sábado, 30 março 15h00 entrada livre
espaço temporário*multicultural*interventivo*gratuito*sem fronteiras*sem rosto*experimental*revoltado*apartidário
Cinema América Latina #3
6ª, 29 março 21h30 entrada livre
ZAPATISTA
www.bignoisefilms.com/ films/features/90-zapatista
ZAPATISTA
1 de janeiro de 1994: o dia em que entra em vigor o Tratado de Livre Comércio. Minutos após a meia noite, no sudeste mexicano milhares de soldados indígenas tomam posse de metade do estado de Chiapas, declarando a guerra pela humanidade contra o poder global corporativo. Chamam-se Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Documentário que retrata este momento da História, dxs zapatistas que inspiraram o movimento antiglobalização. A seguir conversa sobre a actualidade do México e dos movimentos revolucionários.
Idioma: Inglês/Castelhanowww.bignoisefilms.com/
Último de três documentários que mostram resistências ao poder do império na América Latina.
Perceber este continente é perceber de que forma o que resta do conforto europeu é consequência da continuidade do colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão, tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma conquista que dura mais de 500 anos.
São documentários e conversas para alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares do planeta que partilhamos.
Perceber este continente é perceber de que forma o que resta do conforto europeu é consequência da continuidade do colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão, tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma conquista que dura mais de 500 anos.
São documentários e conversas para alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares do planeta que partilhamos.
leituras partilhadas na biblioteca
4ª, 27 março 21h00 entrada livre
Leituras partilhadas de:
Os princípios da Novilíngua, de George Orwell
Temos assistido gradualmente a uma espécie de «limpeza» lexical que participa na re-escrita da História do nosso mundo. Os exemplos estão à vista no longo, tortuoso e genocida percurso da humanidade. No contexto português, basta lembrar os momentos mais horrendos da História e mais recentemente as reformulações feitas no campo das denominações laborais, basta ouvirmos as batalhas entre puristas conservadores e puristas criadores da língua, basta estarmos atentos aos vocábulos utilizados nos media, nos discursos dos dirigentes dos estados, basta ver o empobrecimento geral e programado a nível das políticas educativas da língua que falamos e partilhamos.
A língua pertence aos falantes de uma língua. Ela cresce e re-cria-se no acto da fala. Utilizá-la e conhecê-la é a melhor maneira de a actualizar com vocábulos antigos ou neologismo que descrevem o nosso pensar. É um trabalho individual para partilhar com palavras.
Inebriemo-nos de palavras!
O texto de Palavras ao Alto, Os princípios da Novilíngua, foi escrito em anexo a uma narrativa de ficção distópica e de certo modo visionária, intitulada 1984 por George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair (1903-1950), escritor e jornalista inglês. O romance 1984 foi escrito em 1948 (daí o título com os 2 últimos dígitos invertidos) e publicado em Londres em 1949. Conta a história de Winston Smith que trabalha no ministério da verdade, onde participa na re-escrita da história e da língua. Mas, W. Smith apaixona-se por Julia e vai questionar o mundo onde vive...
Neste breve texto Os princípios da Novilíngua G. Orwell explica como é que esta nova língua funciona e qual o seu objectivo. «A novilíngua foi concebida não para aumentar, mas para restringir o campo do pensamento, propósito indirectamente servido pela redução ao mínimo da gama das palavras.»
Leituras partilhadas de:
Os princípios da Novilíngua, de George Orwell
Todo o pensamento está intimamente ligado às palavras, quando o verbalizamos (quer pela fala, quer pela escrita) estamos a dar passos de gigantes para o seu crescimento. Assim, a língua deve ser sempre tomada de assalto para evitar que nos toldem o pensamento!
