Noves Fora Tudo

6ª feira, 1º Maio, 12h09 - Entrada livre


Morro a 1 de Maio. Se me tens algum carinho, não me evoques. Não me chores. Não me metas na gaveta do lembras-te quando. Se nostalgia for o sentimento que fica depois de mim, esta viagem de 9 anos não valeu a pena.

Preferia deixar-te o sabor amargo de algo inacabado. Não para que me continues. Antes para que te dê asas à vontade de experimentar. Para que te anime a levantares-te contra quem te oprime, a inventar formas de estar e viver livres de poder, a remar contra a corrente do capital, a criar, enfim, a tua própria utopia.

Só assim, só se a minha morte te elevar os níveis de raiva e de sonho, só se mil novas experiências de liberdade se erguerem, só assim, repito, terá valido a pena. Se a cidade arde por falta de espaços de partilha, que se criem esses espaços. E que se veja a cidade a arder.

Despeço-me. Até nunca. O colectivo que me gere diz até já.


12:09 okupação da praça (sofás, loja livre, jogos, morfes...)

16:00 início das hostilidades musicais

18:00 abertura da sala cinematográfica



- Recycled Maddona – vivafilmes
- O Que É a Arte? – Pedro Rocha
- Saturado (2009 - 20 minutos) – Tiago Afonso
- Histórias do Fundo do Quintal (2012 - 13 minutos) – Tiago Afonso
- AS Troianas (2014 - 6 minutos) – Tiago Afonso
- Osu#2 (2003 - 10 minutos) - colectivo osu

PALCO SALÃO (termina quando tiver de terminar)
Grito! https://www.facebook.com/Gritoinvicta?fref=ts
Self-rule https://www.facebook.com/selfruleband?fref=ts
Cabeça de Martelo https://www.facebook.com/CabecaDeMartelo?fref=ts
Erro Crasso https://www.facebook.com/ErroCrasso?fref=ts
Txuvasko https://www.facebook.com/pages/Txuvasko-PUNK/496982673717269?fref=ts
Katana https://www.facebook.com/pages/KATANA/1460310104221389?fref=ts
Anarchrist https://www.facebook.com/anarchrist01?fref=ts
Atrofio https://www.facebook.com/atrofio.banda?fref=ts
Insurratos https://www.facebook.com/Insurratos?fref=ts
Discórdia https://www.facebook.com/discordiapunkpt?fref=ts
Nostragamus https://www.facebook.com/nostragamus.pt?fref=ts
Come Cacos https://www.facebook.com/come.cacos.5?fref=ts
Um Trinco no Mamilo https://www.facebook.com/umtrinco.nomamilo?fref=ts
Estado de Sítio https://www.facebook.com/estadodesitiopunx?fref=ts
GG Ramone https://www.facebook.com/events/1599645870275506/

PALCO JARDIM (termina às 22:00)
Dokuga https://www.facebook.com/dokugapunx?fref=ts
Morto Coltese https://www.facebook.com/mortocoltese?fref=ts
Time Shifter https://www.facebook.com/timeshiftermusic?fref=ts
Quarteto RESIST! https://www.facebook.com/pauloalexandrejorge?fref=ts
Rap Riça&kass https://www.facebook.com/rica.boeing?fref=ts
Lost Gorbachev https://www.facebook.com/pages/lost-gorbachevs/143045739094283?fref=ts

PERFORMANCES
Thomas Bakk https://www.facebook.com/thomas.bakk2?fref=ts
NU (Nuno Pinto) https://www.facebook.com/projecto.momo.9?fref=ts
VJ Mutante (Set Punk & Alternativo da Pesada) https://www.facebook.com/noe.alves.12?fref=ts
AP Ribeiro (poesia) https://www.facebook.com/antonio.p.ribeiro.12?fref=ts
Ana Afonso / Ana Ribeiro (música)

Cinemorfes - Benefit Marcha Global Contra Monsanto

4ª feira, 22 Abril, 19h00 - Entrada livre



Este jantar tem como objetivo angariar fundos para ajudar na organização da MARCHA GLOBAL CONTRA MONSANTO que se realizará no Porto no dia 23 de Maio de 2015 para que os alimentos transgénicos e a insegurança alimentar fiquem fora de Portugal e para defender os interesses da sociedade contra as grandes multinacionais de Agronegócio e o Tratado Transatlântico entre a UE e os EUA (TTIP).

