jantar de apoio ao Musas na Casa da Horta

domingo, 12 maio 20h00 Casa da Horta
A CasaViva solidariza-se com o Espaço Musas na luta para que este importantíssimo projecto para a cidade do Porto sobreviva por muito tempo. Por isso, apoia e divulga o jantar benefit marcado para 12 de Maio, às 20h00, na Casa da Horta - Rua de S. Francisco, 12. Contamos com a presença dos amigos para apoiar os companheiros do Espaço Musas. A união faz a força!

O Musas, uma velha associação de bairro na Rua do Bonjardim, no Porto, que completa 70 anos em 2014, está em perigo, com tudo o que isso implica como ameaça para as suas actividades, em particular a prática desportiva do xadrez, a sua biblioteca aberta ao público, o seu interesse pela poesia, banda desenhada, fotografia, software livre, e a sua horta comunitária - a Quinta Musas da Fontinha. 

O julgamento da acção de despejo do Musas está marcado para 29 de outubro 2013, às 9h15. Mais do que nunca o Musas precisa da união de todos e de reunir apoios.

Solidária com o Musas, a Casa da Horta organizou um jantar de apoio. O dinheiro recolhido na noite de 12 de Maio será destinado ao Musas, para cobrir todos os gastos ligados ao processo.

Mais info aqui

Porto, Braga, Paços de Ferreira...

Leiria, Sintra, Lisboa, Setúbal....
nestas mensagens,
nestas imagens,
em que a paixão pela liberdade
é mais forte do que toda a autoridade,
a solidariedade é mais forte do que uma joelhada "acidental",
do que um ministério que atropela a razão,
do que um juiz que induz testemunhos.
 

De arguidos para arguidos, Obrigado!


Ninguém pode ser julgado pelas suas ideias políticas

“Disparate” e “disparatado” foram termos a que José Preto ontem, na audiência no Tribunal da Relação do Porto, recorreu para criticar a conduta dos agentes da PSP na detenção dos arguidos da Fontinha, durante o despejo do Es.Col.A, considerando “radicalmente ridícula” a condenação em primeira instância. No decorrer das alegações do recurso, o advogado de defesa frisou que é ilícito discutir posições politicas e filosóficas em processo criminal. Por seu turno, a Procuradora-Geral adjunta junto do Tribunal Superior, aparentemente, recuou na posição do MP, ao pedir uma condenação por ofensas à integridade física agravadas, caso os arguidos venham a ser absolvidos do crime de resistência e coação a funcionário. A decisão do colectivo de juízes será conhecida a 22 de Maio.

“Boa parte dos disparates violentos que estamos aqui a discutir não aconteceria se as pessoas olhassem para os outros na perspectiva do bonus pater”, afirmou José Preto no final da primeira parte das suas alegações. O advogado retomava assim a ideia com que iniciara a sua intervenção: “o critério do bonus pater estabelece para qualquer decisor e para qualquer decisão a perspectiva do pai e isso traduz a exigência de um grau de afecto como universal perspectiva decisória, como o demonstram as caracterizações de Locke e Morus quanto ao Pátrio Poder – a demonstração é forte, porque estamos bem antes do sentimento ter feito a sua entrada triunfal na História da Cultura, como fundamento da Moral, com Rousseau”. “Para julgar os outros é preciso conseguir amar os outros”, acrescentaria depois, numa aula de mestrado da Faculdade de Direito do Porto, citando Pierre Drai (primeiro juiz de França, antigo Presidente da Cour de Cassation, cujo decesso ocorreu há dias).

O advogado foi desmontando as acusações em causa, em jeito de súmula do recurso de 63 páginas. Chamar resistência e coação à atitude dos arguidos “parece-me estar além do disparate”, disse. “Não há nenhum organismo vivo que não resista à captura, ninguém gosta de ser preso. A resistência é tão natural que é irreprimível“.