Temos assistido gradualmente a uma espécie de «limpeza» lexical que participa na re-escrita da História do nosso mundo. Os exemplos estão à vista no longo, tortuoso e genocida percurso da humanidade. No contexto português, basta lembrar os momentos mais horrendos da História e mais recentemente as reformulações feitas no campo das denominações laborais, basta ouvirmos as batalhas entre puristas conservadores e puristas criadores da língua, basta estarmos atentos aos vocábulos utilizados nos media, nos discursos dos dirigentes dos estados, basta ver o empobrecimento geral e programado a nível das políticas educativas da língua que falamos e partilhamos.
A língua pertence aos falantes de uma língua. Ela cresce e re-cria-se no acto da fala. Utilizá-la e conhecê-la é a melhor maneira de a actualizar com vocábulos antigos ou neologismo que descrevem o nosso pensar. É um trabalho individual para partilhar com palavras.
Inebriemo-nos de palavras!
O texto de Palavras ao Alto, Os princípios da Novilíngua, foi escrito em anexo a uma narrativa de ficção distópica e de certo modo visionária, intitulada 1984 por George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair (1903-1950), escritor e jornalista inglês. O romance 1984 foi escrito em 1948 (daí o título com os 2 últimos dígitos invertidos) e publicado em Londres em 1949. Conta a história de Winston Smith que trabalha no ministério da verdade, onde participa na re-escrita da história e da língua. Mas, W. Smith apaixona-se por Julia e vai questionar o mundo onde vive...
1984 denuncia o totalitarismo com base nos dois «ingredientes» fundadores das sociedades: a história e a linguagem. A sociedade totalitária descrita em 1984 põe em cena Big Brother, o chefe supremo do partido SOCING, presente em toda a parte através das múltiplas «teletelas» que observam e controlam todos os habitantes de Londres (que neste romance é uma região da Oceânia).
Os lemas que regem este mundo são os
seguintes: A guerra é a paz, A liberdade é a escravatura, A ignorância é a força. Nesta
sociedade promove-se a delação, o ódio e desaconselha-se a amizade e o amor. O partido supremo trabalha na formulação de uma nova língua (daí Novilíngua) para erradicar o «crime pelo pensamento», procedendo à eliminação das palavras que possam permitir um pensamento contrário, portanto há palavras banidas, eliminadas do vocabulário
para dar lugar a outras palavras mais adequadas para manter a população sobre controlo.
Neste breve texto Os princípios da Novilíngua G. Orwell explica como é que esta nova língua funciona e qual o seu objectivo. «A novilíngua foi concebida não para aumentar, mas para restringir o campo do pensamento, propósito indirectamente servido pela redução ao mínimo da gama das palavras.»
O coro vai ao Musas
3ª, 26 março 18h00 entrada livre
Aparece e vai treinando:
A Semana Sangrenta
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
O coro quer movimentar-se pelos
principais espaços alternativos do Porto, de forma a anagariar vozes e
também para dinamizar e conhecer os outros espaços. Desta vez será no
Musas, Rua do Bonjardim, nº998.
Aparece e vai treinando:
A Semana Sangrenta
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
Tolerância zero contra a violência policial
A CasaViva é solidária com o movimento que se forma no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, para que se faça justiça sobre a morte do jovem Rúben Marques, apelando à presença na Concentração contra a violência policial este sábado, 23 de março, na praça Bocage, às 11 horas, em Setúbal.
No dia 16 de Março, na Bela Vista, o Rúben Marques, de 18 anos, morreu vítima de uma perseguição policial. Num triste episódio que se vem repetindo ao longo dos anos em diferentes bairros: a polícia recorre sistematicamente ao uso de armas de fogo acabando por matar, directa ou indirectamente, jovens de bairros ditos “sociais”.
Mais uma vez a polícia mostra que para ela o crime tem cor e classe social. Enquanto nos seus fatos e escritórios os banqueiros e os políticos continuam impunemente a roubar-nos, por via legal ou não, jovens dos bairros mais pobres sofrem a violência extrema exercida pelas forças de (in)segurança. Até quando aguentaremos passivos a isso? Será que teremos que esperar que as situações cheguem ao nosso quintal para fazermos, de facto, alguma coisa?
