Preparação da Oficina Activa III

, 17 janeiro 19h00 entrada livre
























Faz-Tu-Mesmo! Na procura da autonomia o Do-It-Yourself é a nossa forma de recuperar os saberes e o conhecimento. O fazer as coisas por nós próprios e a liberdade e gratificação que ganhamos ao não cair na obrigação do consumo imediato de um produto acabado ou na dependência da vontade e acções de outros é mais um passo para nos libertar de uma sociedade e de um sistema que nos faz pensar que sem o seu modelo de produção massiva ou os seus modelos políticos de representação nada resta.

Porque sabemos que próximo de nós temos muitos amigos com muita coisa para ensinar e seguindo o espírito das Oficinas Activas que se realizaram há uns anos no Porto (http://oficinaactiva.weebly.com), vai acontecer na CasaViva dias 31 de Janeiro, 1 e 2 de Fevereiro um encontro DIY onde em conjunto vamos aprender e ensinar a agir e fazer por nós mesmos. No encontro, de acesso totalmente livre e onde não há nem vendedores, nem consumidores, professores ou alunos, vamos ter: oficinas, jams de música abertas, animações e, esperamos nós, acções.

Se quiseres ajudar a organizar o evento ou propor uma oficina, da qual serás responsável, aparece esta sexta-feira, pelas 19h00.

Jantar com o Mapa nº4 e a fractura hidráulica

, 16 janeiro 20h00 entrada livre

 






















O Mapa nº4 (www.jornalmapa.pt) saiu à rua com um longo artigo sobre a fractura hidráulica, que requer uma leitura atenta, uma conversa alimentada e visionamento do documentário de Josh Fox, intitulado Gasland (2010).

Um útero é do tamanho de um punho

, 15 janeiro 21h30 entrada livre


















Leitura partilhada na Biblioteca, em directo na Rádio CasaViva.

Cinema e mulheres: Louise Michel

, 13 janeiro 21h30 entrada livre
 
Das actividades que decorrem em Janeiro na CasaViva, as segundas-feiras estão reservadas a um ciclo de cinema sobre mulheres, em que nos reencontramos com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.



Louise Michel [90']
De Gustave de Kervem e Benoît Delépine
2008 Francês com legendas em Português


«Agora que sabemos
Que os ricos são gatunos
Se o nosso pai, a nossa mãe
Não conseguiram varrê-los da terra
Nós, quando crescermos,
Faremos deles carne picada.»

Quando a fábrica vai à falência, as trabalhadoras decidem que a mísera indemnização servirá para matar o patrão. Louise (aka Jean-Pierre) fica encarregue de procurar um profissional. Encontra Michel (aka Cathy), mas será que conseguirão descobrir quem é o patrão?


Uma pérola de humor negro, evocando a anarquista da comuna de Paris (1871) Louise Michel, onde o desespero da miséria se revela por pinceladas surrealistas, chavões da teoria da conspiração e uma reflexão sobre as questões de género.

Excerto: www.vodkaster.com/Films/Louise-Michel/21777


Próximas sessões:
20/01- HANNAH ARENDT
27/01- BRANCA DE NEVE + FABULÁRIO (curta-metragem) 

Abertura da Ciclocozinha do Marques

, 10 janeiro 17h00-20h00 entrada livre

 


A Ciclocozinha abre portas esta sexta-feira.  
Aparece, entre as 17h00 e as 20h00, para aprender a arranjar a tua bicicleta, beber um chá ou uma cerveja e sujar as mãos com óleo. 

Se tiveres por casa partes de bicicletas ou ferramentas que já não usas ou estás a pensar colectivizar, aproveita para as trazer.

Kesta Merda?! Tertúlias sobre a actualidade

, 8 janeiro 21h30 entrada livre



















Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande "Kesta Merda!", seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a CasaViva, onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Basicamente de duas em duas semanas, entre copos e petiscos (se alguém chegar com eles), cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.

Se não puderes vir, sintoniza a Rádio CasaViva.  

Cinema e Mulheres #1

, 6 janeiro 21h30 entrada livre

O mês de Janeiro na Casa Viva será pontuado por uma série de actividades. Entre elas, um ciclo de cinema sobre mulheres em que poderemos nos reencontrar com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.

