Kesta Merda?! Tertúlias sobre a actualidade

, 22 janeiro 21h30 entrada livre



















Quase todos os dias somos brindados com pérolas informativas que nos fazem soltar um grande "Kesta Merda!", seguido de uma vontade voraz de debatê-las e dissecá-las até às entranhas. Aqui entra a CasaViva, onde todos os temas são importantes e qualquer assunto pode ser desmontado.

Basicamente de duas em duas semanas, entre copos e petiscos (se alguém chegar com eles), cada um traz as actualidades que mais o tocaram, intrigaram e pasmaram, para conversar sobre elas com quem estiver por lá. Porque pensar em conjunto abre sempre mais portas.


Se não puderes vir, sintoniza a Rádio CasaViva.  

Cinema e mulheres: Hannah Arendt

, 20 janeiro 21h30 entrada livre
 
Das actividades que decorrem em Janeiro na CasaViva, as segundas-feiras estão reservadas a um ciclo de cinema sobre mulheres, em que nos reencontramos com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.
















Hannah Arendt, de Margarethe von Trotta [109']
2002 Inglês com legendas em Português

Um filme. Duas mulheres. Duas mulheres de um mesmo espaço geográfico: Alemanha. Duas mulheres de tempos diferentes. Duas mulheres de duas gerações. Dois aspectos que só por si problematizam questões de género, de poder e de política. Tendo em conta uma questão subjacente, mas premente em todo o filme, que podemos resumir nestas palavras de Heidegger (1954) «(...) ainda não começámos a pensar». É isso mesmo a proposta de von Trotta e de Hannah Arendt, i.e., sim, já começámos a pensar! 

Dois conceitos. Primeiro: a natureza do mal não é radical, é extrema e, segundo, antes de qualquer pertença «local» ou «íntima», o que nos pertence a todos é a nossa humanidade partilhada. Vindo de duas mulheres de tempos diferentes, ainda são dois conceitos dificilmente percebidos num mundo assente num maniqueísmo insistente, persistente, imponente e poderosamente masculino!

A história, antes de ser a vida de Hannah Arendt, como o título do filme sugere, que obviamente não se resume ao momento do julgamento de Eichman em Jerusalém, conta a história de um pensamento de uma mulher amante de, e amada por, Heidegger, companheira e esposa de Günther Stern (aka Günther Anders), amiga de Walter Benjamin, contemporânea de grandes pensadores, e diz-nos: «Sim, já começámos a pensar!», mexendo na dolorosa ferida dos enganos e desilusões perpetuados pelo mundo ocidental.

Trailer: http://youtu.be/HHzVOBMMGqc

4ª e última sessão:
27/01 Branca de Neve + Fabulário (curta-metragem)

Riot de Janeiro: professores em luta

sábado, 18 janeiro 20h00 entrada livre














2013 foi um ano diferente para o Brasil, e principalmente para o Rio de Janeiro, apelidado carinhosamente de Riot de Janeiro. Muitos movimentos se consolidaram, cresceram, e a ação direta tornou-se ordem do dia. 

Entre estes movimentos, a Greve dos professores do Estado e Município do Rio de Janeiro teve um destaque especial. O movimento de base, assembleias com 20.000 professores, ocupações e muitas outras atividades sacudiram a vida dos cariocas e fizeram história. A companheira Bárbara Mendonça, participante da greve fará então uma apresentação para nós, aqui na CasaViva, no sentido de contar-nos, de dentro, como tudo isso aconteceu.

