No 1º de Maio de 2013, a partir das 15 horas, estaremos na Avenida dos Aliados, junto à estátua de Almeida Garrett, para dar voz à nossa revolta!
espaço temporário*multicultural*interventivo*gratuito*sem fronteiras*sem rosto*experimental*revoltado*apartidário
tirem as patas do indymedia

Na Europa, numa altura em que há já muita gente a alimentar-se de caixotes do lixo, enquanto outros escolhem o suicídio perante o espectro da perda de dignidade, numa sociedade em que os direitos à saúde e à educação são já quase uma memória, num regime em que tudo se submete ao poder invisível e absoluto dos mercados, há quem diga que ainda não se pode falar de fascismo, uma vez que se mantém a liberdade de expressão e é dada voz aos movimentos de contestação.
Na Grécia, onde a pauperização é mais aguda, a população, paralisada
e desprezada pela agenda política e pelo colapso geral, tende a
radicalizar-se. E o movimento anti-autoritário, de raiz libertária, tem
crescido enormemente, constituindo, neste momento, uma voz bastante
presente nos movimentos de resistência. O que explica que, para além da
repressão, directa ou indirecta, que sempre sofreu numa base diária,
esse movimento seja, neste momento, o alvo principal da máquina de
defesa do regime.
A promoção que, com a ajuda dos média, é feita aos fascistas do
Aurora Dourada insere-se neste esquema. Esquema esse que teve o seu
primeiro ponto alto quando as ocupas e os espaços autogeridos ficaram
sob fogo intenso.
A repressão é o medo dos poderosos
A ideia é acabar com as estruturas que conseguiam aproximar o movimento do resto da sociedade.
A última explosão foi o fecho do Indymedia de Atenas e das rádio de
contra informação 98FM e Radio Entasi, que, desde 11 de Abril, estão
sujeitos a repressão de bastidores, sem que haja uma questão legal
concreta.
O fecho destes três canais de contra-informação, que têm um impacto social enorme (o Indymedia de Atenas está entre os sites com maior número de visitas diárias), é uma escolha política clara do governo grego, que tenta aniquilar as formas com que uma parte considerável da população grega tenta manter-se informada e acaba por se radicalizar como consequência.
Num momento dum ataque tão forte contra os meios de informação e as
estruturas sociais do movimento anti-autoritário, não nos podemos dar ao
luxo de perder ou recuar. Nem na Grécia, nem noutro país qualquer.
É preciso perceber que foi a inércia política, a viciação no politicamente correcto e a “legalidade” que levaram a este estado de absoluta submissão onde se acha normal que as vozes mais radicalmente opostas ao regime sejam silenciadas “pelo bem de todos”.
É hora de percebermos que o fascismo, de que se diz que não pode
voltar, afinal está aí, ao virar da esquina. E que só não passará se,
cada vez que se manifestar, cada um de nós agir como se um ataque a um
seja um ataque a todos.
Abril 2013
jantar solidário com luta bielorrussa
sábado, 27 abril 22h00 entrada livre
A Bielorrússia apresenta-se como uma república semipresidencialista. Contudo, desde a chegada de Alexander Lukashenko ao poder, em 1994, tem vindo a revelar um rosto nitidamente ditatorial através de leis e decisões políticas que pretendem aniquilar as vozes divergentes.
Este sábado, a CasaViva dará a conhecer alguns aspectos da luta bielorrussa com um jantar bielorrusso-vegano, partilha de documentário, escrita de cartas solidárias e envio de algum dinheiro para ajudar a Black Cross junto dos detidos bielorrussos.
A Bielorrússia apresenta-se como uma república semipresidencialista. Contudo, desde a chegada de Alexander Lukashenko ao poder, em 1994, tem vindo a revelar um rosto nitidamente ditatorial através de leis e decisões políticas que pretendem aniquilar as vozes divergentes.
