lançamento do Lápis Desafiado 2

16 setembro 21h30 entrada livre

 

















Fartos de estarem imóveis e pontiagudos, esquecidos nos copos e nos estojos, em casas, malas, gavetas e papelarias, os lápis começaram a responder a desafios e descobriram que podiam ter uso. Puseram-se primeiro a escrever. E nasceu o Lápis Desafiado nº 1, um conjunto de quinze textos de não-escritores, pessoas que gostam de escrever.

Agora, a partir desses textos, surgiram desenhos e colagens, feitos por grandes e pequenos, mouros e morcões, todos e qualquer um. Está cá fora o Lápis Desafiado nº 2, o resultado desta arte sem artistas.

No dia 16 de Setembro, segunda-feira, este novo número, que traz já um novo desafio, vai ser apresentado na CasaViva (Porto), às 21h30. Há chá, bolinhos, conversa e outras formas de brincar com palavras.

No domingo seguinte, 22 de Setembro, a apresentação é na Casa da Achada (Lisboa), às 18h, onde também vão estar expostos os originais que deram origem a este conjunto de imagens.

Toda a gente é bem-vinda. A vir à CasaViva, a vir à Casa da Achada, e a responder ao terceiro desafio...

domingo, 22 setembro 18h00 – Casa da Achada, Lisboa


festa abstencionista

, 13 setembro 19h00 entrada livre























Estás a pensar em como fazer algo em contraponto à campanha eleitoral que tens visto na tv, nas ruas, em todo lado? Nós também!

Componham este barco connosco e juntem-se ao benefit abstencionista que tem como principal objectivo angariar guito para levar a cabo uma campanha anti-eleitoral a iniciar-se nas próximas semanas!

punks socialites apresentam

, 11 setembro 17h00 entrada livre
























Mandanga!
Barcelona Fast Punk

Piko no Olho
Galos do Grind 

Aitor Nieve
Cenas Acústicas

palavras abaixo

, 10 setembro 21h30 entrada livre

















A única acumulação válida são as palavras, porque deixam rastos etéreos!
Glutonas e glutões, todas pessoas sedentes de leituras, encontram-se uma noite de Setembro para ler qualquer coisa, ou uma coisa qualquer.
Vem vadiar na biblioteca da casa, traz as tuas leituras, traz as tuas palavras para um banquete gourmet de bocas cheias.
Vamos lá «shake the pear»*! E «merdra»* são tantas as palavras!

*duas referências a Alfred Jarry, já que aparece a imagem do Rei Ubu no cartaz.

kesta merda?! tertúlias sobre a actualidade

, 4 setembro 21h30 entrada livre













Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande Kesta Merda?!, seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a Casa Viva. Onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Às quartas-feiras, de 15 em 15 dias, entre copos e petiscos, cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

livro do mês de setembro

Não sabes como vais morrer, de Jaime Froufe Andrade

3 setembro 21h30 Palavras ao Alto
17 setembro 21h30
conversa com o autor


Por que um livro também respira, volta e meia a Biblioteca da CasaViva destaca um exemplar de uma das suas prateleiras e chama-lhe “livro do mês”. NÃO SABES COMO VAIS MORRER, 7 mais 1 histórias de guerra e regresso atribulado no Vera Cruz, de Jaime Froufe Andrade, colecção Memória Perecível, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, é o livro de Setembro. 5ª edição recentemente oferecida pelo autor, alferes miliciano ranger combatente em África entre 1968 e 1970 numa guerra que não era a sua.



O livro do mês de Setembro, acessível à entrada da biblioteca, provocará dois momentos de convívio: Palavras ao Alto – leitura partilhada da obra, no dia 3, terça-feira; e, duas semanas depois, a 17, conversa com o autor, Jaime Froufe Andrade. A começarem pelas 21h30.


