Kesta Merda?! Tertúlias sobre a actualidade

, 8 janeiro 21h30 entrada livre



















Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande "Kesta Merda!", seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a CasaViva, onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Basicamente de duas em duas semanas, entre copos e petiscos (se alguém chegar com eles), cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

Se não puderes vir, sintoniza a Rádio CasaViva.  

Cinema e Mulheres #1

, 6 janeiro 21h30 entrada livre

O mês de Janeiro na Casa Viva será pontuado por uma série de actividades. Entre elas, um ciclo de cinema sobre mulheres em que poderemos nos reencontrar com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.

"As Horas" (2002), de Stephen Daldry, 1h50, drama, inglês com legendas em português. Uma longa metragem anglo-americana com base no livro homónimo de Michael Cunningham, constituindo uma homenagem ao livro de Virginia Woolf, cujo título inicial era precisamente «as horas», mas que ficou para a história da literatura como "Mrs Dalloway".


Em 1941 Virginia Woolf sai de casa, enche os bolsos de pedras e entra no rio. Assim é introduzida a história orquestrada em três tempos, três espaços e três mulheres vinculadas a um livro. Em 1923, Virginia Woolf, em Inglaterra, escreve "Mrs. Dalloway". Nos anos 50, Laura Brown, em Los Angeles, lê "Mrs Dalloway". No final do século XX, em Nova Iorque, Clarissa Vaughn, tal como Mrs Dalloway, sai de casa para comprar flores.


PRÓXIMAS SESSÕES

13/01- LOUISE MICHEL
20/01- HANNAH ARENDT
27/01- BRANCA DE NEVE + FABULÁRIO (curta-metragem)

Livro do mês: "O indivíduo na sociedade"

Porque um livro também respira, volta e meia a Biblioteca da CasaViva destaca um exemplar de uma das suas prateleiras e chama-lhe "livro do mês". Em Janeiro 2014 escolheu:

O indivíduo na sociedade  
de Emma Goldman

Natural da Lituânia, Emma Goldman (1869-1940), uma livre pensadora que viveu num período de grandes mudanças e reivindicações sociais, de ascensão de regimes fascistas e bélicos, uma mulher para quem o anarquismo era tanto um ideal político como uma filosofia de vida, emigra para os Estados Unidos em 1885 e envolve-se nas lutas operárias. Em 1893 é condenada a um ano de prisão. Antimilitarista convicta, acaba por ser deportada para a Rússia em 1917. Condenando a revolução bolchevique, deixa a Rússia em 1921. Reencontramo-la em 1936, apoiando os anarquistas da guerra civil espanhola e depois no Canadá, onde morre em Toronto, a 14 de Maio de 1940.

"A regeneração da humanidade não se alcançará sem a aspiração, a força energética de um ideal. Este ideal, para mim, é a anarquia, que não tem evidentemente nada a ver com a interpretação errónea que os adoradores do Estado e da autoridade têm aptidão para espalhar. Esta filosofia lança as bases de uma ordem social nova, fundada sobre as energias libertadas do indivíduo e a associação voluntária dos indivíduos libertadores." 
Emma Goldman

Em O indivíduo na sociedade, Emma Goldman procede a um questionamento dos tipos de governo do seu tempo, salientando a importância da construção da individualidade. Retoma ideias desenvolvidas por Kropotkine, centrando-se no indivíduo e no conceito de liberdade. Assim, cooperação e entreajuda ocorrem num panorama humanista, em que o ser é imprevisível e não obedece a modelos fictícios impostos pelos que estão no poder. 

Este pequeno texto é surpreendentemente actual, exceptuando alguns pontos exclusivamente relacionados com o momento histórico. Emma Goldman situa a solução para os problemas sociais num combate ideológico mundial, partindo de dois espaços que conhece bem: a Rússia e os Estados Unidos da América.

ciclo de cinema italiano #4

, 30 dezembro 21h30 entrada livre
















Uma série de pequenos documentários da autoria de Vittorio De Seta, produzidos entre 1954 e 1959, que pretendiam retratar o modo de vida de algumas comunidades locais, focando essencialmente o dia-a-dia de muitos trabalhadores Siciliano, dos pescadores aos mineiros, passando inevitavelmente pela dureza da ruralidade e da vida do campo. Notável capacidade de narração, melodias calmas e cores fortes.