Cronologia recente e incompleta de mortes em operações policiais:
16-03-2013
Rúben Marques, 18 anos. Manteigadas, Setúbal
Perdeu a vida em despiste de mota após perseguição e disparos efectuados por agentes da PSP.
04-08-2012
Flávio Rentim, 18 anos. Campolide, Lisboa
Atingido mortalmente no pescoço por agente da PSP durante perseguição pedonal na linha ferroviária.
09-07-2012
José Ferreira, “Crespo”, 21 anos. Fânzeres, Gondomar
Atingido mortalmente por disparo de miltar da GNR após perseguição policial.
15-03-2010
Nuno Manaças “MC Snake”, 30 anos. Benfica, Lisboa
Atingido mortalmente nas costas por disparos de agente da PSP após perseguição policial.
13-01-2010
Álvaro Sérgio, 27 anos. A43 (IC29), Gondomar
Atingido mortalmente nas costas por disparos de militar da GNR após perseguição policial.
30-05-2009
Antonino Vieira, “Toninho Tchibone”, 23 anos. Portimão, Algarve
Atingido na nuca por disparo de militar da GNR após perseguição policial.
13-02-2009
Tiago Correia, “Seedorf”, 20 anos. Pontes, Setúbal
Atingido no rosto, por disparo de agente da PSP após perseguição policial.
04-01-2009
Elson Sanchez “Kuko”, 14 anos. Bairro de Sta Filomena, Amadora
Atingido por agente da PSP na cabeça, a menos de meio metro de distância, após perseguição policial.
Acidente é o nome dos assassinatos nos bairros pobres
Cinema América Latina #2
6ª, 22 março 21h30 entrada livre
HIDDEN IN PLAIN SIGHT
Última sessão - 6ª, 29 de março: ZAPATISTA
films/features/90-zapatista
HIDDEN IN PLAIN SIGHT
A Escola das Américas é o lugar onde se
geraram as grandes ditaduras latinoamericanas do século XX, onde se
formaram mercenários e lhes foram ensinadas técnicas de
contra-insurgência de modo a garantir os interesses económicos das
elites dos EUA. Um documentário que nos mostra e explica o porquê da
violência na América Latina e nos mostra as lutas nos EUA para fechar a
escola.
Segundo de três documentários que mostram resistências ao poder do império na
América Latina. Perceber este continente é perceber de que forma o que
resta do conforto europeu é consequência da continuidade do
colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão,
tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos
mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela
sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma
conquista que dura mais de 500 anos. São documentários e conversas para
alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares
do planeta que partilhamos.
Última sessão - 6ª, 29 de março: ZAPATISTA
1 de janeiro de 1994: o dia em que entra em vigor o Tratado de Livre Comércio. Minutos após a meia noite, no sudeste mexicano milhares de soldados indígenas tomam posse de metade do estado de
Chiapas, declarando a guerra pela humanidade contra o poder global
corporativo. Chamam-se Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Documentário que retrata este momento da História, d@s zapatistas que
inspiraram o movimento antiglobalização. A seguir conversa sobre a
actualidade do México e dos movimentos revolucionários.
Idioma: Inglês/Castelhano
www.bignoisefilms.com/Idioma: Inglês/Castelhano
Coro
terça, 19 março 18h00 entrada livre
Aproveitando que o maestro está para fora, numa tentativa de revolta contra a hierarquia e o autoritarismo, o coro organiza-se por si só para despertar e seduzir outros a se juntarem a cantar o que contam.
Aproveitando que o maestro está para fora, numa tentativa de revolta contra a hierarquia e o autoritarismo, o coro organiza-se por si só para despertar e seduzir outros a se juntarem a cantar o que contam.
Aparece e vai treinando :
e/ou
Encontrei um banqueiro
música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
cinema comunitário
domingo, 17 março 21h30 entrada livre
Land and Freedom, de Ken Loach (109')
O Cinema Comunitário volta à CasaViva. Qualquer pessoa pode participar, propondo filmes, temas, formas, géneros ou estilos. Acompanhado de iguarias caseiras regadas com líquidos espirituosos ou tropicais.
