Oficina de Electricidade

domingo, 6 abril das 9h00 às 18h00 entrada livre mas era fixe que os participantes trouxessem alguma(s) das seguintes coisas:

Cabo eléctrico - Fase, neutro e terra de 1,5 mm
Tubo rígido ou flexível
Abraçadeiras para tubo rígido e/ou flexível
Uniões para tubo rígido e/ou flexível
Tomadas, Fichas, Interruptores, Caixas de derivação e Ligadores
Barras de cola a quente
Busca pólos, Chaves de Fenda e Alicates

Esta oficina terá uma carga horária de 8h, distribuída por blocos de 4h (9h00/13h00 e 14h00/18h00) e será teórico-prática.























Com esta oficina pretende-se dar conhecimentos de electricidade de forma a compreender fenómenos, conceitos e metodologias relacionadas com a área.

Pretende-se que permita adquirir um conjunto de conhecimentos básicos de corrente eléctrica de forma a compreender o funcionamento de circuitos fundamentais.

Programa 
Cuidados a ter com a electricidade
Iniciação à electricidade - Medir  e interpretar grandezas eléctricas.
                                         Analisar circuitos eléctricos
Circuito básico
Viagem na electricidade 

Almoço incluído

Sábados com Anarquia na CasaViva

sábado, 5 abril 18h00 entrada livre


 





















Este é um dos primeiros do que se esperam ser vários sábados onde através de discussões, reflexões e/ou desvaneios se pretende desconstruir aquilo que entendemos por anarquia.

18h Debate "Misérias e limites da mentalidade activista"*
21h Documentário Lucio (anarquista, atracador, falsificador, pero sobre todo… albañil)
Noite fora... Festa do teledisco chunga


*Sugestão de leitura para preparar o debate (em inglês): zinelibrary.info/files/giveupTotal.pdf

Montras, um Porto emparedado + Feira (A)normal de Artesanato

6ª, 4 abril 21h00 entrada livre


 












Inauguração de exposição de fotografias de Olga Santos

A invicta derrotada por invasores não nomeados. Ao passear pelas ruas sinto-me turista na cidade onde nasci. As montras emparedadas de um comércio que já deu vida à cidade transformam-se em lojas gourmet, artesanato urbano e restaurantes turísticos invisíveis aos olhos dos moradores. A CRISE está espelhada em todas as ruas que percorri, em todas as montras que já só vendem notícias ressequidas de promessas eleitorais.

Fotografias tiradas durante os meses de Fevereiro e Março de 2014, nas Ruas de Santa Catarina, Sá da Bandeira, Rua das Flores, Rua de Ceuta, Rua da Fábrica, Rua do Almada, Sampaio Bruno, Largo dos Lóios, Rua de José Falcão, Fernandes Tomás e Rua do Bonjardim.

A exposição ficará nas paredes da Casa até fim de Abril. E as fotos estão disponíveis para, se alguém a(s) quiser comprar, ajudar a Casa a pagar o seu IMI.

 
Feira (A)normal de Artesanato

A Feira (A)normal pretende ser uma feira de artesanato diferente por vários motivos:

Porque queremos ter em conta a injustiça do papel do dinheiro nesta sociedade capitalista. E é pensando nisto que neste evento no qual pretendem-se vender peças feitas a mão, não haverá preços impostos, mas sim um diálogo entre o critério dx criador/a e x possível comprador/a para arranjar a forma mais justa de pôr um "nome" econômico a coisas feitas com o coração.

Porque parte desse "nome" ajudará à CasaViva a continuar existindo, já que irá destinado a pagar o IMI.

Porque é aberta a todxs xs anormais que quiserem participar :) aceitando as anteriores condições.

Animem-se a participar! Passem a palavra!!!

[Errata] Fora do Eixo chegou até nós

O colectivo CasaViva, em sua carta aberta "O Fora do Eixo chegou até nós", publicada no nosso blog, enviada para colectivos amigos, e republicada pelo Passa Palavra (http://passapalavra.info/2014/03/93053), continha uma informação equivocada:

"O Fora do Eixo recebe entre 3% e 7% de todo o dinheiro anual destinado à área da cultura no Brasil."

Na verdade a informação correcta, segundo as fontes disponíveis, é que o Fora do Eixo recebe de 3% a 7% do seu orçamento próprio via editais públicos. Reconhecemos que o erro foi grosseiro, e pedimos desculpas públicas pelo ocorrido.

Entretanto, graças a esse erro a nossa carta curiosamente despertou a atenção de muita gente, inclusive do líder do Fora do Eixo, Pablo Capilé, que fez referência a ela num post no seu perfil do facebook (www.facebook.com/pablocapile/posts/649814998406564?stream_ref=10).

Ok, Capilé, assumimos o nosso erro.

A pergunta que fazemos agora é: e o Fora do Eixo? Dentre as muitas acusações que fizemos, a única coisa que tem a declarar é isso? Ora, sendo assim, devemos presumir que todas as outras objecções que fizemos às prácticas do Fora do Eixo estão implicitamente assumidas por eles próprios como legítimas, uma vez que, tendo a oportunidade, não se importaram sequer em contestá-las.

Em outras palavras: importa ao Fora do Eixo, na figura de Pablo Capilé, defender-se de uma calúnia relativa à quantidade de dinheiro público que recebe. Mas...

O que tem ele a dizer a respeito do dinheiro que o Fora do Eixo recebe de grandes corporações e bancos privados? 

(bom, até onde se sabe, ele gaba-se: www.facebook.com/pablocapile/posts/649814998406564?stream_ref=10 - a partir de 11:00) 

O que tem ele a dizer a respeito da estrutura hierarquizada da qual ele, naturalmente, ocupa o posto mais alto?
 
