filme sobre jogos de poder anuncia livro do mês

Os livros também têm vida e vontade própria e de vez quando, lá pela Biblioteca da CasaViva, há um que com mais vontade salta de uma das prateleiras. Este mês, junho 2013, saltou "O Ministro da Felicidade Memórias de um Revolucionário Arrependido", de José Luís Félix.


O Ministro da Felicidade é uma comédia hilariante que põe a rídiculo os "revolucionários" reformados e arrependidos que enxameiam o nosso universo lusitano. É uma paródia aos petulantes engravatados que engordam à conta da democracia e se alinham na costumeira romaria nacional do "voto popular".

É assim que se apresenta o pŕoprio livro na contracapa e prefácio. É a história na primeira pessoa de um personagem (ex)revolucionário que, agora ministro, se vai lembrando dos tempos da revolução e do PREC enquanto se encaminha, com a mulher e motorista, para o Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde vai discursar. 

sábado, 15 junho 21h30 entrada livre
...iniciamos a visita a este "livro" com o filme:

 






















L’Exercise de l’État  (115')
Francês, com legendas em Português



Acordado a meio da noite para reagir face a um terrível acidente rodoviário, o mnistro dos Transportes vê-se envolvido em intrigas de gabinete e lutas de poder. De repente tudo se encadeia num mundo complexo e hostil.

vassoura, esfregona, sabão e autogestão!

sábado, 15 junho 11h00 entrada livre

Gostas da CasaViva? Gostas de vê-la limpinha e a funcionar? Pois! 


E ainda por cima sentes que a cena da autogestão é muito fixe e que tem mesmo de ser assim. 

Então, este sábado, 15 de junho, contribui para que a casa fique limpa e arrumada, e vem ter, a partir das 11h00, ao sítio do costume.

Vassoura, esfregona, sabão e autogestão! Na minha, na tua, nas nossas mãos.

Palavras ao Alto insurgem-se com pesadelo global



















Quis o acaso que um autocarro esbarrasse contra o abrigo da paragem em frente à CasaViva, para que fosse criado cenário que ilustrasse a "nova cortina" exterior que a fachada da casa recebeu. 

Tudo isso aconteceu ontem, 11 Junho 2013. O primeiro momento, por acidente. O segundo, a faixa Sonho do G8, pesadelo global, em solidariedade com quem luta, por estes dias, contra o poder e a repressão. Na Turquia, ou na contestação ao G8.

A sessão solidária continua na próxima  6ª, 14 junho, entrada livre

20h00 Palavras ao Alto com «chouriço vermelho que sabe a sabão e dá diarreia»

22h00 Conversa petiscada

As palavras que saírem no meio duma jantarada anti-capitalista, para a qual se pede que cada um contribua (com alimentos prontos a comer e vegetarianos) conforme as suas possibilidades para que todos comamos de acordo com as nossas necessidades.

benefit projecto instinto animal

sábado e domingo, 8 e 9 junho 17h00 entrada livre



















Mais uma vez o Projecto Instinto Animal (P.I.A.) organiza um benefit para angariar ração, areia para gatos e todo o tipo de objectos que possam fazer os nossos amigos de quatro patas mais felizes (camas, mantas, coleiras, brinquedos, etc.).

Há festa, há frescas e petiscos vegetarianos, a reverter para a muito querida meta que o PIA está prestes a atingir: tem um terreno à disposição mas precisa de construir abrigos e casotas para animais abandonados e em via de ser adoptados e também espaços para animais em recuperação de cirurgias ou doenças.

Há música. E os concertos abrangem várias franjas musicais porque no fundo todos temos um mesmo ponto em comum, o amor pelos animais. Vamos ter também uma conversa/debate sobre a problemática em que se tornou o abandono de animais.

Há Jantar vegetariano. Vem, diverte-te e contribui! 
https://www.facebook.com/PiaProjectoInstintoAnimal?fref=ts


SÁBADO 

Fiekd

O Gringo Sou Eu | Frankão  
Frankão é músico e compositor, nascido no interior do Rio de Janeiro, numa comunidade de periferia. Dos sons que ecoam nas esquinas e vielas se fez músico. Chegou a Portugal em 2010 e colocou-se na posição de "observador de comportamentos". O seu mais recente trabalho intitula-se "O Gringo Sou Eu" e procura retratar a sua visão e quotidiano enquanto forasteiro.