A atividade abusiva e lesiva das multinacionais agroquímicas apenas é conseguida com a cumplicidade dos governos. Infelizmente, Portugal tem estado na linha da frente. Esta é também uma das lutas a travar, no país e no planeta.

Visualização da palestra:

Feeding the World - Edible Education por RAJ PATEL http://en.wikipedia.org/wiki/Raj_Patel

Raj Patel é um economista, académico, escritor premiado e activista de tripla nacionalidade – britânica, indiana e norte-americana. Estudou na Universidade de Oxford, na London School of Economics e na Universidade de Cornell. Atualmente colabora como investigador na Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul e na Universidade da Califórnia, em Berkeley. É professor na Lyndon B Johnson - Escola de Assuntos Públicos da Universidade do Texas, Austin e pesquisador da Unidade de Ciências Humanas na Universidade de Rhodes (UHURU), África do Sul. Trabalhou para o World Bank e para a World Trade Organization, e foi consultor das Nações Unidas tornando-se um acérrimo crítico de todas estas organizações.

O seu primeiro livro: "Stuffed and Starved: The Hidden Battle for the World Food System" é visto hoje como um marco na literatura de justiça social e o seu último: "The Value of Nothing" foi um best-seller do New York Times.

morfes: 20:00
cine: 21:30

Exposição "Campeão dos Pesos Pluma"

6ª feira, 17 Abril, 17h00 - Entrada livre


Exposição de - mais que Um Cento, mais que Um Cesto de - (a eles relativos) Desejos, Desígnios, Desenhos...com jantarada...

Benefit - Hortas Di Pobreza

6ª feira, 10 Abril, 21h00 - Entrada livre


Hortas di Pobreza é um documentário sobre raízes locais em tempo de trocas globais. Retrata uma comunidade rural de agricultores de etnia balanta, de uma aldeia no remoto sul da Guiné-Bissau, cujos habitantes vivem, como quaisquer pequenos produtores em qualquer parte do mundo, processos de transformação social derivados de políticas económicas e interesses globais.

SINOPSE:

Atravessando caminhos de terra e cabras no sul da Guiné-Bissau, é possível encontrar Pobreza, uma aldeia balanta isolada no fim de uma remota península de sal. Aparentemente perdida no tempo e envolta por mato denso, a tabanca não vive alheia às dinâmicas económicas dos mercados globais. Os sacos que outrora daí saíam cheios de arroz di bolanha para vender, levam agora o novo ouro da terra: o caju. Djintis ka tem gós! Os filhos da terra estão a migrar. Em Pobreza restam mãos enrugadas, que depositam agora a esperança nas novas hortas de caju, a castanha que produzem e não comem.

info sobre o projecto: http://hortasdipobreza.wix.com/hortas-di-pobreza-film

+ info sobre o documentário (inclui trailer): http://cargocollective.com/liquen/Hortas-Di-Pobreza

Sobre a cinecaravana na Guiné-Bissau para acender a discussão no país http://cargocollective.com/liquen/CineCaravana-Guine-Bissau-2013

Sobre a investigação em (falta de) segurança alimentar que motivou o filme: http://cargocollective.com/liquen/Investigacao-Seguranca-Alimentar-Guine-Bissau

BENEFIT para Doc independente SEED ACT
SEED ACT Film crowdfunding https://vimeo.com/118038272

Morfescine - O Fantasma da Liberdade

4ª feira, 8 Abril, 19h00 - Entrada livre


O Fantasma da Liberdade é o penúltimo filme do director Luis Buñuel. Filme Francês-Italiano lançado em 1974 e co-escrito com o seu amigo Jean-Claude Carrière. O roteiro foi inspirado em um conto de Gustavo A. Bécquer. O título é tirado da primeira frase do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels: "Um fantasma [comunismo] excursionou pela Europa".
Diferentes histórias se entreligam e tratam diferentes temas: a religião, o poder, as convenções sociais. Buñuel goza com tudo isso propondo um mundo ao contrário.
O filme divide-se em 14 histórias (ou capítulos) entreligadas por uma personagem ou uma situação que liga uma história com a seguinte.
A cena de abertura é inspirada na pintura de Francisco Goya “O Terceiro de maio de 1808.”. Inicia-se em Toledo em 1808, durante a ocupação da cidade pelas tropas napoleónicas.