A repressão começou de forma mais sistemática em Setembro de 2010, concretizando-se em detenções e encarceramentos. Os activistas Ihar Alinevich, Mikalai Dziadok, Artsiom Prakapenka, Aliaksandr Frantskievich, Jauhen Vas´kovich, detidos no Outono de 2010 e Inverno de 2011 e condenados a passar de 3 a 8 anos na prisão em Maio de 2011 por uma série de ataques aos símbolos do Estado e do capital, encontram-se actualmente encarcerados.
Durante estes últimos anos, companheirxs e parentes têm feito os possíveis para ajudar os detidos e procurar meios para libertá-los. Em Outubro de 2011, foram reconhecidos como presos políticos por organizações de direitos humanos. Este facto dá-lhes grandes hipóteses de serem libertados mais rapidamente, isto porque parece que o presidente da Bielorrússia está sujeito a alguma pressão vinda da União Europeia no sentido de se libertarem todxs xs presxs políticxs. Desde Agosto de 2011, perdoou mais de 30 detidos, mas nenhum de nossos companheiros foi libertado.
Documentário sobre a Grécia de hoje
4ª, 24 abril 21h00 entrada livre
Χρεοκρατία hreokratía (Debtocracy)
De Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou
Grécia. Doc. (74')
Χρεοκρατία hreokratía (Debtocracy)
De Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou
Grécia. Doc. (74')
Documentário que se centra nas causas da
crise da dívida grega em 2010 e possíveis soluções futuras que poderiam
ser dadas para o problema, que não estão a ser consideradas pelo governo
do país.
A equipa de produção cunhou a palavra "Debtocracy" (do grego "Χρεοκρατία"), definindo-a como a condição em que a Grécia se encontrava presa na sua dívida. O termo é cunhado a partir das palavras "χρέος" (dívida) e do grego "κράτος" (potência,-ocracy) de uma forma similar de outras palavras sobre as formas de governo (como a democracia, aristocracia, teocracia, etc.).
Distribuído on-line sob licença Creative Commons e disponível em Grego e
Inglês, com legendas em Francês, Espanhol e Português.
curta exposição da biblioteca dos estragos
6ª, 19 abril 20h00 entrada livre
20h00 Jantar de apoio à B.O.E.S.G.
20h00 Jantar de apoio à B.O.E.S.G.
22h00 Apresentação da Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada (B.O.E.S.G.)
Após dois séculos de produção industrial-mercantil, fruto da ideologia da técnica, a acumulação de desastres é enorme. O prometido «progresso moral e social» que nos levava à «felicidade universal», transformou-se em pesadelo.
Por um lado, em parte nenhuma o Estado é menos Estado, menos potente, menos directivo. Pelo contrário, o Estado é cada vez mais opressivo à medida que é cada vez mais abstracto. E o resultado da demissão do indivíduo na resolução dos problemas da actualidade é uma desordem sem precedentes através de uma ordem rigorosa mas claramente inumana.
Por outro lado, aquilo que se produz é na sua grande maioria insalubre, destrutivo, nefasto para o ser humano, para os restantes animais, para os vegetais, para os elementos mais básicos à vida: a água, a terra, o ar.
Além disso, a sociedade tecno-industrial-mercantil produz simultaneamente mulheres e homens capazes de suportar um mundo cada vez mais afastado quer do humano quer do meio natural. Ou pelo menos incapazes de formular e de comunicar a sua insatisfação, o que é o mesmo. São pois estes aspectos da produção de estragos que queremos sabotar, uma vez que é aí que podemos ter alguma acção.
O nosso propósito, enquanto Biblioteca Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada* - e Dos Meios Para a Combater - tem dois objectivos: mostrar como cada uma das especializações profissionais que compõem a actividade social contribuem para a degradação geral das condições de existência; vamos cartografar essa degradação expondo a produção de estragos como desenvolvimento autoritário onde a arbitrariedade é, na nossa época, a imagem invertida da liberdade possível.