Land and Freedom, de Ken Loach (109')
ling.: Inglês, Castelhano, Catalão
leg.: Português
O
desejo de defender a liberdade impulsionou pessoas de diferentes
nacionalidades a desembarcarem em Espanha no período de 1936-37. Tendo como pano de fundo a Revolução Espanhola, conta a história de um
jovem desempregado comunista, David, que deixa a sua cidade natal,
Liverpool, para se juntar à luta contra o fascismo de Francisco Franco. Na sua vivência durante a guerra, e depois de várias
reviravoltas, vai tomando cada vez mais consciência de que a ganância
pelo poder e pela propriedade são inimigos de uma vivência pacífica e
justa neste mundo.
Cinema América Latina
6ª, 15 março 21h30 entrada livre
WHEN THE MOUNTAINS TREMBLE
próximas sessões: 22 e 29 de março
sessão Guatemala
Documentário que conta a história da
repressão sobre o movimento indígena na Guatemala. Narrado por Rigoberta
Menchu Tum, prémio Nobel da paz em 1992, mostra-nos como os interesses
das multinacionais estadonuidenses se ligam facilmente aos governos, à
CIA e influenciam o decurso da nossa História.
Idioma: Inglês
próximas sessões: 22 e 29 de março
Três documentários que mostram resistências ao poder do império na
América Latina. Perceber este continente é perceber de que forma o que
resta do conforto europeu é consequência da continuidade do
colonialismo, de onde vem tanta mão de obra barata, tanta repressão,
tantos produtos baratos para o nosso consumo. São testemunhos que nos
mostram o horror e a dignidade, a repressão e as cabeças levantadas pela
sobrevivência de um povo que se nega a baixar os braços e resiste a uma
conquista que dura mais de 500 anos. São documentários e conversas para
alargar horizontes e perceber as lutas das nossas irmãs noutros lugares
do planeta que partilhamos.
punk é coisa de gajos?
Música
livre e preocupada com as questões de género acompanhou a janta que
antecipou a 4ª (e última, para já) Tertúlia Punk da CasaViva, dia 7 de
Março, ou o tema proposto não questionasse se é preciso ter colhões para
ser punk. Que sim, é preciso, argumentaram uns; que não, o que é
preciso é atitude, disseram outros. Elas eram em menor número, como
parece manter-se a tendência no punk, mas não deixaram de se fazer
ouvir. De todas as tertúlias punk, esta foi talvez a que confrontou
maior diferença de opiniões. Por isso mesmo, há quem ache que foi a
melhor de todas. Mas há também quem tenha ficado decepcionada. O Punkito
esteve muito bem, o chato da noite foi o Alex.
E como quem fala de colhões fala de testosterona, a violência abriu a
conversa. Não a violência em si, que disso não houve, se não banais
tons de voz violentos recheados de caralhadas, apanágio de quem se quer
verdadeiramente punk. Falou-se, sim, da violência enquanto fenómeno a
que se assiste em muitos concertos punk, na CasaViva, por exemplo. Não é
só coisa de gajos, as gajas dançam com igual violência. Mas não é
violência, é forma de expressão. Já estive em rodas de duas horas e foi
muito bom; se alguém agride, percebe-se que é para sair. Há uma
diferença de comportamento quando uma gaja entra no mosh, comenta uma
Maria. Só vai quem quer, lembra o Punkito. Já vi muito mais humanidade
numa roda do que em muitas discotecas da filha da puta do mundo inteiro,
completa o Alex.