Jantar com o livro do mês

, 17 janeiro 20h00 entrada livre
















O indivíduo na sociedade

"A regeneração da humanidade não se alcançará sem a aspiração, a força energética de um ideal. Este ideal, para mim, é a anarquia, que não tem evidentemente nada a ver com a interpretação errónea que os adoradores do Estado e da autoridade têm aptidão para espalhar. Esta filosofia lança as bases de uma ordem social nova, fundada sobre as energias libertadas do indivíduo e a associação voluntária dos indivíduos libertadores."  
Emma Goldman

Info sobre o livro do mês de janeiro aqui

Preparação da Oficina Activa III

, 17 janeiro 19h00 entrada livre
























Faz-Tu-Mesmo! Na procura da autonomia o Do-It-Yourself é a nossa forma de recuperar os saberes e o conhecimento. O fazer as coisas por nós próprios e a liberdade e gratificação que ganhamos ao não cair na obrigação do consumo imediato de um produto acabado ou na dependência da vontade e acções de outros é mais um passo para nos libertar de uma sociedade e de um sistema que nos faz pensar que sem o seu modelo de produção massiva ou os seus modelos políticos de representação nada resta.

Porque sabemos que próximo de nós temos muitos amigos com muita coisa para ensinar e seguindo o espírito das Oficinas Activas que se realizaram há uns anos no Porto (http://oficinaactiva.weebly.com), vai acontecer na CasaViva dias 31 de Janeiro, 1 e 2 de Fevereiro um encontro DIY onde em conjunto vamos aprender e ensinar a agir e fazer por nós mesmos. No encontro, de acesso totalmente livre e onde não há nem vendedores, nem consumidores, professores ou alunos, vamos ter: oficinas, jams de música abertas, animações e, esperamos nós, acções.

Se quiseres ajudar a organizar o evento ou propor uma oficina, da qual serás responsável, aparece esta sexta-feira, pelas 19h00.

Jantar com o Mapa nº4 e a fractura hidráulica

, 16 janeiro 20h00 entrada livre

 






















O Mapa nº4 (www.jornalmapa.pt) saiu à rua com um longo artigo sobre a fractura hidráulica, que requer uma leitura atenta, uma conversa alimentada e visionamento do documentário de Josh Fox, intitulado Gasland (2010).

Um útero é do tamanho de um punho

, 15 janeiro 21h30 entrada livre


















Leitura partilhada na Biblioteca, em directo na Rádio CasaViva.

Cinema e mulheres: Louise Michel

, 13 janeiro 21h30 entrada livre
 
Das actividades que decorrem em Janeiro na CasaViva, as segundas-feiras estão reservadas a um ciclo de cinema sobre mulheres, em que nos reencontramos com Virginia Woolf, Louise Michel, Hannah Arendt, mas também com Mrs Dalloway, Louise (aka Jean-Pierre) e Michel (aka Cathy), ou heroínas de contos infantis.



Louise Michel [90']
De Gustave de Kervem e Benoît Delépine
2008 Francês com legendas em Português


«Agora que sabemos
Que os ricos são gatunos
Se o nosso pai, a nossa mãe
Não conseguiram varrê-los da terra
Nós, quando crescermos,
Faremos deles carne picada.»

Quando a fábrica vai à falência, as trabalhadoras decidem que a mísera indemnização servirá para matar o patrão. Louise (aka Jean-Pierre) fica encarregue de procurar um profissional. Encontra Michel (aka Cathy), mas será que conseguirão descobrir quem é o patrão?


Uma pérola de humor negro, evocando a anarquista da comuna de Paris (1871) Louise Michel, onde o desespero da miséria se revela por pinceladas surrealistas, chavões da teoria da conspiração e uma reflexão sobre as questões de género.

Excerto: www.vodkaster.com/Films/Louise-Michel/21777


Próximas sessões:
20/01- HANNAH ARENDT
27/01- BRANCA DE NEVE + FABULÁRIO (curta-metragem) 

Abertura da Ciclocozinha do Marques

, 10 janeiro 17h00-20h00 entrada livre

 


A Ciclocozinha abre portas esta sexta-feira.  
Aparece, entre as 17h00 e as 20h00, para aprender a arranjar a tua bicicleta, beber um chá ou uma cerveja e sujar as mãos com óleo. 

Se tiveres por casa partes de bicicletas ou ferramentas que já não usas ou estás a pensar colectivizar, aproveita para as trazer.