Mutirão* de recuperação das janelas da casa

sábado, 21 setembro, a partir das 11h00 


 
















O verão já está chegando ao fim, as montras já começam o ritual crematório do estoque da última estação para dar espaço às novíssimas colecções outono/inverno, e logo toda a gente já estará a preparar-se para o frio. Mas não só as pessoas, as casas também têm que se preparar…
A CasaViva, por exemplo, está a precisar muito de uns agasalhos! E na falta de cachecóis e casacos do seu tamanho, achamos que um reforço na vedação das janelas já vai dar para o gasto. Por isso estamos de portas (e janelas) abertas para os amigos que puderem ajudar-nos no mutirão de reparo das janelas da Casa.

Aproveitamos para deixar aqui uma lista de materiais que vamos precisar: lixa de madeira, diamante para cortar vidro, massa de vidraceiro, vidros ou acrílico transparente com cerca de 4mm de espessura e vários tamanhos, tinta de esmalte branca para madeira.
A CasaViva é um espaço autogestionário e sabemos que autogestão na prática não é só ajudar na hora dos copos, mas na hora de sujar as mãos também. Se não puderes aparecer no dia, mas puderes contribuir com algum desses materiais, a Casa agradece. Porque não se muda a realidade apenas tacando pedra na vidraça dos capitalistas, temos que cuidar bem das nossas também! 
*Mutirão: Palavra brasileira derivada do Tupi, que significa "Iniciativa colectiva para auxiliar alguém, para ajuda mútua ou para um serviço comunitário."

kesta merda?! tertúlias sobre a actualidade

, 18 setembro 21h30 entrada livre























Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande Kesta Merda?!, seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a CasaViva. Onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Às quartas-feiras, de 15 em 15 dias, entre copos e petiscos, cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

Era fixe que mesmo que não possas estar presente, caso gostasses de ver algum tema debatido - ou melhor, de ouvir, já que a conversa é transmitida e gravada pela Rádio CasaViva - sugerisses links para a discussão.

Na 1ª tertúlia, dia 4, falou-se da Guerra ao Piropo na Síria, da intervenção da ONU na Universidade de Verão do Bloco, do sushi radioactivo de Fukushima, apelou-se ao voto no CDS se os gringos nos cortarem a internet e lançaram-se para o ar pérolas de sabedoria que fariam chorar de vergonha os comentadores mais tarimbados da nossa praça, caso as tivessem ouvido. Podes ouvir em http://archive.org/details/Kesta_Merda-01

não sabes como vais morrer

Conversa com o autor, Jaime Froufe Andrade

, 17 setembro 21h30 entrada livre





















Depois da leitura parcial partilhada em voz alta de Não sabes como vais morrer pela dezena de participantes nas Palavras ao Alto do dia 3, o autor, Jaime Froufe Andrade, volta à CasaViva esta terça-feira, 17 de setembro, para conversar sobre a guerra que viveu em Moçambique nos idos anos 60.

NÃO SABES COMO VAIS MORRER, 7 mais 1 histórias de guerra e regresso atribulado no Vera Cruz, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, é o livro do mês de setembro da Biblioteca da CasaViva. Lançado em 2008, vai na 5ª edição.



Histórias de guerra contadas 40 anos depois, testemunhos de “como difícil é esquecer”. Porque, ao contrário do que estabelece a História, a guerra colonial não terminou em 1974. Em rigor, escreve Jaime Froufe Andrade, a guerra colonial continua a impregnar o nosso tecido social. “Lavra, noite e dia, sem descanso, no corpo, no espírito de quem a fez.”


lançamento do Lápis Desafiado 2

16 setembro 21h30 entrada livre

 

















Fartos de estarem imóveis e pontiagudos, esquecidos nos copos e nos estojos, em casas, malas, gavetas e papelarias, os lápis começaram a responder a desafios e descobriram que podiam ter uso. Puseram-se primeiro a escrever. E nasceu o Lápis Desafiado nº 1, um conjunto de quinze textos de não-escritores, pessoas que gostam de escrever.

Agora, a partir desses textos, surgiram desenhos e colagens, feitos por grandes e pequenos, mouros e morcões, todos e qualquer um. Está cá fora o Lápis Desafiado nº 2, o resultado desta arte sem artistas.

No dia 16 de Setembro, segunda-feira, este novo número, que traz já um novo desafio, vai ser apresentado na CasaViva (Porto), às 21h30. Há chá, bolinhos, conversa e outras formas de brincar com palavras.

No domingo seguinte, 22 de Setembro, a apresentação é na Casa da Achada (Lisboa), às 18h, onde também vão estar expostos os originais que deram origem a este conjunto de imagens.