Ponto final na violência, o moderador, também conhecido por facilitador e/ou fascistador, provoca os presentes: Pode um punk de crista ser fofinho? Ouviram-se respostas prontas: sim. Ouviram-se reticências: é difícil, pode ser considerado gay. Voltou a postura da virilidade que o macho gosta de aparentar, abordada já quando se falara de violência. Mas a testemunhar a positiva, vêm à baila punks fofinhos da Grã-Bretanha, anos 90. Queer ultraviolentos nas suas manifestações contra a igreja e a religião cristã e que tinham um lado bué de fofinho e bué de humano, amoroso, sem comportamento machista. O machismo e a sua denominação torna-se assunto. A sociedade é machista, acusa um macho. As mulheres são as transmissoras da forma patriacal da sociedade, contrapõe uma fêmea. Essa conversa não é para hoje, desvia o fascistador, lembrando o encontro feminista marcado para dois dias depois na CasaViva (http://rachafeminista.
A conversa volta a centrar-se no punk. Numa banda de gajas punk os
namorados ficam na banca? Risotas machistas. Arnaldo dá o exemplo de uma
banda que gerou grande expectativa por ser formada só por gajas e cujo
concerto foi uma grande banhada, o que o leva a afirmar que não faz
sentido só por serem gajas criarem banda. Havia quem discordasse: punk é
uma cultura musical em que faz todo o sentido que haja bandas só com
gajas, curto ene bandas de gajas, Não consigo ver a coisa pelo género,
gosto da cena, que se fodam as pilas, que se fodam as conas, temos todos
cus. A questão do machismo volta em força quando um gajo refere que há
espectacularização do aspecto da mulher quando actua: não basta ser
cantora, há que ser gostosa. As mulheres estão sempre sujeitas a ouvir
bocas machistas quando sobem ao palco. Para estar em certos sítios, uma
gaja tem de ter mais colhões, tem de ir buscar uma coisa extra. Atitude.
Sobre os namorados nas bancas, disso nem se falou. A conversa acabou
por terminar com uma pergunta, retomado que foi o tópico inicial: A
violência é necessariamente ruim?
ou vai ou RACHA?
sábado, 9 março, a partir das 16h00 entrada livre
a RACHA! é feminista
a RACHA! não é uma cena de gajas
a RACHA! quer partilhar e discutir o que é isso do "feminismo"
a RACHA! tem filhxs e namoradxs, e também quer discutir com elxs
a RACHA! toca, canta, mexe, escreve, pinta, filma, fala, grita, brinca, semeia…
a RACHA! aborta preconceitos e pare lutas
a RACHA!, como as coisas importantes da vida, não pede licença, e precisa de contar com gente de toda a sorte para existir plenamente
a RACHA vai!
PROGRAMA
Pedro e Diana: concerto
Pedro, Luca e Bárbara Costa: concerto
Juliana Moura: performance
Diana Dionísio, Daniela Gama e Susana Baeta: Máquina Reprodutora, Borralheira, Princesa e Secretária Tiram Férias e Roem a Corda - peça curta
Sofia Lomba, Clara Campos, Kate Falcão: exposição
mural feminista
selecção de filmes, fotos e músicas
banca (fanzines, t-shirts e doce de tomate!!!)
e para xs mais novxs:
oficina na horta
oficina de movimento
oficina de haiku
conversa pipis e pilaus
vamos fazer uma assembleia?!
começa às 16h e acaba quando acabar...
pelo meio vai-se comendo e bebendo, conversando e dançando... senão não é a nossa revolução.
rachafeminista.blogspot.pt
a RACHA! é feminista
a RACHA! não é uma cena de gajas
a RACHA! quer partilhar e discutir o que é isso do "feminismo"
a RACHA! tem filhxs e namoradxs, e também quer discutir com elxs
a RACHA! toca, canta, mexe, escreve, pinta, filma, fala, grita, brinca, semeia…
a RACHA! aborta preconceitos e pare lutas
a RACHA!, como as coisas importantes da vida, não pede licença, e precisa de contar com gente de toda a sorte para existir plenamente
a RACHA vai!
