaduras latinoamericanas do século XX, onde se
formaram mercenários e lhes foram ensinadas técnicas de
contra-insurgência de modo a garantir os interesses económicos das
elites dos EUA. Um documentário que nos mostra e explica o porquê da
violência na América Latina e nos mostra as lutas nos EUA para fechar a
escola.
Segundo de três documentários que mostram resistências ao poder do império na
América Latina. Perceber este continente é perceber de que forma o que
resta do conforto europeu é consequência da continuidade do
colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão,
tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos
mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela
sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma
conquista que dura mais de 500 anos. São documentários e conversas para
alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares
do planeta que partilhamos.
Última sessão - 6ª, 29 de março: ZAPATISTA
1 de janeiro de 1994: o dia em que entra em vigor o Tratado de Livre Comércio. Minutos após a meia noite, no sudeste mexicano milhares de soldados indígenas tomam posse de metade do estado de
Chiapas, declarando a guerra pela humanidade contra o poder global
corporativo. Chamam-se Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Documentário que retrata este momento da História, d@s zapatistas que
inspiraram o movimento antiglobalização. A seguir conversa sobre a
actualidade do México e dos movimentos revolucionários.
Idioma: Inglês/Castelhano
www.bignoisefilms.com/Idioma: Inglês/Castelhano
Coro
terça, 19 março 18h00 entrada livre
Aproveitando que o maestro está para fora, numa tentativa de revolta contra a hierarquia e o autoritarismo, o coro organiza-se por si só para despertar e seduzir outros a se juntarem a cantar o que contam.
Aproveitando que o maestro está para fora, numa tentativa de revolta contra a hierarquia e o autoritarismo, o coro organiza-se por si só para despertar e seduzir outros a se juntarem a cantar o que contam.
Aparece e vai treinando :
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
cinema comunitário
domingo, 17 março 21h30 entrada livre

Land and Freedom, de Ken Loach (109')
O Cinema Comunitário volta à CasaViva. Qualquer pessoa pode participar, propondo filmes, temas, formas, géneros ou estilos. Acompanhado de iguarias caseiras regadas com líquidos espirituosos ou tropicais.

Land and Freedom, de Ken Loach (109')
ling.: Inglês, Castelhano, Catalão
leg.: Português
O
desejo de defender a liberdade impulsionou pessoas de diferentes
nacionalidades a desembarcarem em Espanha no período de 1936-37. Tendo como pano de fundo a Revolução Espanhola, conta a história de um
jovem desempregado comunista, David, que deixa a sua cidade natal,
Liverpool, para se juntar à luta contra o fascismo de Francisco Franco. Na sua vivência durante a guerra, e depois de várias
reviravoltas, vai tomando cada vez mais consciência de que a ganância
pelo poder e pela propriedade são inimigos de uma vivência pacífica e
justa neste mundo.
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