O que tem ele a dizer a respeito da remuneração (inexistente) dos artistas que participam nos festivais promovidos pelo Fora do Eixo, mas que revertem em "capital simbólico" que, no final da cadeia, irá gerar mais dinheiro para a empresa em futuras disputas por financiamento?
 
O que tem ele a dizer a respeito das diversas denúncias de assédio moral contidas em relatos de ex-moradores das Casas Fora do Eixo? E sobre o regime exploratório de trabalho dentro dessas Casas? O que tem ele a dizer, sobretudo, a respeito do facto concreto de que o Fora do Eixo vem enfrentando uma enorme rejeição na tentativa de estender seus tentáculos na direção de Portugal e Galiza? Rejeição à qual, diga-se de passagem, o Fora do Eixo vem tentando driblar escondendo sua marca e se camuflando sob novos nomes.

Vindo de Capilé e seus defensores, o silêncio a respeito dessas questões é eloqüente.

O debate acumulado no Brasil em torno do Fora do Eixo e a sua experiência já deixou muito claro de qual lado esse tipo de iniciativa está, e desde aqui queremos reforçar que nós não estamos desse lado.

Acreditamos que a nossa actuação política (seja ela na área da arte e da cultura, ou seja ela na educação, agricultura, moradia, trabalho, etc.) jamais será REALMENTE transformadora se não for também uma luta ANTI-CAPITALISTA. E a todos os colectivos da região que também acreditam nisso, reforçamos o nosso apelo a que digam NÃO ao Fora do Eixo e ao seu modelo de cooptação das forças locais.

abril 2014, CasaViva

"Aqui Não Jaz João César Monteiro" - 5ª sessão

2ª, 31 março 21h45 entrada livre
Vai e Vem, 2003 (english subtitles)
 


 











João Vuvu, viúvo, sem família, à excepção de um filho que se encontra a cumprir pena de prisão por duplo homicídio e assalto a um banco à mão armada, vive sozinho em casa própria, ampla, soalheira e indiciadora de apreciável abastança, num bairro antigo de Lisboa, situado no sopé do Monte Olivete. Pouco ou nada sociável, o senhor João Vuvu efectua diariamente o seu passeio no autocarro nº 100, repetindo infatigavelmente o mesmo trajecto: no sentido ascendente entre a praça das flores e o jardim do Príncipe Real e, no sentido descendente, até ao ponto de partida e subsequente regresso a casa.

O último filme de João César Monteiro, é a obra mais biográfica do autor. Nele, João César desmonta o seu próprio cinema para depois o voltar a refazer, autocritica-se e expõe-se emocionalmente. E fá-lo sempre na presença daqueles que dele se alimentaram, o público, o tal que João César Monteiro, um dia, quis que se fodesse. Um dos maiores filmes do cinema contemporâneo.

É efectivamente uma despedida em forma de frames, e de sorrisos em esguelha, e de humor negro quase “nosferatus”, e de tristeza enraivecida, e de tempo cíclico, e de radical critica à sociedade, e de ternura sincera. E tudo é uno num olhar azul, final, que nos convida a sermos João César Monteiro com o próprio, no próprio.

É um abraço azul, enorme, quase sufocante, que João César Monteiro nos oferece na despedida. Isso e toda a sua obra.

Leitura ajantarada a 3 vozes

6ª, 28 março 20h00 entrada livre



 












Uma fonte anónima e inédita conta que um dia darwinistas, maltusianos e sociólogos foram convidados à mesa de homens poderosos, capitalistas e proprietários, a nata da sociedade de então. Quando chegaram já embriagados de tanta ciência, embebedaram-se de poder. Nessa famosa noite de luxúria educada, num momento de loucura, estipularam que a lei do mais forte e a competição são a regra da natureza. Nessa noite configuraram as relações de poder que ainda hoje nos assolam.

Pois, vejam bem, foi preciso relermos Kropotkine para ficarmos a saber que FOMOS ENGANADAS! A LEI DO MAIS FORTE NÃO É, NUNCA FOI A REGRA!
Venham descobrir os pormenores desta fantástica história que passa pela vida das formigas, dos pássaros, dos ratos, dos coelhos e das lebres...

Se não puderem aparecer, sempre podem pôr os ouvidinhos colados à melhor rádio cá da tasca!

“O MISTÉRIO DO COISO e outras histórias" de Thomas Bakk

6ª, 21 março 21h30 entrada livre 



Um espetáculo de contos da autoria de Thomas Bakk, Contautor. Autor e Contador de histórias, tem livros publicados e peças encenadas em Portugal, Brasil e Angola. Formado em Arte Dramática e com um longo percurso como artista performativo, volta à Casa Viva para uma única apresentação do espetáculo que já foi visto por milhares de pessoas em todo o país. As histórias são contadas pelo próprio autor que narra e interpreta várias personagens, utilizando o Teatro e a Música, num espectáculo despojado e bem-humorado. Os mais hilariantes contos jocosos, da fábula ao realismo fantástico, que levará o público do riso às lágrimas. 

Duração: 60 minutos Público-alvo: Adulto

https://www.facebook.com/Contautor

Poesia na casa

4ª, 19 março 21h30 entrada livre


 










Tu que te dizes homem! Tu, que te alfaiatas em modas e fazes cartazes dos fatos que vestes pra que se não vejam as nódoas de baixo!” Começando com “A Cena do Ódio” de Almada Negreiros, ou com outro poema qualquer, vamos ler poesia satírica, de escárnio e maldizer, que vontade não falta de partir tudo, neste caso só com palavras. Tragam poemas para ler, ouvir e partilhar que outros vos esperam.

Se não puderes aparecer, ouve na Rádio CasaViva (radiocv . punked . us)