PROGRAMA
Pedro e Diana: concerto
Pedro, Luca e Bárbara Costa: concerto
Juliana Moura: performance
Diana Dionísio, Daniela Gama e Susana Baeta: Máquina Reprodutora, Borralheira, Princesa e Secretária Tiram Férias e Roem a Corda - peça curta
Sofia Lomba, Clara Campos, Kate Falcão: exposição
mural feminista
selecção de filmes, fotos e músicas
banca (fanzines, t-shirts e doce de tomate!!!)
e para xs mais novxs:
oficina na horta
oficina de movimento
oficina de haiku
conversa pipis e pilaus
vamos fazer uma assembleia?!
começa às 16h e acaba quando acabar...
pelo meio vai-se comendo e bebendo, conversando e dançando... senão não é a nossa revolução.
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Teatro
riot grrrrrrl
5ª, 7 março, das 18h00 às 24h00
ou vai ou Racha?
A partir das 18h00 do dia 7 de março até à meia noite (só para chatear), é só ir a
radiocasaviva.blogspot. pt
e procurar, na coluna do lado direito, "como faço para ouvir?"
onde houver um computador com net (e placa de som... e colunas)
A Rádio CasaBiba associa-se ao final de semana feminista da CasaViva, através duma playlist de música Riot Grrrrrl, livre e guerreira, a acompanhar as Tertúlias Punk
para ser Punk é preciso ter colhões?
e a dar o lamiré para a RACHA! para ser Punk é preciso ter colhões?
ou vai ou Racha?
A partir das 18h00 do dia 7 de março até à meia noite (só para chatear), é só ir a
radiocasaviva.blogspot.
e procurar, na coluna do lado direito, "como faço para ouvir?"
para ser punk é preciso ter colhões?
5ª, 7 março 19h00 entrada livre
A quarta é no dia 7 de Março, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, desta vez, a comida e o convívio inicial são feitos ao som de música livre e preocupada com as questões de género. Tudo isto para se pensar se o punk não se terá deixado transformar numa coisa essencialmente para gajos, numa espécie de antecâmara dum fim de semana feminista na CasaViva, com a RACHA!
19h00 Free riot grrrrl music e aconchego para o estômago
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)
A 3ª Tertúlia Punk, no dia 21 de fevereiro, foi mais ou menos assim:
esta merda é música ou é política?
Para pensarmos naquilo que gira à volta da cultura punk, os seus princípios, as suas influências e as suas práticas no dia a dia, a CasaViva acolhe uma série de encontros/convívio/concertos/ jantares. Convidamos todxs,
punks e não-punks, com ou sem afinidade pelo tema, para participarem nestas Tertúlias Punk.
A quarta é no dia 7 de Março, a partir das 19h. Haverá petiscos, música, frescas 20% menos caras e diz que, desta vez, a comida e o convívio inicial são feitos ao som de música livre e preocupada com as questões de género. Tudo isto para se pensar se o punk não se terá deixado transformar numa coisa essencialmente para gajos, numa espécie de antecâmara dum fim de semana feminista na CasaViva, com a RACHA!
19h00 Free riot grrrrl music e aconchego para o estômago
21h00 Blá blá blá
antes do fim: DJ Punkito (se lhe apetecer e se não for expulso antes)
A 3ª Tertúlia Punk, no dia 21 de fevereiro, foi mais ou menos assim:
esta merda é música ou é política?
esta merda é música ou é política?
Resumo da 3ª Tertúlia Punk na CasaViva, 21 fevereiro 2013
Este resumo já começa deficiente, uma vez que, na hora a que cheguei, o show dos Dead Kennedys já tinha acabado. Porém, o cheirinho a comida que vinha da cozinha demonstrava as coisas boas que ainda estavam para vir! Bem, depois de concretizada a acção de encher o estômago de comida, iniciamos os trabalhos com o já tradicional aviso de que tudo seria gravado, o que pode assustar alguns, mas que, para o Punkito, não fazia qualquer diferença. Mais
uma vez, o debate teve a sua voz como trilha sonora.
Nesta noite, muitas perguntas se colocavam no ar: Punk é política? A estética do punk é necessariamente política, mas tem gente que só a leva pró lado estético? Ou então: É possível fazer punk sem fazer política? Qual é a influência que o punk teve na sua formação política? E esse jeito punk de fazer música é político?