Há uma “profunda confusão” nos depoimentos dos polícias, “nenhuma é verdadeira”. Quanto à confusão e inabilidades várias dos depoimentos, citou Platão para dizer: “fala-se naturalmente bem daquilo que se conhece”. Motivo pelo qual os depoimentos dos polícias não podem deixar de haver-se como meras falsidades, o que se reforça pelas auto-contradições e divergências de versão seja no depoimento do subcomissário, seja nos demais depoimentos policiais.

Por outro lado, a polícia intervém “como se na ordem jurídica portuguesa existisse a subordinação pessoal”. E quanto às alegadas ofensas corporais dos arguidos aos policias defende que assentam em “fundamentos absurdos”. Salientou ainda a desproporção do número de polícias para cada um dos arguidos, agentes que se encontravam equipados com couraça, perneiras, caneleiras, joelheiras, cotoveleiras e guantes, equipamento que sempre faria de qualquer pontapé ou murro um acto simbólico onde só poderia magoar-se quem o desse.



“Completamente disparatada” foi como José Preto classificou a hipótese de que qualquer expressão injuriosa tivesse sido ouvida aos arguidos, dadas as divergências das versões das pretensas vítimas, sublinhando-se a necessidade que o juiz de primeira instância teve de induzir uma resposta do subcomissário, o que fez lendo o auto de notícia redigido pelo próprio depoente e do qual o próprio redactor divergia.

O visionamento de imagens das detenções e as gravações das testemunhas do julgamento em primeira instância levam José Preto a concluir que a Polícia estava “sobre-excitada”, pela própria natureza política da ocupação em causa. Ora, “não era a Es.Col.A que estava em debate” e, tendo cada o direito de pensar o que quiser, ninguém pode ser detido em função das suas ideias políticas.



A propósito, o advogado teceu também críticas às alegações finais em primeira instância da procuradora do Ministério Público, considerando "inadmissível" que tenha "levado a tribunal criminal um debate político". “Não aceito a condenação”, comentou José Preto depois da audiência.

Este advogado não acompanhou os arguidos no julgamento sumário, vindo a disponibilizar o seu apoio pro bono após a condenação dos mesmos a três meses de prisão, substituída por multa, ao que acresce a taxa de justiça, num total de €954 cada.

No decurso das alegações, cerca de 50 pessoas concentraram-se em frente ao Palácio da Justiça, sob o lema “Somos Todos Arguidos da Fontinha”. Quem não pôde estar presente enviou mensagens e houve faixas solidárias em várias cidades do país.

Após a audiência, o advogado falou durante duas horas e meia a um curso de mestrado da Faculdade de Direito do Porto, a convite do Catedrático de Direito Constitucional daquela Faculdade, Prof. Paulo Ferreira da Cunha. Aí, regressando ao critério do “Bonus Pater”, explicitou, citando Pierre Drai, que foi Primeiro Juiz de França (Presidente da Cour de Cassation): “ Para julgar os outros é preciso conseguir amar os outros” e “ninguém pode ser ultrajado a pretexto de um processo” (em alusão ao comentário que Pierre Drai formulou na comemoração do centenário da anulação da sentença condenatória do Capitão Dreyfus).

P.B. (retirado de Indymedia.pt)

somos TODOS arguidos da Fontinha

Apelo à mobilização solidária
 
4ª, 8 maio 14h30... frente ao Palácio da Justiça, na Cordoaria 

















Novo julgamento dos arguidos da Fontinha

Dois dos detidos durante o despejo do Espaço Colectivo Autogestionado (Es.Col.A) do Alto da Fontinha, no Porto, a 19 de Abril do ano passado, serão julgados na próxima quarta-feira, 8 de maio, às 15h15, no Tribunal da Relação (1ª secção criminal), na sequência do recurso interposto após julgamento sumário.

Acusados de crime de injúria agravada e crime de resistência e coacção sobre funcionário, foram então condenados a pena de prisão de três meses, substituída por multa mais pagamento da taxa de justiça, num total de €954 cada.