“A manhã vai a meio. E eu, a meio de outro uísque.” Nessa manhã, 17 de Setembro de 1968, o alferes Andrade não estava na escala de serviço operacional, estava bem disposto. “Estamos na tórrida África, é preciso beber. Sentado numa cadeira feita de ripas de caixotes de sabão, obra do soldado Melo, carpinteiro na vida civil, vou deixando correr o tempo.” Vê chegar um estafeta apressado. Não demora a ser chamado ao posto de comando e depressa recebe ordem para ir rapidamente atacar uma base. “Outra surpresa; não levarei o meu grupo de combate. Comandarei um outro. Com esse farei o golpe de mão! Na tropa, ordens são ordens. Calei-me. Manda quem manda porque manda | nem importa que mal mande ou mande bem, Fernando Pessoa bem tinha avisado." O que não sabia o alferes Andrade é que o desenrolar dessa manhã o acompanharia o resto da vida, ao som da marrabenta que tocava no rádio portátil de um guerrilheiro da Frelimo feito prisioneiro.

O rádio portátil é a primeira história deste livro, entretanto abordada numa conferência na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa, que lhe deu particular projecção. Com mais ou menos projecção, são oito histórias de guerra escritas 40 anos depois, testemunhos de “como difícil é esquecer”. Porque, ao contrário do que estabelece a História, a guerra colonial não terminou em 1974. Em rigor, escreve Jaime Froufe Andrade, a guerra colonial continua a impregnar o nosso tecido social. “Lavra, noite e dia, sem descanso, no corpo, no espírito de quem a fez.”

O livro termina com uma nona história, um agitado episódio da viagem de regresso de Moçambique a Portugal, em 1970, a bordo do navio Vera Cruz, sobrelotado com três mil militares.

Jornalista profissional, Jaime Froufe Andrade nasceu no Porto em 1945.

matiné de domingo

1 setembro 17h30 entrada livre

O meu Tio, de Jacques Tati
França, 1958 [117']













No filme O Meu Tio (Mon Oncle), o produtor e director Jacques Tati faz uma crítica satírica à modernidade artificial do pós-guerra, pondo em contraste o quotidiano de Monsieur Hulot, um homem simples e desajeitado, que vive numa casa desarrumada e antiga, e o ambiente ordenado e moderno da sua irmã, casada com um homem rico. De um lado, a vida moderna urbana, recriada em ambientes de formas geométricas perfeitas, de tonalidade clara, em geral branca, exageradamente limpos, frios e vazios; e de outro, a vida tradicional sob maior mistura de tons e cores, formas variadas, com ambientes realistas, naturalmente sujos, poéticos e aconchegantes.

Monsieur Hulot vive uma série de peripécias que ridicularizam a febre modernista do final dos anos 50, e, com seu jeito simples e ingénuo, ganha a simpatia do seu sobrinho Gerárd.

Com um humor peculiar, Tati brinca com a percepção do espectador, expondo a falta de comunicação existente no mundo moderno, através, por exemplo, do ruído exagerado da fonte do jardim da casa moderna, accionada apenas na presença de visitantes ilustres, atingindo o absurdo na conversa entre a Sra. Arpel e o marido, sob o barulho de electromésticos e máquina de barbear.

A incomunicabilidade na casa onde "tudo se comunica" é ainda apresentada na relação de Gérard com seus pais, a cujos olhos não passa de um miúdo rebelde, que pouco liga, por exemplo, a um comboio que o pai lhe deu, para, em seguida, se maravilhar com um apito ou um boneco de papel oferecidos pelo tio Hulot.

Obediente, de comportamente tido como exemplar, o pequeno cão da família parece representar o próprio filho dos Arpel, contrastando com as travessuras de Gérard, que se une a um bando de miúdos de rua que não seguem regras.

Depois do filme há jantar vegetariano, traz matéria prima e apetite.

viagem ao outro lado do espelho

A partir de 1 de setembro:
domingos, das 15h00 às 16h30
quartas-feiras, das 19h00 às 20h30












A VIVA E O TEATRO

Falar, andar, tropeçar, sonhar...
Tudo se pode fazer do outro lado do espelho...
Tudo se pode ser no teatro...

Sem regras, sem leis, sem professores nem  mestres a CasaViva quer experimentar o Teatro.
Nesta experiência quase tudo pode ser real, basta estar cá.

Traz roupa confortável

major javardolas + mini milk

6ª, 30 agosto 18h00 entrada livre
 
Major Javardolas
Javardo-core do Sul
majorjavardolas.bandcamp.com
www.facebook.com/MajorJavardolas
www.youtube.com/user/majorjavardolas


Mini Milk
Kuduro-core made in Porto