Durante cerca de uma hora e meia, um intenso debate ocorreu, algumas vezes mais organizado, por muitas caótico, mas sempre interessante. Ao contrário do que aconteceu nas outras tertúlias, desta vez não fugimos ao tema do punk, nem caímos na nostalgia que pode se esperar de quarentões saudosos (essa foi só pra provocar...). Das coisas concretas que foram ditas, destaque para as iniciativas, segundo o Alex, “verdadeiramente” punks como, por exemplo, o Festival FDP, que inegavelmente possuía um cunho político, ou então as falas do Arnaldo que giravam em torno de um
desejo de não rotular demais a coisa mas, ao mesmo tempo, de admitir que havia ali dentro de nós qualquer coisa de rebelde, qualquer coisa que grita, e que ao contacto com o punk essa tal coisa poder-se-ia libertar, ganhando voz e força, transformando-se em música e atitude.
Éramos quase 20 num debate que, por vezes, ficou bem quente, com vozes exaltadas e opiniões fortes, intenso como um bom mosh. No final do debate, terminado de maneira espontânea, sem que ninguém “determinasse” o seu fim, surge a
pergunta do Kikas: “E afinal? Punk é política?”. Uns disseram sim, ninguém negou, mas o que se sabe é que de uma conversa boa como esta sairemos sempre com mais perguntas do que respostas.
space talking
3ª, 5 março 21h00 entrada livre
Gipsy
Rufina
é o projecto a solo do cantautor nómada Emiliano “Gipsy”
Liberali. Originário
de uma pequena e claustrofóbica cidade no centro da Itália,
enclausurada entre montanhas (o chamado Vale Santo), Gipsy desejava
ver o que havia para além das montanhas. Para além das montanhas
estava Roma, onde tocou em diversas bandas da cena punk/hardcore
dos anos 90. Mas rapidamente Roma, com a sua mentalidade religiosa
fechada, se tornou demasiado pequena e ele quis ver o que havia do
outro lado do oceano. Vagueou pelos E.U.A.
durante meses e começou a escrever canções com uma guitarra
acústica que comprou em Chicago por 10 dólares.
Em
2004 foi parar a Colónia (Alemanha) e começou a dar concertos com
os seus amigos e local
heroes,
os Cowboys On Dope, enquanto trabalhava em navios, indo e vindo do
Brasil, do Tahiti ou das Ilhas Virgem. Pouco depois gravou a sua
primeira maqueta, “Gipsy's
Broke” num
gravador de quatro pistas e começou a viajar com a sua música. Em
2007 lança o seu primeiro EP “Name
your Beast”
e torna-se num músico a tempo inteiro, sempre em digressão, fiel ao
espírito dos antigos trovadores.
Agora
regressa a Portugal para apresentar o seu último álbum “Space
Talking”,
editado em Outubro do ano passado numa parceria entre várias
editoras europeias.
bámos juntos pá manif
sábado, 2 março a partir das 12h00
Aparece, pá!
A CasaViva associa-se, à sua maneira, à manif do "Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena". Se razões não houvesse em número suficiente, ESTA,
pelo menos, parece-nos suficientemente forte para sairmos de casa,
trancar bem as portas e janelas, e ocuparmos o nosso espaço nas praças.
Assim, entre as 12h00 e as 15h00, descontamos na bjeka o imposto
troikano cá do bairro, que representa 30% do custo total desse sumo de
cereais. A comida, como de costume, mantém-se sem qualquer imposto de
dívida.
Às 15h00 saímos de casa, acompanhados pelos RoR em direcção à Praça da Batalha. Porque, aqui para nós, jamais cairemos no logro onde sempre
"acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano, a estender o braço, meio Rolão Preto, meio SteveMcQueen, ok boss, tudo ok, estamos numa porreira meu, um tripe fenomenal, proibido voltar atrás, viva a liberdade, né filho?"
Aparece, pá!
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