"As Horas" (2002), de Stephen Daldry, 1h50, drama, inglês com legendas em português. Uma longa metragem anglo-americana com base no livro homónimo de Michael Cunningham, constituindo uma homenagem ao livro de Virginia Woolf, cujo título inicial era precisamente «as horas», mas que ficou para a história da literatura como "Mrs Dalloway".


Em 1941 Virginia Woolf sai de casa, enche os bolsos de pedras e entra no rio. Assim é introduzida a história orquestrada em três tempos, três espaços e três mulheres vinculadas a um livro. Em 1923, Virginia Woolf, em Inglaterra, escreve "Mrs. Dalloway". Nos anos 50, Laura Brown, em Los Angeles, lê "Mrs Dalloway". No final do século XX, em Nova Iorque, Clarissa Vaughn, tal como Mrs Dalloway, sai de casa para comprar flores.


PRÓXIMAS SESSÕES

13/01- LOUISE MICHEL
20/01- HANNAH ARENDT
27/01- BRANCA DE NEVE + FABULÁRIO (curta-metragem)

Livro do mês: "O indivíduo na sociedade"

Porque um livro também respira, volta e meia a Biblioteca da CasaViva destaca um exemplar de uma das suas prateleiras e chama-lhe "livro do mês". Em Janeiro 2014 escolheu:

O indivíduo na sociedade  
de Emma Goldman

Natural da Lituânia, Emma Goldman (1869-1940), uma livre pensadora que viveu num período de grandes mudanças e reivindicações sociais, de ascensão de regimes fascistas e bélicos, uma mulher para quem o anarquismo era tanto um ideal político como uma filosofia de vida, emigra para os Estados Unidos em 1885 e envolve-se nas lutas operárias. Em 1893 é condenada a um ano de prisão. Antimilitarista convicta, acaba por ser deportada para a Rússia em 1917. Condenando a revolução bolchevique, deixa a Rússia em 1921. Reencontramo-la em 1936, apoiando os anarquistas da guerra civil espanhola e depois no Canadá, onde morre em Toronto, a 14 de Maio de 1940.

"A regeneração da humanidade não se alcançará sem a aspiração, a força energética de um ideal. Este ideal, para mim, é a anarquia, que não tem evidentemente nada a ver com a interpretação errónea que os adoradores do Estado e da autoridade têm aptidão para espalhar. Esta filosofia lança as bases de uma ordem social nova, fundada sobre as energias libertadas do indivíduo e a associação voluntária dos indivíduos libertadores." 
Emma Goldman

Em O indivíduo na sociedade, Emma Goldman procede a um questionamento dos tipos de governo do seu tempo, salientando a importância da construção da individualidade. Retoma ideias desenvolvidas por Kropotkine, centrando-se no indivíduo e no conceito de liberdade. Assim, cooperação e entreajuda ocorrem num panorama humanista, em que o ser é imprevisível e não obedece a modelos fictícios impostos pelos que estão no poder. 

Este pequeno texto é surpreendentemente actual, exceptuando alguns pontos exclusivamente relacionados com o momento histórico. Emma Goldman situa a solução para os problemas sociais num combate ideológico mundial, partindo de dois espaços que conhece bem: a Rússia e os Estados Unidos da América.

ciclo de cinema italiano #4

, 30 dezembro 21h30 entrada livre
















Uma série de pequenos documentários da autoria de Vittorio De Seta, produzidos entre 1954 e 1959, que pretendiam retratar o modo de vida de algumas comunidades locais, focando essencialmente o dia-a-dia de muitos trabalhadores Siciliano, dos pescadores aos mineiros, passando inevitavelmente pela dureza da ruralidade e da vida do campo. Notável capacidade de narração, melodias calmas e cores fortes.

Vinni lu tempu de li pisci spata [11“] 
(O tempo do peixe espada)
Isole di fuoco [11“] (Ilhas de fogo)
Sulfarara [10“]
Pasqua in Sicilia [11“] (Páscoa na Sicília)
Contadini del mare [10“] (Agricultores do mar)
Parabola d'oro [10“]  (Parábola de ouro)
Pescherecci [11“] (Vasos)
Pastori di Orgosolo [11“] (Pastores de Orgosolo)
Un giorno in Barbagia [14“]
  (Um dia em Barbagia)
I dimenticati [20“]
  (Os esquecidos)