Cinemorfes - 12 Angry Men

4ª feira, 1 Abril, 19h00 - Entrada livre


Nos Estados Unidos (1957), um júrí composto por 12 homens delibera sobre a culpa ou inocência de um réu, condenado a pena de morte. Na base do indubitável (procura sobre as evidências sem suscitar qualquer dúvida), o veredicto do júrí deve ser unânime. O filme torna-se notável porque grande parte, 93 dos 96 minutos, passam-se unicamente numa mesma sala. Doze Homens em Fúria explora diferentes técnicas e dificuldades nos processos de construção de consenso, entre um grupo cujas personalidades adquirem intensidade com o desenvolvimento do conflito.

Caravana Transibernal na Casa Viva

5ª feira, 26 Março, a sábado, 28 Março - Entrada livre



A Caravana Transibernal faz uma paragem pelo Porto e estaciona no Marquês. Durante 3 dias vão dinamizar a Casa Viva com conversas, debates, ateliers e jantares, com um espírito de partilha e aprendizagem comum.

No domingo, 29 Março, seguem para o Moinho para preparar um almoço Intergaláctico com distribuição de pão.

http://lacaravane.noblogs.org/

Cinemorfes - Cowspiracy

4ª feira, 18 Março, 19h00 - Entrada livre


A partir das 19h aparece para ajudar na preparação dos morfes... cortar e lavar legumes entre palavras e música animada e logo a seguir... Cowspiracy, documentário focado nos problemas ecológicos causados pela produção animal, desde produção de gases com efeito de estufa, poluição da água e dos solos até destruição das florestas.... Os estudos, apresentados no filme de uma forma simples e acessivel revelam que a industria animal é uma das atividades humanas com maior impacto no planeta. Porque é que ninguem fala disso e até as maiores organizações ambientalistas tentam evitar essa pergunta inconveniente? Anda ver!

Jantar + Concerto acústico Buterflai e Ana Martí

Domingo, 15 Março, 19h30 - Entrada livre



Depois de uma conversa/debate com o editor da revista Punto de Fuga no Gato Vadio, vamos migrar até à Casa Viva para fazer o tacho e ouvir Buterflai e Ana Martí.

Descarrega o último álbum de Buterflai em:
https://refraneroagricola.wordpress.com/
Ouve o último álbum de Ana Martí em:
http://anag.bandcamp.com/

Concerto - Focolitus + dSCi + Juan Inferno + Panelas Depressão

Sábado, 14 Março, 17h00 - Entrada livre


Das longínquas terras sulistas sobem os jurássicos Focolitus, as eternas dUAS seMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS, os bébés Juan Inferno e as circenses Panelas Depressão

Semana Palestina: Jantar Tertuliado


A partir das 19h é preciso várias mãos e narizes inventores de sabores para preparar o tacho. Quanto mais melhor, porque esta coisa de se falar da noção de estado precisa de muitas invenções, já que são poucos os sítios em que não há Estado e, por estas bandas, só conhecemos e experimentámos o Estado.
Diz-se que falar é o momento mais poético do pensamento, portanto vamos falar!
Para a conversa, levamos uns papelinhos para ajudar à poética!

Mas ficam aqui umas dicas, só para baralhar os miolos, sacudir o pó ou pestanejar de sonhos!

G. Agamben, no seu livro Estado de Excepção diz-nos que "A primeira Guerra Mundial - e os anos seguintes - aparecem (...) como o laboratório em que foram experimentados e aprontados os mecanismos e dispositivos* funcionais do estado de excepção como paradigma de governo». Sendo que o estado de excepção constitui um vazio de direito, em que os decretos surgem como força de lei, temos visto ultimamente como esta prática de governo se generalizou baseando-se no paradigma da segurança.