Trata-se ao mesmo tempo de indicar, ali onde se puder discernir, as vias para ultrapassar esta paralisia do ser humano que os governantes, os proprietários, os tecnofílicos sonham tornar irreversível, sobrecarregando o presente com próteses.
Não temos modelos para edificarmos a Biblioteca dos Estragos; tudo está para construir.
*Sociedade globalizada, englobante, poderosamente integradora e abstracta.
CORO
5ª, 18 abril 18h00 entrada livre
Aparece e vai treinando:
P'ra além do bufo e do militar
Já só se vêem nos caminhos
Velhos e tristes a chorar
Pobres viúvas e meninos
Até Paris cheira a miséria
Mesmo os sortudos assustados
A moda também vai à guerra
Há passeios ensanguentados
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
Perseguem, prendem e fusilam
Qualquer pessoa ao acaso
A mãe ao lado da sua filha
Nos braços do velho o rapaz.
Em vez da bandeira vermelha
O que se agita é o terror
Do escroque que se ajoelha
Aos pés do rei, do imperador
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
Já os agentes da polícia
Estão nos passeios outra vez
Acham (o) serviço uma delícia
Com as pistolas que tu vês
Sem pão, sem armas, sem trabalho
A gente vai ser governada
Por um vigário ou um paspalho
Por bufos e por cães de guarda
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
O povo atrelado à miséria
Será que vai ser sempre assim?
Até quando os senhores da guerra
Vão ficar com todo o pilim?
Vai até quando a santa elite
Tratar-nos assim como gado?
Pra quando o fim deste regime
da injustiça e do trabalho?
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
Mais um encontro de rouxinóis vai acontecer, tragam o bagaço para aquecer as vozes e traz ideias de cantigas que gostasses que se cantasse.
A ver se em Abril 25 ou Maio 1º se canta alguma coisa por aí.
A ver se em Abril 25 ou Maio 1º se canta alguma coisa por aí.
Aparece e vai treinando:
Já só se vêem nos caminhos
Velhos e tristes a chorar
Pobres viúvas e meninos
Até Paris cheira a miséria
Mesmo os sortudos assustados
A moda também vai à guerra
Há passeios ensanguentados
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
Perseguem, prendem e fusilam
Qualquer pessoa ao acaso
A mãe ao lado da sua filha
Nos braços do velho o rapaz.
Em vez da bandeira vermelha
O que se agita é o terror
Do escroque que se ajoelha
Aos pés do rei, do imperador
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
Já os agentes da polícia
Estão nos passeios outra vez
Acham (o) serviço uma delícia
Com as pistolas que tu vês
Sem pão, sem armas, sem trabalho
A gente vai ser governada
Por um vigário ou um paspalho
Por bufos e por cães de guarda
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
O povo atrelado à miséria
Será que vai ser sempre assim?
Até quando os senhores da guerra
Vão ficar com todo o pilim?
Vai até quando a santa elite
Tratar-nos assim como gado?
Pra quando o fim deste regime
da injustiça e do trabalho?
Sim, mas... a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar
diversão sem alienação com música brasileira
sábado, 13 abril, a partir das 17h00 entrada livre
19h30 Concerto de Forró com Sérgio Guri e banda
21h00 DJs (Dança e Balança)
Feijoada e quitutes a contribuição livre
17h30 Roda de Samba com o grupo Samba sem fronteiras
19h30 Concerto de Forró com Sérgio Guri e banda
21h00 DJs (Dança e Balança)
22h00 Apresentação e conversa sobre o recente despejo da Aldeia Maracanã: Estado policial e violações de direitos humanos no contexto dos megaeventos (Copa e Olimpíadas) no Brasil.
A programação da Rádio Casa Viva será dedicada às músicas de intervenção brasileiras contemporâneas.
Feijoada e quitutes a contribuição livre
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