Toda a gente é bem-vinda. A vir à CasaViva, a vir à Casa da Achada, e a responder ao terceiro desafio...

domingo, 22 setembro 18h00 – Casa da Achada, Lisboa


festa abstencionista

, 13 setembro 19h00 entrada livre























Estás a pensar em como fazer algo em contraponto à campanha eleitoral que tens visto na tv, nas ruas, em todo lado? Nós também!

Componham este barco connosco e juntem-se ao benefit abstencionista que tem como principal objectivo angariar guito para levar a cabo uma campanha anti-eleitoral a iniciar-se nas próximas semanas!

punks socialites apresentam

, 11 setembro 17h00 entrada livre
























Mandanga!
Barcelona Fast Punk

Piko no Olho
Galos do Grind 

Aitor Nieve
Cenas Acústicas

palavras abaixo

, 10 setembro 21h30 entrada livre

















A única acumulação válida são as palavras, porque deixam rastos etéreos!
Glutonas e glutões, todas pessoas sedentes de leituras, encontram-se uma noite de Setembro para ler qualquer coisa, ou uma coisa qualquer.
Vem vadiar na biblioteca da casa, traz as tuas leituras, traz as tuas palavras para um banquete gourmet de bocas cheias.
Vamos lá «shake the pear»*! E «merdra»* são tantas as palavras!

*duas referências a Alfred Jarry, já que aparece a imagem do Rei Ubu no cartaz.

kesta merda?! tertúlias sobre a actualidade

, 4 setembro 21h30 entrada livre













Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande Kesta Merda?!, seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a Casa Viva. Onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Às quartas-feiras, de 15 em 15 dias, entre copos e petiscos, cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

livro do mês de setembro

Não sabes como vais morrer, de Jaime Froufe Andrade

3 setembro 21h30 Palavras ao Alto
17 setembro 21h30
conversa com o autor


Por que um livro também respira, volta e meia a Biblioteca da CasaViva destaca um exemplar de uma das suas prateleiras e chama-lhe “livro do mês”. NÃO SABES COMO VAIS MORRER, 7 mais 1 histórias de guerra e regresso atribulado no Vera Cruz, de Jaime Froufe Andrade, colecção Memória Perecível, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, é o livro de Setembro. 5ª edição recentemente oferecida pelo autor, alferes miliciano ranger combatente em África entre 1968 e 1970 numa guerra que não era a sua.



O livro do mês de Setembro, acessível à entrada da biblioteca, provocará dois momentos de convívio: Palavras ao Alto – leitura partilhada da obra, no dia 3, terça-feira; e, duas semanas depois, a 17, conversa com o autor, Jaime Froufe Andrade. A começarem pelas 21h30.


“A manhã vai a meio. E eu, a meio de outro uísque.” Nessa manhã, 17 de Setembro de 1968, o alferes Andrade não estava na escala de serviço operacional, estava bem disposto. “Estamos na tórrida África, é preciso beber. Sentado numa cadeira feita de ripas de caixotes de sabão, obra do soldado Melo, carpinteiro na vida civil, vou deixando correr o tempo.” Vê chegar um estafeta apressado. Não demora a ser chamado ao posto de comando e depressa recebe ordem para ir rapidamente atacar uma base. “Outra surpresa; não levarei o meu grupo de combate. Comandarei um outro. Com esse farei o golpe de mão! Na tropa, ordens são ordens. Calei-me. Manda quem manda porque manda | nem importa que mal mande ou mande bem, Fernando Pessoa bem tinha avisado." O que não sabia o alferes Andrade é que o desenrolar dessa manhã o acompanharia o resto da vida, ao som da marrabenta que tocava no rádio portátil de um guerrilheiro da Frelimo feito prisioneiro.

O rádio portátil é a primeira história deste livro, entretanto abordada numa conferência na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa, que lhe deu particular projecção. Com mais ou menos projecção, são oito histórias de guerra escritas 40 anos depois, testemunhos de “como difícil é esquecer”. Porque, ao contrário do que estabelece a História, a guerra colonial não terminou em 1974. Em rigor, escreve Jaime Froufe Andrade, a guerra colonial continua a impregnar o nosso tecido social. “Lavra, noite e dia, sem descanso, no corpo, no espírito de quem a fez.”

O livro termina com uma nona história, um agitado episódio da viagem de regresso de Moçambique a Portugal, em 1970, a bordo do navio Vera Cruz, sobrelotado com três mil militares.

Jornalista profissional, Jaime Froufe Andrade nasceu no Porto em 1945.