O recurso denuncia a violação do processo equitativo, violação do princípio da legalidade, ausência do respeito devido às instituições vigentes, plausibilidade da ausência de defesa efectiva, de se onde ressalva:

O facto da Procuradora do Ministério Público (MP), que representa a fiscalização da Lei, ter nas suas alegações finais tecido considerações na primeira pessoa do singular sobre as convicções políticas dos arguidos, acusando-nos de "proselitismo na via da educação" e de um internacionalismo alarmante. Chegando ao cúmulo de ter dito que "se não queremos suportar situações que não nos agradam, vivemos isolados na Serra da Lousã". E o facto da Procuradora do MP e do Juiz de Direito do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto - 3ª Secção terem, com toda a evidência e à vontade, conduzido os testemunhos de acusação e ignorado os de defesa.

E fica a dúvida, uma vez que nada ficou provado, o que é que afinal sustenta a acusação?



Porque TODOS somos arguidos da Fontinha, apela-se a uma Mobilização de Solidariedade no próximo dia 8 de maio, pelas 14h30, frente ao Palácio da Justiça, na Cordoaria.

Se não puderes estar presente, promove uma concentração na tua localidade, ocupa um espaço abandonado, lança uma faixa, distribui um panfleto, faz um cartaz, inventa o que quiseres. Se mais não puderes, envia uma mensagem de solidariedade que será lida no exterior do tribunal durante o julgamento e, posteriormente, entregue aos arguidos.

Podes deixar essa mensagem aqui, nos comentários, e/ou enviá-la para casaviva167@gmail.com.

serigrafia na casaviva

5ª, 2 maio 15h00 entrada livre

















O nosso objectivo é experimentar, criar, construir, destruir, desenvolver uma oficina de técnicas de impressão. Quem nela queira participar poderá desenvolver um qualquer projecto pessoal ou colectivo, desde a elaboração de uma fanzine à ilustração, um cartaz ou uma ideia, recorrendo a várias técnicas de impressão como a serigrafia, gravura, xilogravura, etc.. Acima de tudo queremos partilhar, aprender e divertirmo-nos.

Esta tarde de quinta-feira estaremos por aí, quem quiser aparecer é mais do que bem vindo. Até já!

vamos damos voz à nossa revolta

, 1 maio 15h00 avenida dos aliados

No 1º de Maio de 2013, a partir das 15 horas, estaremos na Avenida dos Aliados, junto à estátua de Almeida Garrett, para dar voz à nossa revolta!

tirem as patas do indymedia
























Na Europa, numa altura em que há já muita gente a alimentar-se de caixotes do lixo, enquanto outros escolhem o suicídio perante o espectro da perda de dignidade, numa sociedade em que os direitos à saúde e à educação são já quase uma memória, num regime em que tudo se submete ao poder invisível e absoluto dos mercados, há quem diga que ainda não se pode falar de fascismo, uma vez que se mantém a liberdade de expressão e é dada voz aos movimentos de contestação.

Na Grécia, onde a pauperização é mais aguda, a população, paralisada e desprezada pela agenda política e pelo colapso geral, tende a radicalizar-se. E o movimento anti-autoritário, de raiz libertária, tem crescido enormemente, constituindo, neste momento, uma voz bastante presente nos movimentos de resistência. O que explica que, para além da repressão, directa ou indirecta, que sempre sofreu numa base diária, esse movimento seja, neste momento, o alvo principal da máquina de defesa do regime.

A promoção que, com a ajuda dos média, é feita aos fascistas do Aurora Dourada insere-se neste esquema. Esquema esse que teve o seu primeiro ponto alto quando as ocupas e os espaços autogeridos ficaram sob fogo intenso.

A repressão é o medo dos poderosos

A ideia é acabar com as estruturas que conseguiam aproximar o movimento do resto da sociedade.