Leia-se o que nos é dito sobre o Estado de Israel na página do Knesset: "Israel não tem uma constituição escrita, mesmo se de acordo com a Proclamação da Independência, uma assembleia constituinte deveria ter preparado uma constituição até 1 de Outubro de 1948. O atraso na preparação da constituição decorreu principalmente devido aos problemas que emergiram alegadamente entre uma constituição secular e a Halacha (a lei religiosa Judaica)." (mais aqui). Sabendo isto e tendo em conta que, segundo Foucault retomado por Agamben,  um dispositivo* é «a capacidade de capturar, orientar, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as condutas, as opiniões e os discursos do seres vivos» e que o estado de excepção se instaurou como força de lei, não nos parece ilógico considerar que a criação do Estado de Israel em 1948 seguiu um modelo de estado de excepção sem precedentes.
Esses princípios de 1948, que enformaram todo o desenvolvimento do Estado de Israel, traziam já a semente cujos frutos se têm visto e se continuam a ver nos resultados desastrosos dos governos sionistas e na formação duma cada vez maior comunidade de refugiadas e refugiados palestinianas e palestinianos. A pequena luz que nos trouxe Hannah Arendt em Nós, os refugiados, com a possibilidade, aventada por Agamben, de que a condição de refugiados pudesse ser um paradigma para uma nova consciência histórica que envolveria o declínio do Estado-nação e potenciaria a formação de uma comunidade política ainda por vir, foi-se extinguindo perante um quotidiano de sobrevivência assistida.
Ainda assim, num contexto actual, em que têm vindo a surgir uma série de pequenos estados novos, A. Negri abre uma janela para formularmos o que ainda não tem nome: "A minha conclusão é que não podemos escapar à mundialização. E, sem dúvida, a única saída, que nos permitiria ser livres, seria um êxodo democrático fora do Estado-nação. O que significa? Quero dizer que se acarinhamos aquilo que na nação podemos considerar como positivo e criativo, se gostamos da língua e da literatura – se houver uma –, da memória e da imaginação – se ainda valer a pena –, ou das paisagens, do cheiro da terra e dos seus relevos, que por vezes são as coisas que mais acarinhamos – se gostamos disso tudo, e de tantas outras coisas mais, há que renunciar em fazer da nação um Estado. Como é possível ? Não sei."

Semana Palestina: Jantar palestiniano com Nakba à conversa


A partir das 19:00 jantar com ementa Palestiniana - 
Às 21:00: Lançamento do Folhas Soltas nº 4 sobre o tema da NAKBA, CD palestina, seguido de uma sessão de esclarecimento sobre a Nakba, a Ocupação e os Refugiados com a presença de palestinianos. 
A Nakba é um processo histórico, contínuo e actual? Se a narrativa histórica israelita se constrói entre limpeza étnica e limpeza histórica, quais os principais actores da omissão da história da população autóctone? Quais os contornos da ocupação Israelita? Qual é a situação dos refugiados palestinianos?

Semana Palestina: Cinemorfes de BDS


CINEMORFESde BDS - às 19h várias mãos começam a preparar o tacho e a seguir vamos tentar perceber o que é essa coisa do BDS com palavras e imagens.

Adiantando um pouco, o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) foi iniciado em 2005 através de um apelo da sociedade civil palestiniana. Este movimento, semelhante ao que se desenvolveu no tempo do apartheid da África do Sul, tem vindo a crescer junto de sindicatos, ocupações de fábricas de armamento, pressões na comercialização de produtos vindos ou produzidos das/nas colónias israelitas ilegais, boicotes culturais, desportivos e académicos....

Semana Palestina: Poesia Contra a Parede

Poesia Contra a Parede. 
Vamos escrever haikus* ou outras formas poéticas sobre fotografias da Palestina que poderemos colocar nas paredes da Casa Viva, ou pendurar ou recolher em forma de fotozine, ou.... Traz o teu fôlego, fotos que queiras partilhar, marcadores, tesouras e cola!

* O Haiku é uma forma poética breve, simples e "visual" de origem japonesa que surgiu no século XIX. São poemas que eram para ser ditos de um único fôlego. Assim os poetas ocidentais definiram a métrica de 17 sílabas repartidas em 3 versos (5-7-5 sílabas).

Semana Palestina: Conversa sobre a caridade


Uma actividade integrada na Loja Livre com chá, café, bolos e narguilé para animar uma conversa em torno das campanhas de angariação de roupas para enviar para "zonas de conflito ou países com economias emergentes". Vamos poder falar com as pessoas envolvidas no recentemente projecto intitulado "Knitting Freedom" que fez um pedido para a recolha de cachecóis, chapéus, meias e luvas através do KURI KURI SHOP para levar às crianças órfãs da Cisjordânia - Palestina. Por outro lado, aulas grátis de tricô permitiram às pessoas de participar de outra forma neste projecto. A recolha foi feita até dia 20 de Fevereiro e entregue nos orfanatos da Cisjordânia.
Como funciona a caridade? Como se faz chegar bens essenciais a um sítio submetido a um controlo sistemático e violento?

Semana Palestina



Concerto - One For Apocalypse

6ª feira, 6 de Março, 20h00 - Entrada livre

  
One For Apocalypse (Asturias)
Post Rock delicado e poderoso com influências de bandas como Mogwai, Bossk ou Caspian.