Vinni lu tempu de li pisci spata [11“] 
(O tempo do peixe espada)
Isole di fuoco [11“] (Ilhas de fogo)
Sulfarara [10“]
Pasqua in Sicilia [11“] (Páscoa na Sicília)
Contadini del mare [10“] (Agricultores do mar)
Parabola d'oro [10“]  (Parábola de ouro)
Pescherecci [11“] (Vasos)
Pastori di Orgosolo [11“] (Pastores de Orgosolo)
Un giorno in Barbagia [14“]
  (Um dia em Barbagia)
I dimenticati [20“]
  (Os esquecidos)

Clock Work Natal

sábado, 28 dezembro 16h00 entrada livre 



















Cabeça de Martelo ( Old School Punk/Hardcore de Ovar)
Grito! ( Invicta Oi!)
Come Cacos (Punk Hardcore rapidinho de Ovar)
Self-Rule (StreetPunk de Esmoriz)

Com transmissão exclusiva no local e na radio, ao vivo e a preto e branco!
Com distribuiçao de prémios e sorteio de um magnifico cabaz de natal.
Entrada livre mas será aceite todo o tipo de contribuições!

Kesta Merda!? - Tertúlias sobre a actualidade

4ª, 25 dezembro  21h30  entrada livre

 

















Depois da ceia de música anti-natal, no dia propriamente dito,  fala-se de coisas que não interessam nem ao menino jesus . 

Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande "KéstaMerda!", seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas.

Aqui entra a Casa Viva. Onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Basicamente de duas em duas semanas, entre copos e petiscos (se alguém chegar com eles), cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá.

Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

Se não puderes vir, podes ouvir via Rádio Casa Biba

ciclo de cinema italiano #3

, 23 dezezembro 21h30 entrada livre














Stromboli, de Roberto Rossellini [1h35]
Uma obra de ficção com nuances documentais. Uma cidadã lituana, que escapa de um campo de internamento, casa com um pescador prisioneiro de guerra italiano e resolvem mudar-se para Stromboli, a sua ilha natal. Acontece que lá as pessoas são preconceituosas, conservadoras e antiquadas, o que lhes vai dificultar a vida naquela ilha. O filme conta ainda com segmentos documentais sobre a pesca e uma evacuação da vila após a erupção do vulcão. Realizado com a participação dos habitantes da ilha de Stromboli, característica do cinema neorrealista Italiano da época.

O Ciclo de Cinema Italiano termina na próxima 2ª feira, dia 30, com uma série de pequenos documentários de Vittorio De Seta

Matanças Anno VI

domingo, 22 dezembro 16h00 entrada livre
























O Matanças é um festival dos diabos

vamos semear favas

sábado, 21 dezembro 11h30 entrada livre


















Não tens medo de sujar as mãos?
Nunca semeaste nada?
Gostavas de semear alguma coisa e ver os resultados sem muito trabalho

Então, vem semear favas!

Antes que larguem terra para favas [1], sabiam que as favas são um alimento muito apreciado da zona mediterrânea desde a idade da pedra?
Bom, não queria que me mandassem às favas [2], mas é preciso dizer que semear favas é fácil, rápido, não requer cuidados particulares e além dos suculentos guisados, também servem para fazer deliciosos falafels. Sentem curiosidade? São favas contadas [3], não é preciso que chegue a mulher da fava-rica [4] para desfrutar das favas!

Expressões com o respectivo significado:
[1] «largar terra para favas»: fugir
[2] «mandar às favas»: despedir uma pessoa com enfado
[3] «serem favas contadas»: diz-se de coisa que é tida como absolutamente certa, inevitável
[4] «até chegar a mulher da fava-rica»: diz-se de uma espera muito prolongada.

In Novos Dicionários de expressões idiomáticas (1997:171),
de António Nogueira Santos