A última explosão foi o fecho do Indymedia de Atenas e das rádio de contra informação 98FM e Radio Entasi, que, desde 11 de Abril, estão sujeitos a repressão de bastidores, sem que haja uma questão legal concreta.

O fecho destes três canais de contra-informação, que têm um impacto social enorme (o Indymedia de Atenas está entre os sites com maior número de visitas diárias), é uma escolha política clara do governo grego, que tenta aniquilar as formas com que uma parte considerável da população grega tenta manter-se informada e acaba por se radicalizar como consequência.

Num momento dum ataque tão forte contra os meios de informação e as estruturas sociais do movimento anti-autoritário, não nos podemos dar ao luxo de perder ou recuar. Nem na Grécia, nem noutro país qualquer.


É preciso perceber que foi a inércia política, a viciação no politicamente correcto e a “legalidade” que levaram a este estado de absoluta submissão onde se acha normal que as vozes mais radicalmente opostas ao regime sejam silenciadas “pelo bem de todos”.

É hora de percebermos que o fascismo, de que se diz que não pode voltar, afinal está aí, ao virar da esquina. E que só não passará se, cada vez que se manifestar, cada um de nós agir como se um ataque a um seja um ataque a todos.

Abril 2013

jantar solidário com luta bielorrussa

sábado, 27 abril 22h00 entrada livre




























Este sábado, a CasaViva dará a conhecer alguns aspectos da luta bielorrussa com um jantar bielorrusso-vegano, partilha de documentário, escrita de cartas solidárias e envio de algum dinheiro para ajudar a Black Cross junto dos detidos bielorrussos.

A Bielorrússia apresenta-se como uma república semipresidencialista. Contudo, desde a chegada de Alexander Lukashenko ao poder, em 1994, tem vindo a revelar um rosto nitidamente ditatorial através de leis e decisões políticas que pretendem aniquilar as vozes divergentes. 

A repressão começou de forma mais sistemática em Setembro de 2010, concretizando-se em detenções e encarceramentos. Os activistas Ihar Alinevich, Mikalai Dziadok, Artsiom Prakapenka, Aliaksandr Frantskievich, Jauhen Vas´kovich, detidos no Outono de 2010 e Inverno de 2011 e condenados a passar de 3 a 8 anos na prisão em Maio de 2011 por uma série de ataques aos símbolos do Estado e do capital, encontram-se actualmente encarcerados.

Durante estes últimos anos, companheirxs e parentes têm feito os possíveis para ajudar os detidos e procurar meios para libertá-los. Em Outubro de 2011, foram reconhecidos como presos políticos por organizações de direitos humanos. Este facto dá-lhes grandes hipóteses de serem libertados mais rapidamente, isto porque parece que o presidente da Bielorrússia está sujeito a alguma pressão vinda da União Europeia no sentido de se libertarem todxs xs presxs políticxs. Desde Agosto de 2011, perdoou mais de 30 detidos, mas nenhum de nossos companheiros foi libertado.

chora c'a mamã dá!

sábado, 27 abril 16h00 entrada livre

Matiné dançante com música mexida ó bibo...

 



















Documentário sobre a Grécia de hoje

, 24 abril 21h00 entrada livre















Χρεοκρατία hreokratía (Debtocracy)
De Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou
Grécia. Doc. (74')

Documentário que se centra nas causas da crise da dívida grega em 2010 e possíveis soluções futuras que poderiam ser dadas para o problema, que não estão a ser consideradas pelo governo do país.

A equipa de produção cunhou a palavra "Debtocracy" (do grego "Χρεοκρατία"), definindo-a como a condição em que a Grécia se encontrava presa na sua dívida. O termo é cunhado a partir das palavras "χρέος" (dívida) e do grego "κράτος" (potência,-ocracy) de uma forma similar de outras palavras sobre as formas de governo (como a democracia, aristocracia, teocracia, etc.).

Distribuído on-line sob licença Creative Commons e disponível em Grego e Inglês, com legendas em Francês, Espanhol e Português.