zeca pirata... a cantar desde 1929

sábado, 24 julho entrada livre

20h00 Estreia mundial de Zeca pirata na RaDIYo CasaViva, em audição colectiva e comentada na cozinha.


22h00 Projecção de Legados de Zeca, um documentário de Marco Pereira, que gera a crítica que, presumidamente, José Afonso faria sobre a sociedade portuguesa pós-25 de Abril.





















Inevitavelmente pirata

O 25 de Abril não foi feito para esta sociedade, para aquilo que estamos agora a viver, dizia Zeca Afonso à RTP2 em 1984, mal imaginava ele como podiam continuar certeiras as suas palavras 36 anos depois da Revolução dos Cravos. E 36 anos depois, quando se comemoram 80 anos do seu nascimento, é com Zeca a exortar os jovens à insubordinação, à subversão, que arranca este Zeca pirata.


Inevitavelmente pirata, porque o Zeca, para além da liberdade, cantava tudo aquilo que define uma humanidade fraterna e solidária, em tudo contrário a uma humanidade presa a conceitos de propriedade, material, intelectual e artística. O Zeca é património mundial, exemplo maior dos que lutam e acreditam num mundo mais justo, onde não têm lugar nem muros, nem ameias, e em cuja concepção não existe o outro, existe o nós!


E nós concretizamos Zeca pirata, um projecto consensual para o colectivo CasaViva assim que convidado a participar nos 80 Anos de Zeca: desafiar músicos/bandas que tocaram na casa a gravarem uma versão do cantautor. Saíram 15 versões de 13 músicas. Uma com pronúncia galega, de uma terra calcorreada por Zeca; outra com pronúncia austríaca, de um sítio onde Zeca chegou mesmo que nunca lá tenha ido. Umas mantendo o cariz popular, outras substituindo a guitarra acústica pela eléctrica, saboreando a intervenção com notas de rock, uns acordes de jazz, sons eléctricos, ruídos imprevistos e um ligeiro toque punk. O retoque final teve a cumplicidade de Blandino e a cronologia da edição dos álbuns a que as músicas pertencem é a única responsável pelo alinhamento, com o VídeoJogos, como excepção, a fechar.


Suspeitamos que o Zeca havia de gostar do resultado. Obviamente disponível para cópia pirata.

josé saramago, parte 2

Cinema Comunitário
sábado, 24 julho 18h00 entrada livre












Blindness, de Fernando Meirelles (120')

Baseado em Ensaio Sobre a Cegueira, livro de José Saramago


Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge a humanidade, pondo à prova os seus mais básicos instintos, necessidades e sentimentos, numa infame luta pela sobrevivência.

sábados de manhã sem glúten

sábado, 24 julho 10h00 | 13h00 entrada livre










Glúten??? Arroz, milho, trigo sarraceno, milheto, quinoa, mandioca... Alimentação sem glúten = descoberta, criatividade, engenho, desenrasque, muita persistência. Há quem não tenha uma alternativa à alimentação sem glúten. Há quem tenha, e se aventure a conhecer novos produtos, novos usos, novas receitas!


E há um espaço na CasaViva aberto a portadores de intolerância ao glúten / doença celíaca, a portadores de perturbações do espectro do autismo, a exploradores da alimentação e da cozinha, a profissionais de Saúde que querem saber mais para cuidar melhor, aos pais e aos amigos. Aberto à(s) comunidade(s). A nova Casa da Ideias SG. Aos sábados de manhã. Uma ideia sem glúten.

cinema pela palestina

, 23 julho 22h00 entrada livre

O GAP - Grupo de Acção pela Palestina apresenta:


Bil'in My Love, de Shai Carmeli Pollak (85')
Documentário. 2003
Produção: Israel. (Legendas em Inglês)













Uma aldeia Palestiniana, Bil'in, decide lutar contra o Exército Israelita, recorrendo a meios pacíficos, quando o muro de separação ameaça a divisão da aldeia. O realizador, Shai Carmeli Pollak, chegou à aldeia de Bil'in como activista, pertencendo ao colectivo israelita Anarchists Against the Wall, mas acabou a documentar um acontecimento enorme quando Israelitas e Palestinianos, juntos, lutam para evitar a construção do muro de apartheid que o Estado Israelita procura impor na Cisjordânia, roubando terras às comunidades palestinianas.


O documentário foca-se essencialmente na luta do Comité Local de Moradores da aldeia e num agricultor que arrisca-se a perder a maior parte da sua terra com a construção do muro. O filme demonstra que é possível a comunicação e o esforço para que comunidades palestinianas trabalhem em conjunto com activistas e colectivos israelitas na luta pelo fim da ocupação.


A Anarchists Against the Wall (AATW) é um grupo de acção directa, formado em 2003 como resposta à construção do muro israelita em terras Palestinianas na Cisjordânia ocupada. O grupo trabalha em cooperação com os Palestinianos numa luta conjunta contra a ocupação.

punk hardcore

, 22 julho 20h00 entrada livre






















Citizen Kane (país basco)
www.myspace.com/citizenckane

Fina Flor do Entulho (pt)
www.myspace.com/finaflordoentulho

todas as vésperas da penúltima 6ª do mês

, 22 julho 18h30 | 20h30 entrada livre


Têm uma bicicleta em casa, mas não está boa para andar? Gostavam de conhecer malta que gosta tanto de biclas como vocês? Querem aprender a sujar as mãos e fazer as vossas próprias afinações e reparações?


A Cicloficina é isto tudo e muito mais, um punhado de voluntários utilizadores de bicicletas no dia a dia, aparece uma vez por mês na CasaViva para fazer coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim, apertar umas porcas e parafusos, etc..


Não se fazem geralmente substituições de peças porque não as temos (pensamos em criar um baú de peças usadas utilizáveis), para isso poderemos encaminhá-lo para uma oficina de bicicletas devidamente equipada e profissionalizada. Consoante as circunstâncias (e se o Hugo aparecer ;) ) poderá haver workshops sobre como afinar e reparar os vários componentes – aproveitar o processo para ensinar outras pessoas a fazer este tipo de coisas.


cicloficina.wordpress.com