Corisco
Iniciativa musical aberta e autogestionária criada no Rio de Janeiro e que agora se exporta para Portugal. O grande objetivo é fazer músicas antropofágicas, frutos da mistura que há entre os integrantes, sejam eles quem forem, de onde forem, que contestem a realidade social vigente e reflita sobre o humano de maneira lúdica e crítica. Basta aparecer num ensaio, trazer suas ideias e ter disponibilidade para se apresentar connosco! 

A Cantiga é uma Arma | Coro da Casa Viva 

Conversa/Debate sobre Abandono Animal


DOMINGO 

Alad 
Os Alad iniciaram a sua essência doomesco-psicadélica em finais de Setembro do ano passado. Compostos por 4 membros (João Pedro - vocais/jambé; André Silva - baixo; Alexandre Gonçalves - guitarra/efeitos; Francisco Pessoa - bateria), estão prestes a invocar o peso em conjunto com as ambiências celestes da antiga mesopotâmia. Género - Doom Metal/Psychedelic Stoner Rock.

BERZERK 
O projecto “BERZERK”, inicialmente intitulado por “Outburst” começou em 2004 sob influências de Rock, Heavy/Speed/Thrash Metal. Actualmente, é constituído por apenas um elemento, fazendo guitarra, voz, baixo, programação de bateria e programação de baixo. BERZERK identifica-se como um projeto Speed/Thrash Metal. Alguns temas da actual formação podem ser ouvidos em http://www.myspace.com/570852424 

M.T.T.A.
Buli2B
Ruba Linho

let's talk about punk, baby!

5ª, 6 junho 21h30 entrada livre






















Na sequência das tão bem frequentadas Tertúlias Punk, que a CasaViva acolheu entre janeiro e março, o Pedrinho, aquele micro-brasileiro que vocês às vezes vêem por aí a tocar guitarra e a cantar muito mal, vai apresentar os escritos que organizou sobre como o punk poderia ter um papel central na formação política de activistas libertários e anarquistas.

O texto é fruto de um processo de construção com base em informações das tertúlias, que constam da Fanzine acabadinha de lançar e que estará disponível por um eurito (nesta quinta-feira ou em qualquer outro dia); informações da análise pessoal de como funciona o punk na cidade do Porto; e achegas de seis colaboradores, que escreveram textos livres, baseados nas suas próprias vivências sobre o assunto sugerido.

Esta amálgama de ideias e informações gerou uma produção que será apresentada de maneira aberta, podendo os presentes concordar, discordar e até mesmo propor alterações nas eventuais propostas de conclusão que serão apresentadas. A ideia do Pedrinho é que a sua tese seja o máximo possível colectiva e que assim se possa também contestar a forma altamente hierárquica e baseada na propriedade intelectual com que se organiza a universidade e a academia como um todo, uma pesquisa-acção.

Como não podia deixar de ser, haverá música, petiscos e frescas 20% menos caras.

livro do mês na feira do livro anarquista

sábado, 25 maio 19h00 entrada livre
Feira do Livro Anarquista, Lisboa

Come Hell or High Water,
de Delfina Vannucci e Richard Singer (AK Press, 2010)

Porque um livro também respira, a Biblioteca da CasaViva destaca um livro mensal. Este mês, maio 2013, saltou de uma prateleira Come Hell or High Water, de Delfina Vannucci e Richard Singer, que será apresentado na Feira do Livro Anarquista.

Da subversão premeditada da autogestão aos problemas tradicionais de qualquer colectivo, tantas vezes surgidos de atitudes inconscientes que se carregam do “mundo real”, este livro debruça-se sobre as razões pelas quais, normalmente, os processos colectivos correm mal.

Editado pela AK Press, também ela um colectivo que funciona em autogestão, o livro Come Hell or High Water fala-nos das belezas e dos limites do consenso, ajuda-nos a identificar sinais de perigo, lembra-nos as tácticas de subversão dos processos igualitários, aborda as lideranças informais mas efectivas e alerta-nos contra a indefinição.

Mas, mais do que uma visão negativa das possibilidades de organização autogestionária, quer-se pensar em formas de fazer a coisa funcionar. Imprescindível para gente que se organiza para construir um outro mundo. Pelos alertas, pelas propostas, por essa capacidade de pôr em palavras o que já muitos sentimos e, sobretudo, por não se esquecer de que a forma como nos organizamos é, ela própria, um reflexo desse outro mundo.